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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Não gosto

Passei o dia de ontem a pensar que era dia 30 de agosto e em como não gosto deste dia... Lembra-me sempre o fim do verão, mesmo que setembro ainda traga dias solarengos de praia. Lembra-me os dias de inverno cada vez mais próximos e também que dias como os que passaram só para o ano! Foi um mês que passou super rápido, com muitas novidades (umas boas outras menos boas). Um mês com alguns planos realizados, outros que ficaram por realizar. Um mês bem mais calmo do que costume, mas igualmente engraçado.

 

E...

... Depois da noitada fenomenal de sexta pra sábado ficar a noite de festa toda a trabalhar... E achar que o trabalho para ajudar a festa foi algo que me soube mesmo bem (mesmo aturar os bimbalhões bêbados da praxe). E aturar (e compactuar) com as ideias mirabolantes de uma tia completamente k.o. do álcool de aguentar até vermos o nascer do sol. E dar conselhos às tantas da noite a primas no auge da adolescência, sabendo que não vão ser seguidos. E jogar matrecos e marcar golos. E servir dezenas de caipirinhas maravilhosas, demorando anos para conseguir consumir a minha. E sentir um frio desgraçado por causa do orvalho que se fazia sentir a partir das 5h da manhã. E relembrar (ou ouvir quem relembrava) os vários momentos de quem aqui viveu toda a sua infância. E termos mais risos e gargalhadas até as 7h da manhã. E visualizar o nascer do dia à medida que o sol ia iluminando toda a paisagem à nossa frente. E estar no único local a ser iluminado por último. E sentir o sol a aparecer por detrás dos montes... E ter todos estes momentos com as algumas das pessoas que mais amo no mundo.

Noite maravilhosa esta, sem dúvida.

Indescritível.

 

Ah, e tudo isto com Bob Marley como música de fundo. 5 estrelas

Finalmente

Então cá vou eu coloca os pontos nos i's e também utilizar este meu canto para aquilo que foi criado!

Vou falar claramente do que me afligia por estas largas semanas, (não de tudo, mas de partes).

De há uns tempos a esta parte que a minha relação pautava-se por altos e baixos… Mais baixos que altos infelizmente.

Todos os dias, ou quase, implicávamos um com o outro, nem que fosse uma pequena coisa. Se estávamos uma hora no maior amor, na hora seguinte era às turras. E o porquê, nenhum de nós sabia descrever em concreto! Andávamos assim, apesar de todas as noites dormirmos agarrados e sentirmos que ainda sentíamos amor à nossa volta.

Foi preciso alguma insistência minha para finalmente falarmos sobe o que nos doía e a verdade é que nenhuma relação irá funcionar em pleno quando as partes são tão diferentes! Só se uma das partes ceder e perder-se pelo caminho em função do outro, e isso, nunca iria aceitar. Eu não cedo, sou demasiado mau feitio para, depois de tudo o que já passei (e que me levou a moldar o ser que sou), perder-me nem que seja por uma causa tão bela como o amor. Temos pena, mas não sou nada assim. Adiante…

Durante a conversa decidimos não estragar uma potencial super amizade em tentativas vãs de fazer com que dê certo! O acordo então ficou por ai, gostamos demasiado um do outro para cortarmos relações permanentes, portanto, sermos apenas amigos terá de servir.

E digo desde já, NUNCA acreditei muito em ex-namorados que se tornam amigos, mas desta vez pareceu-me (a nós) que seria o mais acertado!

O problema de toda esta questão, para mim, recaí na fraca auto-estima que me foi deixada. Nunca fui uma menina cujo ego estivesse sempre nas alturas, pelo contrário... Mas ao ir crescendo habituei-me a balançar todos os meus defeitos e qualidades. Aprendi que por mais belas que as pessoas possam ser exteriormente, ninguém é perfeito. Aprendi, por exemplo (e graças a uma colega do ciclo), que posso não ter o cabelo lindo como gostaria, ou os olhos cor de avelã que sempre desejei, mas se calhar tenho o corpo que mil raparigas matariam por ter. Desde então que venho a desenvolver esta ideia comigo própria, revelando os meus pontos fortes, não me focando somente nos fracos. Lidar com os segundos apenas serve para eu continuar a rebaixar-me, a sentir-me inferior e estagnar em certos aspectos da vida. Resolvi dar a volta, pensar positivo e seguir em frente.

E tem funcionado até aqui. É verdade que tenho dias maus, dias muito maus mesmo, mas quem não os tem?!

A diferença é que desta vez (e também parte da razão de ter escolhido desistir desta relação) foi exactamente esse meu pedaço que me foi roubado, essa minha capacidade de acreditar em mim e naquilo que eu sei que valho.

Não é fácil ouvir certas coisas da boca de outros, coisas que até sabemos ser verdade, que sabermos estar ali, mas também que são características tão próprias que não há maneira de alterar. Não é fácil começarmos a deixar-nos levar ao ponto de ponderarmos aquilo que valemos como namoradas, como amigas, como pessoas. E sabendo eu perfeitamente de todas as péssimas características que marcam o meu EU, (desde a autoridade marcada, à teimosia, ao ser dona da razão, “and so on”) encontrei-me num verdadeiro dilema, que agora acredito que ultrapassado. Para isso foram precisas palavras de uma verdadeira amiga para conseguirem acalmar o meu espírito em momentos de real desespero, chamando-me à razão.

Não tem sido fácil desde então, voltar a juntar esses pedacinhos desfeitos e reerguer-me. Aliás, nunca é fácil este levantar e sacudir o pó. E nesta minha tentativa de me colocar em pé e alcançar alguma altivez, vou deixando para trás tudo aquilo que já não me serve. Acho que faz parte, ou pelo menos faz parte de mim, recomeçar a abandonar tudo aquilo que tem vindo a provar não ser digno de fazer parte da minha vida. O limpar a casa, ou neste caso, o coração. Isso aplicasse ao amor em todas as suas formas.

Hoje apercebi-me que estou preparada para seguir apenas com o que vale a pena, o despojar aquele que não merece o seu lugar no meu coração não é fácil, é provável que custe a resolver, espero bem que doa, que haja uma hipótese de resolução… Porque se não doer, é porque há muito deveria ter deixado o lugar vago para quem realmente se importe!

 

*para o caso de haver quem se pergunte, este texto, especialmente a última parte, tem vários destinatários...

 

E antes de ir dormir...

Só para que conste o dia de hoje envolveu passeio "matinal", gargalhadas no rio, jogo de futebol, peixinhos da horta (o que eu gosto desta iguaria) e umas maçarocas assadas na brasa!

Agora vou dormir, estou de rastos e amanhã é outro dia. Andar a relembrar jogos infants como escondidas, policia e ladrão, estica e afins, cansa, cansa muito!

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