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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Há 3 dias que penso nisto...

E não gosto das conclusões a que chego. Pior é pensar que em Portugal ainda mal se tem conhecimento de que a manipulação da meteorologia é possível e ocorre há alguns anos já, quanto mais questões ainda mais profundas. Está tudo contente com mais um campeonato que o Benfica vai ganhar e a maioria nem sabe ou ouviu falar em fracturamento Hidraulico (FRACKING). Chega a ser aterrador aperceber-me que vivo numa sociedade tão alheia a tudo o que realmente interessa!

O compromisso que assumi

De há uns tempos tenho vindo a ficar cansada desta vida sem qualquer valor que vejo acontecer dia após dia a minha volta. Estamos todos demasiado entretidos com os problemas pessoais para sequer levantar a cabeça e querer procurar uma solução real. Corremos atrás de sonhos irreais e materiais sem sequer dar conta que esse não é o caminho. Hoje em dia temos uma ferramenta poderosíssima em mãos para procurar informação e comprovar por nós mesmos aquilo que é real ou não.
Em tempos achei que devia ter cuidado com a internet porque a informação é tanta que facilmente poderia cair no erro de seguir a informação errada. A partir do momento em que entendi que os média nunca (ou raramente) nos dão a informação de forma total e imparcial comecei a pesquisar e a abrir todo e qualquer link com a mente aberta - o mundo transformou-se. O que aprendi tem-me levado a crescer em diversos sentidos, tem-me tornado mais humana e deu-me a certeza de que é proposital este status quo, esta vontade de que não sejam colocadas questões que realmente importem.
Demasiadas pessoas seguem o script da vida, trabalham num trabalho que detestam, convivem e desenvolvem relações interpessoais com pessoas que não gostam, deixam de realizar sonhos profundos para pertencerem ao grupo, ao nicho que idolatram, que acreditam ser melhor. Porquê?

Actualmente, tem sido uma luta manter-me no trilho do que é espectável da minha pessoa. Não me consigo identificar com a grande maioria do que vejo por aí e fico realmente triste quando alguém que me é querido está tão embrenhado em questões secundárias que não consegue olhar para o real problema.

Então resolvi tentar mudar, aos poucos, certas atitudes. Já há muitos anos que não vejo telejornais, já há muitos meses que a minha televisão só se liga para ver certos desenhos animados (e infelizmente dois programas realmente maus já que os EUA são exímios neste tipo de programação e eu não consigo recusar), estou mais empenhada em chamar à atenção todo aquele que tenta mascarar qualquer forma de preconceito de piada, parei de utilizar o facebook de forma tão egocêntrica proveitosa, por cada post com alguma coisa leve, alguma piada ou gatinhos bonitos tento partilhar pelo menos o dobro de verdadeira informação, de denúncia de casos que estão a acontecer a cada segundo, de formas de poder melhorar a humanidade, ainda que a passos mínimos. Tenho mais ânsia de debater questões pertinentes e já não suporto questões superficiais, ver publicidade de marcas, carros, vestuário, por exemplo, tornou-se um suplicio. Começo a afastar-me de quem prefere se manter ali, na mesmice. Agarro-me com unhas e dentes a todos os amigos que vejo que têm esta ânsia de crescimento.
Foi este o compromisso que assumi comigo mesma, o de fazer o que estiver ao meu alcance para me tornar todos os dias um ser humano melhor, de ajudar quem me rodeia a se melhorar também mesmo que seja com pequenos pedaços de sabedoria, pequenas inspirações que surgem das formas mais inusitadas.

Também isto é sinal de maturidade

Se antes, ao descobrir uma verdade chorava e esperneava e sentia-me miserável e triste porque, como boa pessoa que sou, não merecia o mal que a vida teimava em mostrar, e que a vida é injusta e coitadinha de mim, e ao meu deus a auto comiseração, hoje em dia tento perceber a minha cota-parte de culpa na criação da ilusão e assumo. E em vez de chorar e espernear e deprimir por ser uma coitadinha, acho que é apenas uma maçada lidar com gente que não cresce. E sigo caminho, percebendo que há sempre duas partes numa história, há sempre dois pontos de vista e duas realidades distintas. A questão é esperar por alguém que saiba assumir também, a sua parte de culpa… Esperar, portanto, por alguém que crescido.

O que fica das informações do Facebook nos últimos dias

Em Portugal temos gente humana e consciente, gente umbiguista mas com algum sentido de humanitarismo  e gente mal educada e com cérebro de minhoca. Todos com acesso à internet para expor pensamentos, a sua falta de sentido critico e uso da moleirinha.
Resta-me a esperança de que os primeiros, aqueles que demonstram usar os dois dedos de testa sejam a maioria… Espero.

Numa nota totalmente oposta

No Solo Itália, em Belém!

