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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Eu não disse

1 saco gigante dos pretos cheio de roupa para o lixo.. Lixo como quem diz, vai ser para colocar nos contentores de recolha de roupa.
Agora só falta dar uma volta nos acessórios e sapatos e fico despachada.

Out with the old

Acho que estou a adiar tanto a minha limpeza de primavera porque sinto que vou deitar fora mil e uma coisas diferentes!!!
Não só a roupa que já não uso como objectos e lembranças que nao servem mais... Acho que estou pronta para deitar fora grande parte do passado.

Finito

Vá senhor deus, sei que depois da semana de cão, em que me fizeste organizar um almoço para 13 em 15 minutos e depois de me obrigares a dividir em mil para atender a todos os pedidos que me eram endereçados, podes mandar o belo do presente que tens guardado para mim. Sim que isto de passar com distinção ao trabalho que esta semana acarretou só pode significar uma bela recompensa do Universo. O euromilhões era bem pensado, just sayin.

Gosto disto

De combinar um jantar do pé para a mão com um amigo porque já não estávamos juntos há um ano, de virarmos uma jarra de 2L de Sangria, de comermos um gelado maravilhoso, de me rir que nem uma tola com o "brainfreeze" que o moço sentiu. De colocar a conversa em dia e reparar que um ano mudou-me mas também mudou a ele. Cresceu.

Foi bom.

Do fim de semana

 

Já foi tudo dito sobre Paris. Opiniões há mil e a maioria acertadas. De indicar que não esperava ver tanto homem charmoso, um regalo para a vista. Nem ficar tão encantada pelo passeio nocturno pela cidade. De facto, um dos melhores momentos foi ir até ao Louvre, já le fechado e ficar a contempla-lo de fora. Valeu bem a pena esta escapadinha rápida. A repetir.

E quando

O dia chega e nem dás conta de que aqui está. Não estiveste, nem estás, ansiosa de forma eufórica, não porque não o queres fazer mas pura e simplesmente porque o momento ainda não chegou. Apesar de ser hoje, não é o meu presente - AINDA.

Eu Eli Maria aqui me penitencio

Sou uma menina que gosta de ler. Sempre gostei, desde pequena, foi algo que surgiu em mim sem mesmo ter tido alguém que me transmitisse essa curiosidade pelos livros. Mas também sou extremamente preguiçosa. Sei que poderia ter lido muito mais do que aquilo que fiz se tivesse menos vezes vontade de não fazer nada.
Mas de há uns anos a esta parte obrigo-me a andar sempre com um livro e vou aproveitando os momentos mortos nos transportes para ir lendo. Já tinha dado uma vista de olhos nos livros electrónicos e consequentemente, nos e-readers e agora também nos tablets. Claro que esta minha atenção durou 5 segundos. Construí na minha cabeça o preconceito de que livros só os de papel, que e-readers não justificavam o preço e Tablets era coisa para gente snobe.

De facto, nutro um ódio de estimação pela marca da maçã, ao contrário do meu irmão que a idólatra, eu acho um exagero àquilo que vejo à minha volta em torno de uma marca. Reconheço a qualidade em muitos, maioria dos seus produtos, mas endeusar a coisa como vejo muitos fazer acho pura e simplesmente surreal. Como atribuí o surgimento dos tablets ao Ipad, foi automaticamente excluída da minha mente a possibilidade de obter algo deste género. Até ao início deste mês…

Com a minha demanda por livros de psicologia analítica e aperceber-me que em Portugal encontrar um livro de Carl Jung é quase mentira, reparei que há alguma, até bastante oferta a pulular por aí. Nisto, procura daqui, procura dali, abre-se um novo mundo de possibilidades à minha frente e comprar algo que me permita ler um sem fim de livros (a maioria à borliu) tornou-se prioridade. Comecei por ver os preços dos e-readers, mas rapidamente apercebi-me que além de terem caído em desuso, hoje em dia não compensam. Assim, ontem ao final do dia comprei um tablet. Juro que enquanto comprava, tremia por todos os poros com medo de vir a mudar de ideias. A menina do caixa dizer-me que não faziam devoluções deixou-me ainda mais ansiosa, mas assim que cheguei a casa e liguei o dito para o experimentar percebi que foi a melhor compra que poderia ter feito.

Em menos de 24h de uso posso garantir que estou convencida. A portabilidade de toda a nossa biblioteca é, de facto, uma híper-valia para mim. Claro que agora vou atribuir outras funções que estavam restringidas ao smartphone para lá, algumas aplicações (que não uso por aí além) a visualização de vídeos, o aceder ao email do trabalho e tantas outras coisas. Foi preciso muito pouco tempo para perceber a otária Mor que estava a ser por não abraçar esta nova tecnologia e a verdade é que a partir de agora, vou aconselhar a toda a gente.

Nota-se que fiquei satisfeita?!

Acho que me repito.. Mas não faz mal

Olho à minha volta e as minhas amizades ora estão apenas preocupadas em pagar contas, ora em casar e ter filhos! Ora, cada um sabe de si e dos seus projectos de vida. Mas começa a fazer-me uma confusão dos diabos apontarem-me o dedo quando eu digo que vou passear, viajar ou então quando tenho planos que envolvem sair, dançar e beber ou jantar fora a meio da semana. Não poucas vezes olham para mim como se eu fosse uma troglodita esbanjadora, e dizem-me com aquela cara de sofrimento quando eu convido para algo “ah pois, não tenho dinheiro”. Entendo que vocês fizeram a vossa escolha, mas não olhem para mim como se eu tivesse ganho no euromilhões. Não tenho culpa de gerir tremendamente bem o meu salário. Não tenho culpa de optar por ter dinheiro para pequenas viagens ou desejos de ultima hora em detrimento de um carro novo, XPTO, ou do último modelo de smartphone (já não posso com as maças à minha volta). Aliás, o meu computador é o mesmo desde há 13 anos e enquanto der para formatar e comprar um ou outro componente, irá ser o mesmo.  As opções que fazemos são isso mesmo, não hajam como se fossem uns coitadinhos porque a vossa vida não é mais do que trabalhar para pagar contas. Foi a vossa escolha, deal with it.

Isto poderia passar-me ao lado se não fosse a cara de infelicidade de uma ou outra pessoa que trago no coração. Por alguma razão vejo espelhado naquela cara o descontentamento com certas situações na sua vida e em nada posso fazer para ajudar. Deixo andar (cada vez mais afastada, é um facto!) na esperança de que as nossas vidas continuem a estar cruzadas.

Agora, não me apontem o dedo por eu ter escolhido aproveitar a vida antes de me dedicar a outros sonhos que sei que me irão condicionar para sempre.

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