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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

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New York - Diário de bordo

6º Dia

O dia livre, era suposto andarmos, sem grande destino, pela cidade. Mas logo decidimos ir até a Pier 17 apanhar o water táxi, só porque sim! E devo dizer, que viagem fantástica, uma vista deslumbrante da Ponte de Brooklyn! Que passeio fantástico. Subir o Hudson river a ouvir as curiosidades da cidade, e dar de caras com um porta aviões! Ao ouvirmos a explicação do guia, ficamos a saber que era um museu e também que seria uma das paragens obrigatórias antes de vir embora. Tínhamos que visitar aquilo.

Voltámos à downtown, almoço num qualquer spot, comer o melhor hambúrguer que provei em NY, seguido de uma salada de frutas que me soube pela vida (tudo o que é saudável para aqueles lados é caro nas horas). Depois, uma visita à Century 21. Compras e mais compras, lembranças para quem interessava, e perdíamos assim 3h00.Voltar ao metro, visita ao Williams Sonoma, um dos shoppings mais chiques ali da redondeza. Parecíamos uns tristes lá dentro (isto de ser pobre…). Andar mais uns quantos blocos, rever o Flatiron, e dirigirmo-nos ao Empire State Building. Novamente, uma vista de cortar a respiração, algumas fotos e regresso à caminha.

 

7ºDia

E último dia oficial! Assim que estivemos prontos, última ida ao chinoca para o cafezito da manhã. Apanhar o metro e ir até ao Intrepid (Museum of Air, Sea and Space). Devo dizer que nunca pensei ficar tão entusiasmada por visitar um porta aviões de 1944,um submarino usado durante a guerra fria e ver também o Concorde (que para nosso azar, já não são permitidas visitas ao seu interior). O que veio a estragar todo o dia (que supostamente seria seguido de ida a Wall Street) foi a chuva que na hora em que entrávamos no Intrepid começou a cair. Bem que percorri a exposição de ponta a ponta, andei por lá perdida e maravilhada com tudo, o mais devagar possível, à espera que a chuva passasse e nada. Até que tomei a iniciativa de ir até ao metro de qualquer forma. Esquecera-me é que o metro neste caso situa-se a uns bons quarteirões de distância. Conclusão, se ao andar 10m já tinha ficado toda ensopada, ter andado cerca de 20m até à estação mais próxima resultou na maior molha que tinha apanhado em toda a minha vida! Podiam ao menos ter-me avisado que em Nova Iorque a chuva toma esteróides… Era uma coisa por demais. Conclusão, como tinha de torcer o casaco a cada 10seg.,mais torcer o cabelo, mais limpar os olhos para tentar ver algo, decidi ir para o hotel. Apesar do abafado que estava, não queria ficar doente pela brincadeira. Nisto perco umas horitas, com o chegar, banho de imersão de àgua a escaldar, etc. Quando termino, regresso para a baixa, desta vez sem chuva, e dirijo-me a uma das exposições que há muito tinha-me despertado a atenção. Fui ver bodies, e apesar da tristeza inicial de não ser permitida qualquer foto, rapidamente me animei. Extraordinário. Tocar um coração e cérebro humano foi qualquer coisa. De apontar também o quanto fiquei impressionada com os fectos que lá estavam, principalmente o de 12 semanas. Algo tão pequeno e ainda assim, tão “composto”. Sai de lá cansada, e com vontade apenas de jantar e dormir. Encontrar os outros no hotel, encomendar chinês e cama.

 

Dia 8

Last day in paradise. Acordar, comer donuts e o meu café delicia na cama,fazer a mala,ir uma ultima vez ao Queens mall, apanhar ao avião e filmar toda a descolagem, despedir-me da cidade lá do alto e seguir caminho para Filadélfia.

 

Resumindo, uma semana passada a voar, com uma das melhores companhias possíveis, com muita alegria e bons momentos e um desejo inevitável de regressar! Sem dúvida o verdadeiro sonho tornado realidade.

Coisas acabadinhas de me dizer...

"És uma rapariga 5 estrelas,fantástica mesmo! Além de seres uma rapariga fisicamente fenomenal, tens uma personalidade fantástica. E a tua dedicação aos outros é algo fenomenal... Não sei o que se passa com os homens deste mundo, devem ser uns parvos, não devem valer nada se não te aproveitam!"

