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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Há dias agressivos. E depois há dias com a minha família!!!

Este era um dos fins de semana que eu mais aguardei nos últimos tempos. Finalmente  o primo e a tia vinham para Lisboa para aproveitarmos. Os planos eram sair um dia para o inglês aproveitar a noite lisboeta, ir à praia e aproveitar ao máximo. Nunca pensando que este máximo seria levado tão à letra...

Claro que para começar atrasaram-se e em vez de chegarem as 23h30 era 00h30 e ainda tentavam arranjar estacionamento na minha casa! Preparar e não preparar, apanhar a prima e depois de muito tentar apanhar a amiga da tia, eram 2h30 quando seguimos para beber as belas das caipis e comer o belo do pão com chouriço (sim, começámos pelo fim). Quando seguimos para a disco, já quentinhos, eram 4h da manhã. Nunca na minha vida pensei que nos fossemos divertir tanto. Ainda vimos os cantores, rimo-nos quando o Marco do BB (demorei 10m a tentar perceber quem era porque para mim Marco, só o do pontapé) meteu-se com a nossa amiga (tão bronco que não percebeu que estava a ser gozado, oh sorte). Tirar fotos com ele, com os gémeos, muita palhaçada. Descobrimos que isso de ir a sunset’s “é demasiado mainstream”, nós é mais sunrises, 8h e saímos porque calculámos que a música iria decair... Qual quê, mal pusemos os pés cá fora percebemos o erro, ainda pensámos em regressar. Tal era a vontade de não acabar que seguimos para a praia. Mas como ir para a praia da linha era demasiado fácil, decidimos seguir para a Arrábida. Conduzir aquilo tudo depois da agressividade da noite foi dose, mas lá consegui. Chegados à praia, foi deitar e dormir. Não conseguimos fazer muito mais, mal aproveitámos o facto de termos um local só para nós. Depois de começar a ressacar e sentir uma fraqueza terrível por não ter comido nada, lá fomos para o parque das merendas encher o estômago. Viagem de regresso e quando pensávamos em descansar do longo dia, toca de ir jantar a casa de tia. Mais conversa, mais planos feitos, mais riso e seguimos para o Bairro. Encontrar amigos de outras aventuras, tecer teorias sobre pernas de mulher, verificar qual das duas primas atacava mais a bebida e ver as horas passar. Apesar de estarmos todos de rastos, percebemos que estas noites não acontecem sempre e lá decidimos  continuar a conversa até às 5h da matina. A sensação de chegar a casa, à cama foi completamente indiscritível. O resto do dia passou num sopro (isto de acordar às 15h00…). Almoço de família, passeio na Peninha (o primo adorou o local), perdermo-nos de amor pelos gémeos.

Apesar de não ter sido possível comer o gelado conseguimos que fosse o fim de semana mais bem aproveitado dos últimos tempos. a Expressão "dias compridos" ganhou assim todo um novo significado para nós. Assim vale bem a pena.  

Ao contrário do resto do ano, até aqui...

Este mês está a ser GIGANTE... Ok, a necessidade que o final do mês, financeiramente falando, chegue não ajuda (ai isto de me pagarem a 21 e agora só para dia 31) mas a sensação de que este mês está a esticar-se em demasia está a deixar-me frustrada. E depois penso nas minhas férias "roubadas", e no menino estar feliz da vida a gozar as férias do outro lado do mundo, e que tenho saudades,  e que preciso de mimos, e que...
Vou ali dar dois pares de estalos a mim mesma e já volto.

Psicologia de algibeira!?

Hoje apetece-me escrever sobre a minha rebeldia recente para com a vida, o modo de vida.
Muito por acaso (e também pelo meu espírito crítico) vi-me obrigada a mudar atitudes ditas normais e abrir um pouco a mente. Já o vinha a fazer a alguns anos (crescimento?!) mas agora decidi deixar para trás a pele de cobra que me acompanhava, aquele resto que teimava em manter-se ali, deixei ir.