Fui  lá com a vontade de comer crepes pois tinham-me dito que eram fantásticos e gigantes (o suficiente para ficar a sonhar com o local de imediato) mas a experiência revelou-se uma real desilusão. A começar pelo local, pensamos em Belém (ou eu penso vá) como o meu local de eleição em Lisboa mas o que encontrei foi o oposto. A esplanada fica junto ao espelho de água, ou lá o que aquilo é, cujo cuidado deveria ser muito superior. Estava imunda e comer com aquele pequeno esgoto ao lado não foi de todo agradável. Mas ai ainda pensei em dar uma oportunidade, poderia ser um dia não. Siga para o atendimento, nada a apontar por aí além. Quando me chega o crepe ao prato, pude logo ver que não era 1/3 daquilo que me tinham dito, absolutamente nada de especial (como muito melhor no ice it do Forúm Sintra, mesmo, MUUUITO melhor)! Para finalizar, ao dirigirmo-nos à caixa para pagar, com a pressa não pedimos o talão sentados, parecia que a cara senhora que estava a trabalhar (embora ela possa não se lembrar de que estava a prestar um serviço) só faltou chamar-nos nomes por não sabermos qual o numero da mesa onde estávamos sentados. A cara de enjoo foi a gota de àgua para eu confirmar que ali não regresso. Tirando a menina que nos recebeu com um sorriso sincero e simpatia agradável, todo o resto da experiência foi assim a modos que lamentável.
Oh wel..

 

Este texto servirá como um lembrete futuro a mim mesma

Engraçado como um texto pode deixar-me triste por alguém! Engraçado como posso rever momentos da minha vida espelhados no que outro alguém escreve e é impossível ficar indiferente, impossível calar.

Vivi a maior parte da minha vida a chorar pelo que me havia acontecido. Coisas com a sua importância e o seu quê de traumático, verdade. O auge chegou aos 21 quando a dor começava a ser em demasia. Expus a quem achei que fossem meus amigos, um pequeno grupo de 3, 4 no máximo o que sucedia. Contava as histórias e até aos 24 acreditava, mas acreditava mesmo que não era merecedora de nada melhor. Tinha a vida que merecia porque era má pessoa. Só podia, que outra explicação poderia existir quando tudo o que era mau teimava em acontecer-me. Cheguei ao ponto de já nem desabafar com as minhas amigas, a minha C. do coração, pois ela olhava para mim, na sua eterna sabedoria, e dizia que não conseguia compreender-me, pura e simplesmente não conseguia compreender como é que a auto-estima de alguém poderia chegar ao nível -1. E fechei-me, fechei-me porque achava que iria cansar os outros com os meus lamentos de sempre.

Foi isso que fez um clique pela primeira vez em mim. Se os lamentos são os mesmos, se os queixumes mantêm-se e se achamos que os outros podem cansar-se de os ouvir, talvez de uma outra perspectiva sejam somente manhas… Talvez dentro de tanta dor (que sim é real) ultrapassamos a barreira e tornamo-nos vitimas! E qual a vitima que não dramatiza?!?
Temos tendência a achar o termo “dramatização” negativo, ou pelo menos eu tinha. Ouvir alguém dizer ”estas a dramatizar” geralmente era o mesmo que ouvir “pára de ser piegas”. Mas o facto é que dramatizar torna-se mais outro problema. É fácil fecharmo-nos na concha de vitima e desistir de tudo, é mais cómodo ver o mundo desabar do que arregaçar as mangas… Mil vezes mais fácil. E foi ao aperceber-me desta pequena diferença, que surgiu a vontade de não dramatizar. O que já foi, já foi, fez parte mas não poderá influenciar-me para todo o sempre. E com esta pequena mudança de perspectiva tenho vindo a mudar.

 Claro que é um processo moroso (afinal os 21 já foram há 7 anos) mas como já antes escrevi, nunca na vida me senti tão bem comigo mesma por fora e por dentro. Chorei, meu deus o que chorei, até perceber que estava na hora de deixar de ser piegas, que o importante é mesmo agarrar o momento em que decidimos ir para a frente, deixar lá atrás o que nos pesa. Parar, respirar e distinguir aquilo que trazemos connosco porque é nosso ou aquilo que trazemos connosco por convenção/imposição. É o primeiro passo. E nunca este passo pode ser dado correctamente sem que nos conheçamos. Foi esta a razão de me conhecer a fundo, primeiro frequentando uma psicóloga e agora tomando outro rumo, mais independente… é o meu rumo e tem funcionado.

Assim talvez fique claro que o que realmente importa é tomar um rumo na vida e stick to it por mais que às vezes custe. Porque nós temos da vida aquilo que acreditamos merecer. O truque é lembrarmo-nos que merecemos o melhor, sempre. Pelo menos é esta a grande lição que a vida me tem mostrado, a ferros mas lá percebi.

Um aparte

Sei que estou profundamente magoada. Não com ele mas com a vida. Estou chateada com a vida por ter-me feito duvidar e erguer uma minúscula barreira (em comparação aos muros de antigamente). Estou sentida e sei que assim, aproveitar a 100% torna-se complicado, a entrega torna-se complicada.

A única coisa a fazer é aguardar pelos próximos capítulos. É esperar.