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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Em jeito de nota

Começou a chover, hoje o primeiro dia de chuva depois de sair de Portugal com temperaturas de 30º e até isto me deixa de bem. Já antes comentei que tudo me sabe tão bem, tudo encaixa de tal modo que fico assustada. Amei a cidade, o seu compasso mais lento, amei os locais onde tenho ficado, amo a leveza e agora, neste dia de chuva percebo que adoro estes dias. A perfeição é possível sim. Que seja para durar.

Questiono-me algumas vezes...

Pergunto-me, de todas as pessoas que desatam a fazer dietas, a frequentar o ginásio para tirar selfies e a postar fotografias de comida nutritiva, etc., qual será a percentagem de gente que está realmente feliz com essa new found way of living!

É sério, acredito que grande parte estaria melhor ao admitir que ama saborear comidinha da que engorda muito em vez de andar a fazer um desporto que no fundo odeia.

Talvez assim se construam relações com pés e cabeça

Aluados, devemos ser uma cambada de aluados...
Chegámos ao ponto de acreditar que a salvação está numa qualquer relação com o outro porque aprendemos, entre tantas outras coisas, que o “ viveram felizes para sempre”  começa com um casamento. Então apressamo-nos, queremos que um amigo passe a marido asap, para ter filhos mesmo que isso signifique uma família disfuncional. Uma relação de pessoas que se conheceram à um mês (um mês minha gente) só com muita sorte irá funcionar (e com funcionar digo prazerosa para ambos), mas contudo, já vem um rebento a caminho!!!
Enganados, estamos tão enganados nesta vida que não percebemos que aquilo que realmente interessa é irmo-nos adaptando ao que a vida é, para nós. Sermos fiéis ao nosso eu, mesmo que para isso precisemos de encetar uma dura jornada na descoberta desse eu. Dedicarmo-nos primeiro a nós, depois a nós e terceiro a nós e só depois, muito depois pensar nos outros. Sejam eles filhos, amantes ou amigos… Uns dirão egoísmo, eu começo a achar que é puro amor próprio. Se eu for fiel a mim, se eu me colocar em primeiro lugar, poderei desenvolver relações bem mais valiosas, bem mais preciosas e provavelmente muito mais bem estruturadas do que aquelas que vamos fazendo hoje em dia. Equilíbrio, desenvolver equilíbrio entre o "amar-me" e o"respeitar o próximo" para só assim aprender a construir uma relação..

Quando descobres a pólvora

Let go.
Mas deixa ir de uma forma diferente. Não é largar os teus sonhos, porque não estão a correr como querias. Não desistas deles, desiste sim da forma como os tens encarado até aqui. Larga o medo que te corrompe a cada vez que pensas nas falhas que poderão ocorrer, da dor que poderá advir do “se”.
Deves largar o teu conceito do que os outros irão pensar de ti. No fundo tudo, absolutamente tudo o que fazes recai no que os outros irão pensar. Volta-te para dentro, pensa no que tu irás pensar.  E não, não o fazes ainda. Pensa bem. Avalia bem. Pára, respira e começa a testar-te. Quantas vezes te preocupas em não ir pela direita porque se fores pela direita saberás que vais ser julgada? Quantas vezes te apoias no teu medo para justificar uma acção que apenas irá corresponder à ideia que tu achas que os outros poderão vir a fazer de ti. Geralmente termina em ires pela esquerda, como todos os outros, porque és tão recta, tão fenomenal terás de corresponder a concepções alheias.
É só quando, realmente, te apercebes que a visão que os outros têm de ti não define aquilo que tu és, que te soltas e a concepção de realidade ganha todo um novo sentido.

Experimenta, deixar ir concepções, medos e preconceitos que tu criaste na tua própria vida, para a tua própria vida e verás que tudo fluirá de forma bem mais natural.

Let go.

O verdadeiro desabafo

Ontem foi a tarde em que, sem ser suposto, encontrámo-nos. Como sempre, as nossas conversas discorreram naturalmente. Falou-se  das mais variadas coisas, começando pelas mais banais até entrarmos nos campos bem mais pessoais, daqueles  que me fazem levar às lágrimas.
Ontem confidenciei que, agora, percebo claramente, como o que me sucedeu há meia dúzia de anos mudou ainda mais a minha maneira de ser. Foi com a lembrança de uma outra conversa, em que foi dito que “a minha capacidade de confiar nas pessoas foi alterada de forma profunda” que ontem confirmei a veracidade de tal frase, de como eu não poderia estar mais certa antes - alterou mesmo.

A minha capacidade de confiar, cegamente, em alguém neste momento é nula, não existe, e é ao confirmar isto, que fico completamente triste. Não me reconheço em certas atitudes, pensamentos, a minha insegurança atingiu um novo patamar, e logo agora que me era pedido que eu confiasse a 110%. Tenho de descobrir uma forma de voltar a confiar um pouco mais, de voltar a ser como era (sabendo que tal nunca será possível), para bem da minha sanidade...

Isto, juntamente com tantos outros factores, resulta no confirmar de que me encontro numa posição de “perder-perder”, numa situação em que não se vê a luz ao fundo do túnel...

Como disse no post anterior, a única coisa que me sustém é a possibilidade de toda esta questão ser mais um momento de crescimento, uma fase má antes de uma muito boa, porque é assim e sempre será, este ciclo constante entre dias luminosos e noites sombrias da vida - Let's hope that i am right once again.