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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

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Há cerca de duas semanas tive a vontade gigante de ir comprar um livro, às 22h00. Levantei-me e fui até à loja mais proxima. Saí de lá com dois na mão. A insustentavel leveza do ser que já li há muitos anos, que queria ter na minha biblioteca e que pretendo voltar a ler e Os capitães da areia. Eu acredito que somos mesmo escolhidos pelos livros, acho que já aqui tinha deixado esta frase. E adoro quando vejo acontecer, uma vez mais. O livro era exactamente o que eu queria ler no momento.
Adoro o meu tablet e foi mesmo uma boa compra, facilita-me bastante a leitura mas sempre soube que certos livros teriam de ser comprados.

Para aqueles que não entendem porque muitos dizem que o português é um povo poucochinho…

Parece que anda por aí a história de uma mulher que algures para o Minho (se não estou enganada, li esta notícia muito por alto) andou a pinar num local público com a filha menor ao lado. E pronto, a internet tuga anda muito ofendida, já se anda a publicar a foto da mulher pelo facebook (eu já vi no feed de notícias a imagem da senhora com a legenda “é esta a cara da porca” ou algo semelhante). Percebi que aquela foto tinha surgido de alguém que andou a filmar o acontecimento. E é isto, as pessoas andam todas a chamar nomes à mulher e querem tirar a filha e o camandro.
A mim surgem outras questões tais como:

Porque raio só ouço falar mal da mulher? E o homem que lá estava, era irresponsável e coitadinho para deixar-se ir sem se dar ao trabalho de ser a voz da razão?

Já alguém se disponibilizou para ajudar a tratar da cabeça (claramente perturbada) desta senhora?

Por que é que ninguém pára e pensa na pessoa que se divertiu a apontar o dedo ao que acontecia enquanto filmava. Com que intuito se expõe um vídeo destes na internet a não ser sentir-se moralmente superior?

Para quem diz que a criança deve ser tirada a esta mãe, apenas baseado neste vídeo, acham mesmo que isso seria o melhor?

Estou cansada de ver julgamentos em praça pública de gente que deve viver com mil e um fantasmas fechados no armário e avalia esta situação de forma muito micro, de modo a enaltecer mais a sua suprema qualidade ao invés de tentar realmente entender (para preveir) casos destes.

Foi uma atitude infeliz, facto, agora tentar resolver de forma leviana é que não. Nada se resolve a rebaixar o outro desta forma. Sou contra.