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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Sobre as experiências

Durante a minha mais recente viagem deparei-me com algo que ouvia falar várias vezes mas que só agora entendi na sua plenitude. Aqui a experiência foi chave (aliás como sempre é) para que eu percebesse a estupidez de que por vezes nos deixamos levar.

Ora, ao visitar esse belo local chamado Wat Phnom quis aproveitar o momento da melhor forma possivel. Tentei nao me focar em tirar fotografias mas apreciar de facto os seus espaços, o silencio, o barulho dos animais, enfim, perceber os encantos de um templo com vários séculos. E qual não foi o meu espanto quando me apercebi que era a única a fazê-lo. Sim, a única que me lembrei de o fazer.

Fiz um pequeno experimento, num dos  locais mais requisitados para tirar a bela da selfie. Ora bem, sem exagero, a cada 10 segundos os actores mudavam mas a cena era a mesma: chegada, pose, foto tirada e partir para o próximo local. Ninguém, durante os 3minutos que tirei para verificar se a minha impressão era correcta, se deu ao trabalho de antes ou depois de tirar a foto olhar para o local, apreciá-lo. NINGUÉM!

Tempos estranhos estes.

Final de 2018

E o que eu qeuria realizou-se:

  • Out of the blue arranjei um trabalho que me torna feliz e me faz sentir motivada;
  • Consegui quitar todas as minhas dívidas ainda o ano não ia a meio;
  • Fiz viagens que não estavam programadas e fui genuinamente feliz;
  • Consegui manter sempre o meu optimismo;
  • Consegui juntar dinheiro para os meus projectos e ainda fazer todas as aventuras a que me propus;
  • A nossa relação evoluíu como por magia, sedimentada e completa;
  • Tenho os bilhetes preparados para a celebração do final do curso;
  • Tenho o projecto final quase completo e pronto para apresentar.


    Os momentos de dúvida foram tão infimos que ao olhar ara trás só posso agradecer por 2018 ter começado mal e acabado tão bem.  Sinto-me realizada, completa, feliz. De verdade. Venha 2019

 

Pelo tempo que tiver de ser

Ontem parei para pensar e analisar o quanto a vida é matreira. Depois de tentarmos tanto nos afastar um do outro, depois de provações imensas, depois de termos de lidar com a doença e a morte de perto ficou apenas uma certeza: Estamos juntos somente porque queremos estar juntos. E a partir daí tudo se tem dado, naturalmente, sem esforço. Temos começado a construir isto da melhor forma que sabemos. E sabe bem, verdadeiramente.

Outro ciclo

Términos, recomeços... Estes últimos meses isso me trouxeram. Como sempre imprevisibilidade a comandar o dia-a-dia. Férias a revisitar cantos de Portugal que amo. Depois de 12 anos regressei ao Gerês e isso foi um marco. Pensar desta forma deixou-me assustada com o passar apressado do tempo. Ainda assim, saber-me tão diferente, evoluída deixou-me feliz. Um passei-o que culminou nas aguas quentes a assistir o nascer da lua mais belo em muito tempo. Passar pelo Algarve, percorrer vários quilómetros, sempre em descoberta. Momentos apaixonados, momentos tristes, momentos muito alegres e mais alguns capítulos a escrever neste livrinho que é a minha vida. 
A vontade de regressar a esses dias já se instalou. É aguardar para que possamos repetir mais cedo do que pensamos.

A promisse of spring

Agora mesmo, ao regressar do trabalho, enquanto via o amanhecer maravilhoso com um sol vermelho e um céu em tons de rosa e roxo, pensava em como nao poderia ter um melhor indicador do mês de Maio que entra. Ontem choveu, trovejou, o céu parecia que ia desabar. Durante a noite um nevoeiro cerrado e agora uma manhã esplendorosa.
Maio será só boas surpresas.

...

This time I need to know
I really must be told
If it's over
It's up to you you know
The things you want to hold
Are in pieces
Crashing down
Crashing down again
Crashing down
Crashing down my freinds
I've got to move it on
I've got to sing my song
While I still can
Dispatch the last alarms
Hand out the last few charms
There's no surprises
Only love
Only love can win
Crashing down
Crashing down again
Only love
Yeah only love will win
Crashing down
Crashing down again
This time I need to know
I really must be told
That it's over
I've lived my life alone
My every step foretold
To never linger
And yet it haunts me so
What are we letting go
Our spell is broken
Crashing down
Crashing down my friends
Crashing down
Crashing down again
Only love
Yeah only love will
Be enough
Yeah only love will win
For every chemical
You trade a piece of your soul
With no return
And who you think you know
Doesn't know you at all
Their drain is needless
Someday we'll wave hello
And wish we'd never waved goodbye
To this romance
We'll drink up every line
And shoot up every word
Till there's no more
Crashing down
Crashing down my friends
Only love
Only love can win
So cry these tears we'll cry as all
We've held so long to fall apart
As the curtain falls we bid you all goodnight