Yeah, soube bem ouvir isto. Contudo, foi um misto de contentamento com desilusão. Parece que os homens apenas reparam nestas coisas quando são apenas nossos amigos! Oh Well...

O tempo está a passar e eu nem dou por nada

Foi preciso ver uma folha a cair de uma das várias àrvores que compõem o jardim aqui do trabalho, para me aperceber realmente do final do verão, que é uma realidade, que já entrámos no Outono e eu ainda nem sequer me consegui despedir da praia!

A ver se esta semana ainda o consigo fazer, já que o tempo - Graças ao Sr. Pedro, deve andar bem disposto - anda maravilhoso. Quero estender-me na toalha, sentir a pele a torrar e ouvir as ondas... Como quero!

 

 

New York - Diário de bordo

 

Dia 4

 

Primeiro destino, conhecer a Grand central Terminal, e sim, é tão bonita como pensei, e não vou entrar em comparações com as nossas.

Siga para o Metropolitan Museum of Art. Passei 2h30 a rodar tudo aquilo, embevecida, principalmente com a zona dedicada ao antigo Reino. Só me abriu o apetite para realizar a minha viagem ao Egipto, tanto ao Cairo como à Alexandria! Foi também graças à minha necessidade de visitar todos os recantos do museu que decidimos separar-nos para o resto da tarde. Resultado, tive a hipótese de passear-me por Upper East Side completamente só, e posso dizer que dificilmente me sentiria tão bem acompanhada. Soube-me pela vida. Com o tempo a começar a azedar, aproveitava e visitava algumas lojas. Best Buy, onde aproveitei para comprar um cartão de memória c 8G de espaço (já que os meus6G estavam a acabar), entrar na Victoria’s Secret (qualquer menina que goste de lingerie não perderia a oportunidade de lá espreitar. Aproveitei a promoção e trouxe 5 tanguinhas LINDAS por 25 dólares (não resisti). Toda a gente super atenciosa e super simpática a atender-me e ainda confirmei o meu nº correcto de soutien – o fantástico é que encontrar esse numero cá é praticamente impossível.

Siga para o Metro, queria aproveitar a tarde para comprar as lembranças que ainda me faltavam. Ida ao Queens Mall, e depois de passear por todo o centro, e depois de finalmente provar a comida no Taco Bell (pena não haver cá) entrei numa loja onde achava convictamente que iria encontrar a prenda para o meu bebé. Procurava algo do Spider Man, não muito caro, já que o rapaz anda aficionado pelo herói, mas qual não foi o meu espanto quando essa mesma loja tinha produtos demasiado “marotos”. Claro que me diverti imenso e ainda fiquei tentada a comprar um corpete mega sexy (37 dólares não era propriamente caro), mas contive-me. Preferi antes trazer um amiguinho que vibra, waterproof, mais uns géis marados. Ria-me por dentro que nem uma perdida, a pensar no quanto gostava que a minha amiga A. estivesse lá comigo. Siga para comprar os All Stars para mim e Hotel. Durante a nossa ida ao Mall jantar, vimos um perfeito cenário de filme. Um homem completamente bêbado (o E. pôde perceber isso ao ir cuscar tudo de bem perto) tinha sido atropelado, encontrava-se no chão, estendido, quase sem se mexer. Uma SUV parada, d portas abertas e os seus 3 ocupantes no chão, de joelhos, algemados. Duas ambulâncias, um carro de bombeiros e 3 carros da NYPD. Aquela gente sabe dramatizar.

 

 

 

Dia 5

American Museum Of Natural History. Assim, logo pela manhã, um dos museus que mais desejei conhecer na vida! Chegámos, visitei tudinho, e depois de no dia anterior não ter percebido muito do que é utilizar o mapa do MET, neste andei por lá de mapa na mão, qual profissional. Parecia que tinha feito aquilo a minha vida toda. E ao contrário da minha companhia, deixei os dinausauros para o fim, pois eram para mim a cereja no topo do bolo. Passeei pelo globo inteiro dentro daquele museu, gostei bastante principalmente da parte aquática. Até à polinésia fui.

