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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Provavelmente

É um dos melhores afro house de sempre mas a letra.. Meu deus a letra!
Há largos anos que me cruzei com esta música. Bastou ouvi-la uma vez para me apaixonar.   Impossivel ouvir sem dançar... Sem sentir!

 

 

Hoje sonhei com ela

Que ela me ligava e, no seu eterno tom alegre, me dizia para eu não me esquecer de tratar das ervas que deixou! Assim mesmo, nestes termos… E para dar um recado a um tio, recado esse que não me consigo lembrar por nada.. Ainda a meio lembro-me da felicidade que foi falar com ela, de como o meu coração ficou descansado e entusiasmado por ter notícias. Lembro-me de abanar a minha mãe para que ela a visse, ali pela fresta da porta da sala. Eu estava a vê-la porque raios a minha mãe não a queria ver. E aí acordei e percebi o que tinha acontecido e o que tinha sonhado. Acordei e percebi que era um sonho, que as saudades são para durar. Incomoda-me não me lembrar do recado que tinha de dar mas a sensação de ter matado saudades, mesmo que de uma forma tão irreal serviu para me acalmar! Coisas da vida.

E levar o casamento a sério, não?!

A proximidade dos 30 está a assustar-me. Não da forma que assusta à maioria dos que me rodeiam, como o ficar mais velha, perder as oportunidades da vida e tudo isso. Não nesse sentido. Os 30 assustam-me porque tenho uma forma de levar a vida com bagagem suficiente para perceber que já tenho uma opinião demasiado vincada sobre o que é isto de aqui estar.

Actualmente, as relações que vejo desenvolver estão na sua maioria no saco de relações sem amor.
Há companheirismo, amizade, carinho mas amor não posso acreditar. Quando vejo casamentos onde uma das partes trai vezes sem conta; quando vejo que uma das partes estrangula o livre-arbítrio da outra “porque tem de manter o controlo”; quando vejo casais onde não existe qualquer resquício de cumplicidade, perco totalmente a vontade de partilhar a vida com outro alguém. Continuo convicta de que, para um dos lados trair é porque não ama e aí ainda não houve quem me fizesse pensar o contrário. Pode ser que se apaixone por outro/a , isso é outra coisa, mas a traição, para mim, é acima de tudo o desrespeito.
Acredito que a maioria casa ainda apaixonado mas não deixa de ser, de certo modo, precipitado. Vejo que as relações começam numa brincadeira, crescem a partir daí, a paixão surge fazem-se planos para o futuro e pronto, a coisa fica mais para o apego entre duas pessoas do que real amor! O casamento porque tem de ser, porque sempre se quis casar ou porque a família assim impõe ou porque é esse o caminho que todos seguem, cedo começa a deteriorar-se. E depois do casamento siga para filhos, outra vez porque assim foi ensinado que tem de ser. E caramba, a maioria de nós quer realmente ver o ideal de família própria realizado. Vão definhando aos poucos porque quiseram permanecer no que era conveniente… no que era cómodo.

Não quero com isto dizer que não se deve arriscar, quero apenas transparecer que há muito boa gente que se ilude atrás do sonho de casamento e depois percebe que aquela pessoa não era a tal, nunca foi e, lá bem no fundo, sempre souberam. Muita gente que teve todos os indícios para não arriscar e mesmo assim deixa-se levar… O romantismo a isso obriga.

Hoje eu pondero tudo isto. Pondero a realização de um compromisso só porque sim. Pondero colocar no mundo uma criança para suprimir uma qualquer falta interior, ou pior e que também vejo muito, para calar a parte qeu quer muito ver realizado o sonho da paternidade. Actualmente, prefiro estar só e nunca vir a realizar um dos meus sonhos pessoais, a entrar para a esse grupo de pessoas que se iludem para pertencer a um círculo que vai-se a ver e até nem gostam.

 

Há aqui vários pequenos detalhes que nos levam para outros campos mas não me quis alongar. Este texto pode ser só tolices de alguém que cairá na esparrela amanhã, é o mais provável, mas é nisto que acredito, hoje. Amanhã posso mudar de ideias, quem sabe… Espero que não.

Troca aqui e mexe ali

Ando num processo de renovar o meu espaço, fazer mudanças em casa, deitar fora o velho e inutilizado. Estou naquela fase de limpeza (a todos os níveis). Tudo mais leve, sem entulho e limpo. Ainda não acabei mas que sabe sempre bem, sem dúvida.

Deve ser este, o significado de bênção

Tenho de me lembrar mais vezes das pessoas, aliás, das pérolas que tenho à minha volta. Das pessoas especiais que me rodeiam e que me lembram o significado de amar. Pessoas que, ao contrário do que pensava, ao invés de um “eu bem te avisei” ajudaram-me e ampararam a queda, acalmaram-me e apoiaram-me. Apenas me recordaram as coisas que eu já sei, são águas passadas e, acima de tudo, que há pessoas cuja própria conduta será a sua queda.. e cairão sozinhas.
E agradeço, agradeço do fundo do coração por eu ter a sorte, não só de tê-las por perto mas, principalmente, por serem pessoas iluminadas, boas e justas no seu âmago.
E como o meu primeiro instinto gritou, tenho é de regozijar-me por, uma vez mais, ter sido levada a perceber a verdade do que me rodeava.

Também isto é sinal de maturidade

Se antes, ao descobrir uma verdade chorava e esperneava e sentia-me miserável e triste porque, como boa pessoa que sou, não merecia o mal que a vida teimava em mostrar, e que a vida é injusta e coitadinha de mim, e ao meu deus a auto comiseração, hoje em dia tento perceber a minha cota-parte de culpa na criação da ilusão e assumo. E em vez de chorar e espernear e deprimir por ser uma coitadinha, acho que é apenas uma maçada lidar com gente que não cresce. E sigo caminho, percebendo que há sempre duas partes numa história, há sempre dois pontos de vista e duas realidades distintas. A questão é esperar por alguém que saiba assumir também, a sua parte de culpa… Esperar, portanto, por alguém que crescido.

Esta jornada que, acima de tudo, tornou-se num modo de estar

Há um ano cortava com o velho eu. Há um ano decidi que estava na hora de assumir o meu eu. Há um ano não imaginava que uma vontade baseada, primariamente, no cansaço que é lidar com o próprio cabelo me levasse a descobrir um pouco mais de mim. Sem querer, fez-me questionar a minha origem, o porquê de eu ter o meu cabelo como algo tão negativo. Fez-me questionar como os nossos gostos são influenciados e ditados pela sociedade em que nos inserimos e de forma tão subtil. Fez-me perceber que me identifico com todos os negros que não compreendem porque raios não temos mais bonecas negras à venda. Fez-me revirar os olhos a cada vez que vejo um creme desfrisante e porque raios temos esta necessidade de “embranquecer” tudo. Há um ano não imaginava que os fios de cabelo no chão fossem deixar tanto de mim no passado. Há um ano não poderia sequer imaginar nos passos que a opção de cortar o cabelo me fariam dar. E só por isso percebi que o cabelo sendo só cabelo, que cresce, pode ser muito mais que mero cabelo. Pode ser uma arma que te ajuda a expandir a visão do mundo, a quem quiser realmente analisar o que está além do óbvio.

Hoje em dia o meu coração sorri ao ver cada vez mais mulheres/meninas de cabelo afro assumirem o que tem. Passear na rua e ver como surgem faz-me pensar que esta pequena revolução é uma real libertação para tantos/tantas. E fico feliz por sentir-me um pouco mais livre para ser eu mesma num mundo cada vez mais igual.