Quando eu amo é sempre devagar

Se o vento não mudar

Vou dar até sentir

Que há uma razão

Para crer que é bem melhor existir

Eu sei Não vejo a luz em mim

Tão pouco em mais alguém

Só quis tocar o céu

Não quero mal a ninguém

Eu sei Diz-te a canção do medo

Vê se um dia o tempo não vos traz

Mas perde a noção do tempo

Quando eu amo é sempre devagar

Não vejo a luz em mim

Tão pouco em mais alguém

Só quis tocar o céu

Não quero mal a ninguém

Eu sei Diz-te a canção do medo

Vê se um dia o tempo não vos traz

Mas perde a noção do tempo

Quando eu amo é sempre devagar

32 yupi

Pensei seriamente se viria aqui ao cantinho escrever algo mais pessoal, tenho tentado ser um pouco mais vaga no que aqui deixo mas cheguei à conclusão de que o devo fazer. Pois então, comecemos pelo meu grande 31...
Olhando para trás os meses que antecederam Julho estão turvos de tanto que a minha vida se tinha tornado na mesmice. Foram meses de chutar o balde e arregaçar as mangas para mudar de uma vida que não mais se assemelhava a um futuro que quisesse para mim. Foi procurar a saída, encontrá-la fora do país, fazer as malas, despedir-me de tudo (inclusivé da minha casinha, que deus a tenha) e pôr-me a caminho. Fácil, não foi, nunca é mas tive sempre em mente que acreditava que era o melhor, E foi. Muita desta minha teimosia me demonstrou o que já sabia, a maturidade chegou.
O verão, aquele momento do ano que me deixava no auge, chegou muito morno, deixando-me à espera do início da aventura. Foi com o verão que tive certeza que a minha vida me puxava noutra direcção.  Chegou Agosto, uma viagem de avião super tranquila, com direito a lounge executivo (ser chique afinal é mesmo bom) aterrar sozinha num país onde a língua é de tal forma estranha que durou 4 meses a familiarizar-me com o seu som, em que sabia que se algo me acontecesse não teria ninguém para me vir acudir. Oh well, sem medos. Tratei de tudo o que havia  para tratar e instalei-me.
Início de curso da melhor maneira, novas pessoas, novos colegas, nova realidade. Encantada com o desconhecido, senti-me rejuvenescer aos poucos. Dores que tinha constantemente comecei a reparar que desapareciam, literalmente um peso foi levantado das minhas costas (somatização, eras tu?). E aquilo para o qual não estava preparada deu-se. Conheci, sem querer, uma pessoa que abalou o meu mundo, que me restituiu toda a esperança no mundo em geral, e nos homens em particular. Uma pessoa que se tornou o meu porto seguro, o abraço aconchegante e protector, a pessoa que me ajudou no meu pior momento do ano. Não é toda a gente que fica do nosso lado após uma cirurgia, que fica do nosso lado enquanto combatia as piores dores que já alguma vez senti, que fica ali a limpar-me as lágrimas de dor e a ser o meu enfermeiro 24/7. Aquela pessoa que se senta e que toma decisões de uma vida, decisões que têm de ser tomadas a dois e não foge da responsabilidade. Encontrei-o e 5 meses depois ainda me custa a acreditar. Tudo foi muito fácil e ao mesmo tempo muito conturbado! Tive de desapegar mil vezes e de cada vez que o fazia recebia de volta em dobro.Aquela pessoa que me mostrou que realmente era isto que procurava em outros sitíos, tão desnorteada que andava. Bom, e sobre ele é só, o futuro a Deus pertence e a minha prioridade é a pós-graduação...
À excepção da situação de saúde, tudo tem sido maravilhoso. O natal e passagem de ano foi em família, apercebendo-me de que tenho o coração dividido, que agora tenho dois lares e foi complicado gerir este sentimento. Foi um ano em que a minha bússula apontou para o meu Norte que ficava realmente mais a Norte , que era isto e que a intuição não falha se a soubermos ouvir.

Já os 32 entraram de mansinho, uma noite iniciada com as colegas de dormitório/curso, com conversa boa, vinho rosé saboroso e bolo de anos Daim, com todos os amores longe de mim, senti-os muito perto.
Pedi os meus 5 desejos (piada privada), que sei que se irão realizar, pude despedir-me das meninas e ainda deu para ficar alegre (e cheia, jesus, tãaao cheia) como que em modo prenúncio, certo? Acordar com a rua branca de tanta neve, ouvir os que amo a dizerem que sou especial (mimos, adoro) e uma mensagem especial, com um inglês carregado de sotaque docinho vinda da outra parte do mundo...
Há um ano os pedidos foram todos atendidos, a ver se este ano repito a peça.
E é assim, só coisas boas que me têm acontecido (as más não chegaram sequer para abalar a balança). Siga para mais um ano de muita alegria, muitas conquistas, muito conhecimento e muito, muito amor.

Complexo - Conjunto de coisas, circunstâncias ou atos ligados ou relacionados entre si.

Falo da dinâmica que alimenta o ego e a persona, as necessidades infantis, da que repete o trauma e o revisita, para que o complexo se resolva.”

Será que conseguirei algum dia resolver o meu complexo? Pergunto-me sinceramente.

Os sonhos recorrentes com pessoas específicas apontam na direcção deste mesmo problema, deste complexo que ficou e não consegui irradicar completamente. Diminuiu, mas ainda faz mossa. Misturei tudo e tenho de aprender a separar. Talvez seja essa a minha missão, a batalha que estava guardada para eu conseguir e libertar. Não é só o desafio de um novo país, uma nova língua, uma nova cultura. Este era um desafio que sabia que teria de enfrentar portanto, hora de arregaçar as mangas. Já sei que o caminho pode ser árduo mas há de facto luz, muita luz numa manhã soalheira depois da tempestade.

Não sei se serei capaz, muito menos sei qual o caminho a tomar para resolver o meu complexo. Mas como a Isabel bem escreve “ A única coisa que lhe interessa é alimentar-se.satisfeito o monstro, é lidar com a frustração. E rapidamente voltar às rotinas que nos mantêm do lado certo a força. As que nos conectam.”