Desde pequenas que vamos ouvindo aquilo que se torna cliché, que até pensamos ser o correcto (se o dizem é porque é) e vamos emprenhando de ouvido a vida toda. Coisas que têm toda a pertinência de ser, tornam-se clichés. E tudo o que é cliché mais tarde ou mais cedo é desvalorizado. Conceitos que deveriam ser tidos mais em conta para a nossa sanidade, são descartados e tomados como uma garantia. No fundo, muito pouco de nós compreende o que aquilo significa. Escrevem-se mil e um textos, bonitinhos, com palavras floreadas, causa risota e sentimentalismos, mas a verdade é que são relevados, passados para segundo plano na hora de interiorizar, na hora de entender a fundo.

A questão do amor-próprio é uma delas… Caramba, desde sempre que ouvimos que o amor-próprio é a coisa mais importante. Pois é, tentem perguntar à geração a seguir a mim, o que é isso?! Caramba, perguntem a toda a minha geração ou à geração anterior.

Amor-próprio hoje em dia é confundido com vaidade. Vejo tanta mulher por aí que se acha a última bolacha do pacote, e no fundo vive numa tristeza que dá dó. Amor-próprio é tão difícil de conceber - por mentes constantemente influenciadas pela sociedade,  pela fabrica que é viver em sociedade hoje em dia – que ficam a achar que amor próprio é a necessidade de sentir-se melhor do que o outro. Aquela necessidade despropositada de provar algo a alguém, porque no fundo não sabem respeitar-se verdadeiramente. Não se amam.

 

Foi devido ao episódio de hoje que me pus a escrever este texto. A minha amiga A. lembrou-se de me enviar um link que prontamente abri. Qualquer coisa que ela envie com a palavra ME-DO eu corro para ver. Clico e encontro fotografias, morada, telefone, tudo. Primeiro pensei que algum namorado com dor de corno tinha-se dado ao trabalho de fazer aquele blog, mas depois percebi que não. Era uma puta mesmo, que resolve utilizar aquele meio para publicitar a sua ocupação e angariar clientes. Sorri pois as fotografias da senhora, para mim patetas, são interpretadas por outros como sensuais. Mesmo assim, no fundo pensei que se ela o faz por ela, se ela assume tão explicitamente o que faz da vida e sente-se feliz, sorte a dela. Não posso criticar, you go girl.

 

Por incrível que agora me pareça, tenho sido cada vez mais condescendente com aqueles que escolhem o seu caminho e assumem a sua vontade. Aprendi à lei da chapada da vida o que é isso de saber amar-me. De saber respeitar os meus sentimentos, aqueles mais profundos que, por vezes, até temos vergonha de partilhar com os mais chegados. Aprendi a olhar para dentro e discernir e seguir a minha vontade inata, regendo-me pelos meus valores. Só para exemplo, aprendi que se eu sou de me dar. Não tenho de me sentir culpada porque o outro acha que sou otária por dar tanto – dar amor, dar atenção, dar carinho... Só eu sei porque o faço, só eu sei o que sou e só tenho de me manter neste trilho. E não consigo mais apontar o dedo como antes fazia.

O meu intuito principal neste momento é satisfazer a mim. Pôr-me em primeiro lugar e não tem como isto dar errado. Quando os nossos valores não colidem com a ideia de respeito pelo próximo, quando estão virados para o certo, o conceito de egoísmo só tem a dar certo.

Apercebi-me que o meu amor-próprio fez com que me cansasse de levar a vida como os outros a vêem, vou tratar de escrever a minha própria história. E o amanhã a deus pertence.

Do que me fui lembrar...

Eu sempre desejei ter uma máquina de costura, para poder criar as minhas peças de roupa. Cheguei a coser muita roupa à mão.
Sempre foi uma vontade minha desde nova, mas como é obvio, nunca levei adiante. Ora porque as máquinas são caras, ora porque não há tempo.. blá blá blá. O tempo passa e o desejo mantém-se.

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