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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Worms party pooper

O boicote que às vezes inflijo a mim mesma é a real causa dos meus momentos tristes. Deixa-se entrar um pensamento menos bom, as famosas minhoquinhas, que sem que eu dê conta multiplicam-se ao segundo e quando me apercebo, uma festa de minhocas acontece de forma apoteótica no meu cérebro. Por hoje, por agora, consegui parar as minhocas por uns segundos, consegui lembrar-me que são apenas fruto do boicote a que estou habituada a fazer. Bastou uma frase, pensar nessas palavras para acabar logo ali o forrobodó. Parei, respirei e melhorei quase que instantaneamente. E só agora me apercebi do simples que é acabar com pensamentos desnecessários. Tenho de continuar e fazer isto mais vezes já que obter o controlo é realmente empolgante.

Já passou

O dia mau, a angústia e as saudades. Foi mais um momento de deixar ir, de aperceber aquilo que ainda me prende ao passado, de lidar com a escolha que fiz e da dor que daí advém. Mas por agora já passou, já soltei um pouco mais. Siga.

Dias bons

Ontem foi um dia que na sua simplicidade, foi praticamente perfeito.
O acordar foi lento, com muita ronha pelo meio. Lanche em família, bolo feito com amor.
Duas prendas de anos atrasadas - uma orquídea LINDA e rosa e uma capa para o sofá (um verdadeiro achado). Jantar, mais conversa e despedida.

Um final de fim de semana relaxado e dos que aconchegam. E pronto, coisinhas simples que enchem o coração.

Tenho de vomitar aqui umas coisinhas...

Esta historia dos moços que morreram afogados já me começa  a irritar a sério. Não tenho seguido a notícia porque quando o português começa a fazer demasiado burburinho, vai-se a ver e a história nada tem a ver com o que é apregoado.

Para mim os jovens em questão aprontaram, foram inconsequentes, morreram. É triste? É, mas acontece, temos pena das famílias que ficaram e ponto final. Vejo discursos ridículos de gente que nem sabe da missa a metade, que se deixa levar pelo diz que disse, que tomam posições anti-praxe sem sequer terem noção do que é a dita que me fazem arrepiar de raiva.

Qualquer ser humano que aceite entrar no processo de praxe, só para pertencer a um grupo, onde acata ordens que vão contra a sua integridade física ou moral é apenas mais um otário que a vida irá ensinar a crescer à força ( e todos nós temos o nosso quê de otários). Não gostam insurjam-se e digam NÃO. Custa por vezes, mas é uma palavra para ser utilizada como qualquer outra. Agora não me venham com histórias da chica esperta, porque uma praxe tem código que deve ser seguido,simples. Se realmente aqueles jovens estavam a ser praxados acima do limite, então que se queixassem. Agora, mandar bitaites de que A ou B deve ser preso ou o diabo a quatro e que morram todos os Dux e blá blá blá… eh pá, ganhem juízo!

Quanto à notícia em si, o português quer é novela para se entreter, como sempre. Legalmente deverão ser apuradas as responsabilidades, se as houver. E se tiver sido um acidente?! Como ficará esse povo onde a culpa não foi encontrara e aí senhores que cai o carmo e a trindade... O como, quando, onde?! Isso interessa ao povinho assim tanto?

Preocupem-se em educar os vossos filhos a saber ter espírito critico para deixarem de ser carneirinhos e pode ser que amanhã quando um Dux otário quiser abusar (que infelizmente, os há) eles saibam dizer não.

É só isto

Acabei de perceber, de uma maneira bastante simples até, a minha vontade de voltar à ilha. É pura e simplesmente porque nunca antes na vida (ou pelo menos não me lembro de já ter ocorrido) eu me recordo de uma sensação de contemplação tão profunda como ali. E foi uma sensação tão completa, tão maravilhosa que poder repetir torna-se quase uma fixação.

Autoconhecimento

Há cerca de ano e meio resolvi encetar o caminho de descobrir-me a sério e apercebi-me que é uma viagem sem fim.
Eu costumo sempre dizer que desenvolvi-me até aos 5 anos de idade. Desde então, acho que parei por aí pois os porquês são uma constante na minha cabeça. Porque é que ajo de forma A, o que me leva a escolher a opção B, etc...

Desde que encetei esta jornada, pude confirmar diferenças em mim do tamanho do mundo. Já citei algumas vezes a diminuição dos meus níveis de ansiedade, que é sem dúvida o ponto mais importante de toda esta história, mas mesmo assim, sinto que ainda vou no início.

Com esta busca, aprendi a prestar atenção ao meu corpo, ao que este me pede, ao que ele me diz, ao que eu desejo. Apercebi-me de pequenas coisas que fizeram mil e uma diferenças na minha busca pelo “sentir-me bem” . Apercebi-me de situações que me fizeram mesmo ponderar a minha sanidade, pois são tema tabu na nossa sociedade e que não posso ou não encontro ninguém com quem possa falar abertamente sobre a questão, mas trata-se de acontecimentos que, após perguntas que para os meus próximos pareceram apenas aleatórias, para mim serviram como prova de que algo estava errado (se bem que certo ou errado para mim, deixou de ser tão preto no branco como antes). E foi mais uma forma de penetrar no eu, de entender o eu, de responder a “porquês” que surgiram e rondam a minha cabeça. Tenho lido livros, muitos de vários temas (estou desejosa de encontrar o do Jung, e também quero comprar um de antropologia). Tenho meditado um pouco e apercebi-me que o simples respirar ajuda mesmo ao relaxe nos momentos mais caóticos (o trabalho assim o exige, por vezes). É bom este controlo sobre algo que antes escorria-me por entre os dedos.

Neste momento, e também com o abandono da ilusão (?) do que poderia vir a ser o meu romance, da desistência deste na busca de algo melhor, apercebi-me que não fiquei sem chão. Fiquei um pouco abalada claro, mas as minhas fundações mantiveram-se quase intactas… As minhas relações estão a passar um processo subtil de mudança, sinto que estou a vincar muito mais a minha personalidade (o que pode chocar algumas pessoas próximas). Dou a minha opinião sobre os assuntos de forma ainda mais séria e se antes já o fazia, agora sou ainda mais determinada a mostrar o meu ponto de vista sobre tudo (geralmente resulta no apelidarem-me de ser do contra) e vou-me apercebendo de que eu tenho uma capacidade gigante para interpretar de 50 mil formas uma só palavra (o que resulta na minha questão favorita nos últimos tempos – define x”). Pequeno aparte, com isto apercebi-me que azul para a pessoa A, não poucas vezes é rosa para a pessoa B.

Acima de tudo esta busca tem sido uma procura pela minha felicidade, afinal, como ser infeliz quando somos fieis a nós mesmos. I’m groing strong e fico muito feliz por isto, por conseguir saber definir ainda com mais precisão aquilo que almejo e aquilo que se tornou acessório. E mesmo que me torne numa senhora muito cabra com a mania, teimosa e mimada (os últimos dois são os únicos defeitos que neste momento identifico em mim e que lentamente tenho tentado alterar, sem efeito no caso da teimosia) o que importa é a felicidade certo?! Certo.

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