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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Aviso sempre quando estou de partida…

Sei que todos erramos, sei que apesar de me sentir abandonada, também o outro lado poderá achar que errei e é só por saber disso que enviei por escrito uma mensagem breve.

Há meses que este pensamento me rondava a cabeça e avisei. Escrevi que a partir de agora vou pôr-me de parte já que me sinto tão aparte. Neste momento, logo este que achei que poderia fazer parte, sinto que não faço.
A resposta não tardou “ia responder-te mas deixei para amanhã e esqueci-me”… Não sou de perceber como é possível deixar um “sim estamos bem” para o dia seguinte. Já tentei mas não entendo!

Sexta feira é dia de conversa séria. Por mais que tenha medo, não vou calar o que me vai na alma há meses. Que eu seja capaz de suavizar todas as palavras duras que facilmente saem da minha boca. Duras, não más, porque a verdade assim é e eu, como amiga, vejo-me obrigada a dizer a verdade. As malas estão feitas, veremos se a viagem é para ser feita.

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É tão bom quando tenho este sentimento de esperança. Após ler pequenas notas do início do mês, fico com um sorriso nos lábios e com o coração calmo pois sei que tudo correrá pelo melhor. É só lembrar-me deste sentimento nos momentos mais sombrios.

Game of thrones

Depois de meses em que a única série que comecei a seguir com algum gosto foi a Empire (Cookie Rulez), depois de anos curiosa para saber o porquê de tanto buzz, no sábado à noite resolvi começar a ver a série. Aconchegada ponho-me a ver o primeiro episódio. Pensei para com os meus botões que o segundo episódio tiha de ser visto e a única coisa que retive foi a seca que estava a ter e a quantidade desnecessária de mamas que vi (pilas que é bom, nem vê-las, ai o pudor e tal, mas isso é outro assunto). Por curiosidade e como ultima hipótese pus o terceiro episódio a pensar que ia desistir daquilo, que não era para mim. Pois bem, só desliguei o pc pois o sono era mais que muito, no dia seguinte a primeira coisa a fazer foi recomeçar do episódio de onde parei e às 19h00 de domingo, com algumas paragens porque tenho mais que faer, tinha a primeira temporada quase completa no lombo. Apesar de previsível percebi que é das séries que mias prende. Sempre que tenho um tempinho vou-me actualizando com os episódios, estou na segunda temporada e colada na história. É isto, não sei dizer o que o raio da série tem de especial ou de novo para convencer alguém a ver mas a verdade é que gosto, gosto mesmo. Só vendo.

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E em segundos sou transportada para aquela noite quente, onde começou a acusar forte e feito o cansaço de uma semana animada, após comer umas espetadinhas de carne, comer uma cocada e descobrir histórias familiares que me fizeram rir, após mais uns momentos de riso regados a muita caipirinha e eu ouço música da boa, como há muito não ouvia e diferente de tudo o que actualmente estava na moda. Lembro-me da sensação de ter mais um momento perfeito no meio de tantos que aquela viagem me havia proporcionado. lembro-me perfeitamente da sensação de paz enquanto olhava para a TV a tentar identificar quem estava a possibilitar-me tão boa banda sonora aquele momento... Quando li O'Rappa reconheci o nome.
Vou guardar esse momento no meu coração, sem dúvida. Tal como a banda, a acompanhar daqui para a frente.

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O dia em que descobrires a subtil diferença entre deixar ir por raiva, deixar ir porque achas que mereces algo melhor ou o deixar ir porque na verdade já não queres, nesse dia saberás o que é ser livre.
Quem me lê pensará que é tudo o mesmo mas não. Deixar ir por raiva é quando sentimos que dói mais do que faz bem. Infelizmente nesta fase, ainda gostamos, ainda amamos demasiado e a raiva ajuda apenas a dar o primeiro passo. O pior é que resulta numa recaída, resulta sempre (ou então és estupidamente teimoso/orgulhoso e ficas com algum recalque para o resto da vida). Já o deixar ir porque nos começamos a aperceber que realmente aquela pessoa não vale a pena, é um passo seguinte da mesma escada, já o fazes com um pouco mais de amor-próprio, já entendeste que ali não é o caminho. É a fase em que abres os olhos e avistas a possibilidade de trilhar um caminho mais teu. A chatice é que o sentimento continua lá, por mais que mascares, por mais que não o queiras ver, ainda lá está aquela sensação de que “ah, ao menos se ele mudasse…” e continuas em frente com uma vã esperança no “e se”. Até que há um dia, aquela manhã de sol e luz interior em que sentes que já não queres. Este não querer não é forçado, não é orgulhoso, muito menos é um não querer vingativo. É uma sensação pacífica de que não precisas mais daquela relação, objecto ou o que for, que te mantém ali agarrado, preso no tempo e que não te deixa evoluir. È o momento em que te soltas dessa âncora e segues em frente de verdade. Aproveita esse momento de libertação ao máximo, acredito ser dos poucos momentos realmente pacíficos que temos. Porque o apego, volta, volta sempre mais ali à frente. Só que a partir do momento em que descobres estas diferenças, sabes que desapegar da próxima vez será apenas uma questão de tempo… Cada vez menos tempo!

O meu gato é o diabo… E como se não bastasse, está possuído!

 

 

AH, que bom é acordar a meio da noite, após trancar o gato na sala já que os níveis de diabrura do dito alcançaram patamares estratosféricos - era ouvi-lo correr de ponta a ponta da casa/ quarto, saltar para cima da cama e acordar-me, pôr-se a tentar abrir as portas dos armários e por fim, a deitar ao chão tudo o que o deveria estar a incomodar. Até que às 4 horas da manha ouço um estardalhaço tal que fui obrigada a levantar-me, pois tinha a certeza que não tinha nada assim tão grande para ele deixar cair com tal barulho… Bem, afinal tinha, quando vi o espelho do hall de entrada, aos pedaços no chão o meu lado psicopata veio ao de cima e desejei ardentemente cortá-lo às postas. Já ele, mal ouviu-me a abrir a porta fugiu a correr como o diabo da cruz, acho que a pressentir que a merda feita desta vez era grande.

Cabrão do gato.

Páscoa em familia, páscoa feliz

Páscoa assim é outra coisa. Valeu a pena o cansaço que estas viagens agora me deixam no lombo, só pelo sorriso de orelha a orelha que ficou an minha avó.  Todos juntos, ali, só a familia, a comer e a beber que é aquilo que fazemos melhor, ouvir as histórias que sempre ouço, uma vez mais e ainda assim sorrir como se fosse da primeira vez. Visitar aqueles que já partiram, e sentir um nó no estômago por comprovar que ela já não está mais aqui. Passear pelo rio, ver como as cerdeiras estão lindas, constatar a beleza da primavera como há muito não me lembrava. Ter como momento alto deixar o meu pimpolo guiar o carro, momento esse em que nos fartámos de rir os dois, após uma aposta atabalhoada nossa.
O silêncio que se faz sentir, o ouvir o vento a bater nas árvores, os passaros a cantar, tudo isto serviu para recarregar as energias para mais uma etapa. São estes os momentos qe valem a pena.