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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Em jeito de nota

Começou a chover, hoje o primeiro dia de chuva depois de sair de Portugal com temperaturas de 30º e até isto me deixa de bem. Já antes comentei que tudo me sabe tão bem, tudo encaixa de tal modo que fico assustada. Amei a cidade, o seu compasso mais lento, amei os locais onde tenho ficado, amo a leveza e agora, neste dia de chuva percebo que adoro estes dias. A perfeição é possível sim. Que seja para durar.

Ah, a vida

Possivelmente por ter chegado a este novo país, e por ter tanto tempo livre, ontem deu-me para pesar tudo o que já me aconteceu.. a minha vida, os tropeços, as vitórias, os aprendizados. Revi quase tudo e foi impossível não ficar com a sensação de alívio por tudo o que na altura deu errado, ter dado errado. Isto é, se as relações tivessem seguido, se as amizades não tivessem falhado, se tantas outras coisas tivessem dado certo eu não estaria aqui. Algures outras elis de outro espaço-tempo vivem essas experiências mas eu, agora, aqui, só posso dizer que me sinto verdadeiramente completa! Ainda bem que não tive filhos, que não me prendi a nenhum homem, que me apercebi que a vida é minha e que primeiro tenho de pensar em realizar-me. Ainda bem que, apesar dos pesares, sempre soube esperar por alguém que valha a pena e não contentar-me com relações mornas ou a acomodar-me a ser a segunda escolha. ainda bem que escolhi esta rota.

...

O meu maior sonho, aquele que está lá no topo da minha realização pessoal passa por constituir uma família. Para isso acredito que é preciso uma combinação de sorte e perseverança.
A primeira porque neste mundo onde todos andamos meio perdidos, onde mal sabemos o que somos, quanto mais o que realmente precisamos, facilmente nos poderemos perder no vale do comodismo e assentar por algo menor do que merecemos. Somos muitos os perdidos que se contentam com uma ideia abstracta do que é o amor e é preciso sorte para, no meio de tanto joio, encontrar do bom trigo.
E a segunda porque precisamos aprender a dizer não, colocar um basta numa situação que nos incomoda e prende a algo que apenas nos mantém tristes, miseráveis ,que nos tira o gozo pela vida, que nos consome de forma negativa. Saber dizer não às migalhas recebidas quando aquilo que nós damos é completo amor.
Posso não vir a ser bafejada pela sorte de encontrar quem queira partilhar a sua vida comigo, quem esteja disposto a evoluir comigo, mas se mantiver esta garra de saber desenvencilhar-me de pessoas/situações/relações que já não têm absolutamente nada de bom, então sei que a minha parte está feita… o resto deixo ao acaso, pode ser que a sorte me encontre.

Pensa nisso

 

E tu, sabes se o que fazes é porque gostas, porque sentes que te preenche, porque é o teu caminho, porque sentes prazer real a cada movimento. Ou fazes porque “tem de ser”, porque é suposto mostrar aos outros de que és capaz, porque tens de provar ao mundo que também tu és perfeito/a?

Pois bem, só conseguimos abrir os olhos e responder a esta questão quando o “amanhã” chega. Achamos que podemos alcançar a felicidade pois “amanhã será quarta e quando quarta chegar poderei ser feliz”.

Chega a quarta e nada acontece ou pior, acontece aquilo que tínhamos estipulado mas verificamos que não nos preenche verdadeiramente… E deprimimos e voltamos a traçar metas de forma errada… E o ciclo estúpido recomeça...

 

E então, vais aprender a seguir a tua essência ou a seguir o que os outros acham que a tua essência deve ser?!

 

Ouçam o que vos digo...

A nossa visão sobre o amor anda toda trocada. As expectativas, os sonhos, a ideia de que só alcançando as metas que definimos na nossa cabeça fará de nós felizes faz com que estraguemos o amor! A sério, parem e pensem.
Relativamente a amores que envolvem sexo (as relações pois claro) temos tendência a seguir o roteiro que nos foi incutido - conhecer/namorar/casar/ter filhos/morrer! Isto sem esquecer que todos estes passos acontecem seguindo 50 mil trâmites para ser considerado o correcto - o namoro tem de ser assim, ele/ela tem de se comportar assado, não pode isto, tem de aquilo… Enfim! A sociedade incutiu-nos ideias tão fixas sobre o que deverá ser aceite, o que deverá ser considerado válido que, invariavelmente, esquecemo-nos de nós, do que para nós é válido!

