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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Em jeito de nota

Começou a chover, hoje o primeiro dia de chuva depois de sair de Portugal com temperaturas de 30º e até isto me deixa de bem. Já antes comentei que tudo me sabe tão bem, tudo encaixa de tal modo que fico assustada. Amei a cidade, o seu compasso mais lento, amei os locais onde tenho ficado, amo a leveza e agora, neste dia de chuva percebo que adoro estes dias. A perfeição é possível sim. Que seja para durar.

...

Estou apaixonada, estou irremediavelmente apaixonada por alguém que conseguiu provar ser merecedor de todos estes sentimentos!

Deixei chegar a este cúmulo mesmo sabendo que seria difícil a separação! Deixei chegar, e falando apenas do que sei, do passado/ presente, valeu a pena o risco.

Agora não peço palavras bonitas (e vãs) de esperança, não peço palavras copiadas das novelas. Não quero saber que o futuro pode guardar algo melhor, não quero saber que isto pode ser apenas mais uma fase. Não quero saber que vou levantar-me e ser forte e seguir feliz e contente.. Por muita verdade que possa vir a ser, o futuro ainda é distante.

Quero poder chorar as mágoas presentes, porque de momento só preciso de expurgar a dor que se faz sentir...

Não peço nada mais do que um colo que me permita chorar o que tenho para chorar, e acarinhar enquanto verto as lágrimas que tenha a verter!

É pedir muito?!

É isto

Não gosto disto.. de ficar assim contigo. Não gosto de estar chateada com uma situação a meu ver ridícula. Não gosto de passar a manhã inteira  a pensar naquilo que te posso dizer. Não gosto de ter uma lista gigantesca na cabeça e acabar por preferir não dizer nada. Não gosto de ficar à espera que o tempo passe sem saber quando é que vou poder agarrar-te outra vez. Não gosto que sejas assim tão negativo com o teu pulso. Não gosto nada de ser tão compreensiva com tanta pieguice. Não gosto de me sentir impotente face a essa situação. Não gosto de passar o dia inteiro a pensar em ti e saber que, caso quisesses, eu poria todas as outras coisas para segundo plano. Não gosto de sentir estas saudades tuas. Não gosto que não faças nada para as matar. Não gosto de saber que gosto de ti desta forma... Não gosto de acreditar que devemos sempre mudar por quem gostamos, desde que seja para melhorar defeitos. Não gosto de não sentir isso da tua parte. Não gosto nada de saber que quero e vou continuar a arriscar, a dar-me aos poucos e a confiar em ti, mesmo que isso a longo prazo seja o maior erro que posso estar a fazer!

Não gosto de sentir necessidade de te enviar esta mensagem...

Just Breathe

Só eu sei o momento que vivi com esta música na cabeça... Talvez ele também o saiba... foi o fim, o fim que eu quero perpetuar na minha cabeça, aquele fim perfeito!

Quero colocar de parte tudo o resto, tudo o que de muito mau aconteceu, antes e depois do fim... quero acabar de vez com a mágoa.

Foi, aconteceu (e pelos vistos não era mesmo para ser) mas se agora ouço esta música sem que o coração me doa, então é realmente sinal de que estou "curada".

Tu já não me "dóis" e de certa forma fico triste! É uma indiferença que fica... e é triste!

Como já antes aconteceu, como já antes disse, a partir deste momento poderei pronunciar o teu nome sem que sinta o coração a estalar, tanto de raiva, como de dor. És uma lembrança, e apesar de todo o sentimento que por ti nutri, agora só sobra este nada... que não será bem nada, é apenas uma recordação distante de que um dia foi assim que aconteceu. Já és passado!

Agora, venha outro capítulo...

Ah.....

Só mais uma coisinha... Deste meu post aqui  há uma  importante ilação a tirar.

Há sensações, saudades, sentimentos, o que queiram chamar, que nos assolam em certos momentos, por uma ou outra razão.Quando isso acontece, só queremos fazer o que no momento achamos melhor, para acalmar essa dor/sensação - entrar em contacto com essa pessoa, senti-la mais uma vez e dizer o que se quer.

Eu pensei seriamente em admitir em plenos pulmões um sincero "ainda gosto demasiado de ti", ao telefone ou pessoalmente, sabendo que estaria a largar uma bomba atómica. Mas contive-me, tive as minhas razões para isso, e cada vez mais tenho a confirmação  de que são mais que válidas - É que hoje vejo como teria sido um ENORME erro.

Há momentos em que temos mesmo de encostar e esperar que este tipo de vontade passe.

 

 

Das conclusões a que chego...*

*ou se eu visse as coisas pelo ponto de vista masculino a minha vida seria muito mais simples.

 

Mais um ano a acabar e inevitavelmente mais um momento de introspecção meu.

Começo a avaliar tudo o que se passou, particularmente os sentimentos em todas as suas formas, no que eu sinto, no que eu quero, no que eu realmente preciso.

Inevitavelmente o namoro terminado em Agosto vem-me à ideia. Tudo o que aconteceu e o meu estado de espírito. O demorar a perceber que tudo tem o seu fim, que denmorei a perceber que simplesmente não dá, não damos. Precisávamos de passar por isso para perceber que este não era o caminho para a felicidade. Foi bonito, foi doloroso, derramei a minha quantidade de lágrimas e limpei a cara.  Como disse (ou ouvi) numa conversa não tão distante, o bom dos desgostos amorosos é que nos provam que a vida não acaba ali. E isto é tão verdade!

E a minha seguiu, tem seguido estranhamente. Só tenho pena da necessidade estrema de receber mimos que ficou. Ando carente, essa é que é essa. Fiquei mal habituada, ao ter mimos a toda a hora, quando queria e apetecia. Espero verdadeiramente que esta necessidade não me leve a cometer nenhuma loucura, muito menos me leve a confundir coisas que para mim são inconfundíveis. Sou mulher, complicada como só nós sabemos ser e ainda por cima demasiado analítica com tudo. Gosto de estar livre, solteira e ver-me a começar com os meus belos filmes só irá complicar a minha vida!

Será que consigo anular um bocado esse meu lado e deixar-me levar?!?

Que bom...

A saudade que eu tinha desta cidade... A vista da serra da estrela, com pontas de neve que já se notam, mesmo a esta distância. O frio gelado, que nos obriga ao quente da lareira, um verdadeiro aconchego. O ar aqui é diferente, a calma que paira.E saber que alguns dos melhores momentos da minha vida passei-os aqui. Que parte do meu crescimento foi enquanto aqui fiquei.

É tudo tão bom, tão familiar, tão perto do coração que dá gosto.