Neste momento estou convicta que a vida flui muito melhor se descartarmos todos os preconceitos que temos para o que ela deverá ser. Na vida e, consequentemente, nos relacionamentos amorosos. A vida tem nuances que nunca poderão ser previstas e identificadas antecipadamente. A nossa qualidade de humanos idem, então como poderemos tentar direccionar tudo o que nos vai acontecendo na tentativa sempre vã de alcançar o nosso sonho?! O que não percebemos é que aquilo que delineamos como sendo o nosso sonho pode ser um resultado completamente deturpado da nossa real vontade ou até mesmo impossível de realizar.

Simplificando a coisa, passamos muito tempo a construir castelos nas nuvens baseando-nos sempre naquilo que nos foi dito que seria o ideal, sem pararmos para pensar se tudo é mesmo necessário.

A melhor descoberta dos últimos tempos, na minha experiência pessoal, tem sido o desapegar-me desse rumo pré-definido. As coisas são o que são, há características que não possibilitam a transmutação daquilo que é, para aquilo que nós pensamos querer e perceber isso o mais rápido possível tira-nos pesos gigantes de cima.

É a história do “deixa andar”, do escutar o que o meu coração diz, o pôr a cabeça de lado. Não é ser inconsequente, mas sim aprender a respeitar aquilo que nós desejamos. Mesmo que para os outros seja complicado de perceber, porque não encaixa em nenhuma concepção predefinida e que levará a que dedos sejam apontados e julgamentos sejam criados, desconfiando das nossas atitudes, a leveza de fazer aquilo que queremos no matter what é o suporte mais do que necessário para saber que estamos a fazer o correcto. Isto é um processo moroso, que não se apreende de um dia para o outro. Aprender a desligar as vozes contrárias da nossa cabeça, leva tempo, o aprender a viver o hoje leva tempo... Porém é gratificante, porque passamos a ver as coisas de forma diferente, muito mais leve. “Se não for, não é; e foi bom enquanto durou e siga para bingo”. É assim, por ser tão simples, tornamos complexo. Porque é isto, no fundo resume-se apenas a uma coisa: “Ter um rumo não é o mesmo que ter um guião.” Lembrai-vos disto de futuro.

 

Gravidez

É impressão minha ou ainda há por aí muita gente que se esquece que, apesar de dever continuar a tentar manter a individualidade própria, a partir do momento em que se é mãe, É-se acima de tudo MÃE! Tenho a certeza de que o chip interno altera, por mais que não se queira, as prioridades alteram a 100% e não há nada a fazer em relação a isto - ou pelo menos é suposto alterar e passa-se a ver o mundo com a(s) cria(s) como primeiro plano...
Acho que é esta mesma razão que, por enquanto e embora me apeteça muito, não quero sequer correr riscos em relação a gravidezes. Ainda não quero abdicar da parte de mim que teria de abdicar para me dedicar a esse meu sonho!
Mas pelos vistos ainda há muita mulher que não acha o mesmo. é vê-las durante a gravidez - no inverno - de roupa mínima, sem cuidado algum coma  alimentação, a manter a mesma rotina após parto (saídas à noite sim sim, que é bom e o puto fica com a avó)...
Enfim, é só a minha opinião, de quem ainda nada sabe sobre o assunto.

Das carneiradas

Acho mesmo engraçado aquelas pessoas que, afirmam a pés juntos, detestar a Merkel. Aprecio os comentários de gentes assim porque no fundo, são simplesmente carneiros. É ver nas redes sociais e que tais, tanta e tanta gente, com comentários do género e ponho-me a pensar “será que este comentário tem algum fundamento por parte de quem o divulga?”. Posso dizer que em 90% dos casos, as pessoas usam a mulher como simples bode expiatório, pura e simplesmente porque sim. Eu não desgosto da Ângela, mas também não gosto! Sou uma das pessoas que ainda não se deu ao trabalho de ir verificar as suas ideologias e se, na prossecução dessas mesmas ideias, as implementa de forma correcta ou não. Por pura preguiça, verdade, é o mea culpa. Prefiro assumir um “não tenho opinião” ao transportar na boca um “detesto-a” só porque toda a gente parece detestar. Lamento, não sou assim. E algo me diz que devíamos ser todos um pouco mais assim, parar e pensar antes de nos juntarmos ao bando...

Digo eu que agora deu-me para divagar já que a minha cabeça deu nó durante o expediente. Bem, já desanuviei, back to work!