Saimos de lá, seguimos para Harlem, queríamos conhecer a tão mal afamada zona, e claro, comprar bons produtos para o cabelo. Andámos a boulevard inteira, até que decidimos voltar atrás. Encontrávamo-nos numa rua que não parecia ter qualquer loja. Voltámos atrás, primeiro à direita e depois regressar à esquerda. Vimos novamente 1 carro da polícia, e como na noite anterior tínhamos visto todo aquele aparato, pensamos que se repetia a cena. Constatámos rapidamente que não seria um acidente, pois só lá estava um carro da polícia. Em contra-partida, ao começar a reparar nos carros estacionados, via-se perfeitamente que algo não batia muito certo, e foi ao olhar para a cinta de uma das mulheres qe impedia a passagem que reparei ser uma senhora do FBI ou CIA ou lá o que era, através do distintivo. Olhei para a mulher e para a direcção do tumulto numa entrada de restaurante. Nesse momento uma mulher chateadíssima dizia atrás de mim que não poderia ficar sem apanhar a porcaria do autocarro só porque ela decidiu ir tomar um café. Ela, mas quem seria ela?! Pois, era nada mais nada menos que Michelle Obama, a primeira dama, ali, em Harlem, à minha frente, só porque o destino quis mais uma vez ser irónico na minha vida (desta vez de forma bastante positiva). Rimo-nos e seguimos caminho a pensar no sucedido.

Regressámos a 5ª avenida em busca de uma pizzaria que eles tinham descoberto na tarde anterior. O que posso dizer é que a procura valeu bem a pena. Além de ser apenas um dólar a fatia, era maravilhosa! Eu e a C. fomos até ao hotel deixar as compras, regressámos a Times Square, desta vez à noite, e devo dizer, não tem nada a ver!  Passeei-me pelo Toys r us, fui à casa da Barbie (feliz, tão feliz que estava) vi as construções em Lego das principais atracções de NY.

Próxima paragem, stand-up comedy show. Engraçado, foi uma experiência diferente e com a Margharita e Cosmo que tive que consumir, sai de lá a andar ligeiramente torta. Claro que nessa noite adormeci sem sequer ter dado conta!

 

 

 

 


Factos engraçados de NY

"Excuse me gorgeous"... "You're such a beautifull girl"... "you from Portugal?! So beautifull"... "don't worry gorgeous" foram as frase que mais ouvi dos Nova Iorquinos. Vim de lá com o ego lá bem em cima.

New York - Diário de bordo

Antes de começar a descrever a viagem, apenas de assinalar que a semana que passou foi simplesmente fenomenal. Na simplicidade que é conhecer uma cidade, limitar-me a passear pelos mil e um lugares que durante toda a minha vida via em filmes foi surreal. E por mais que se conte e descreva o que se vê, é daqueles sítios que só percebemos a sua real dimensão estando lá!

 

Dia 1 – Sábado 17 de Setembro

A verdade é que apesar da excitação de andar de avião (sou a pessoa ao cimo da terra que mais gosta de andar de avião) a verdade é que ao entrar no mesmo, visitar Nova Iorque parecia um sonho que não se iria realizar! Com a pouca sorte que tenho tido ao longo da vida, sentia que algo de muito mau iria acontecer, pura e simplesmente porque tem sido sempre assim. Mas desta vez estava errada, a viagem apesar de cansativa, correu pelo melhor, e à primeira visualização de terra (verde, MUITO verde) aterrámos  em Filadélfia. Como não poderia deixar de ser, logo na escala do vôo acontece a primeira história da viagem. Ganhar 150$ por ceder a vez no avião a alguém que necessitava. Claro que os parvinhos não perguntaram se seria em cash, o que resultou numa risada e muita parvalheira na hora de aceitar o vale. Mas nem tudo esteve perdido, cederam-nos também uma viagem em primeira classe - Nada mau, chegar a NY em primeira classe. E foi durante este 2º vôo do dia que a primeira surpresa aconteceu. Não esquecerei jamais a visão que tive ao avistar Manhattan pela primeira vez. A vista dos prédios e ali, imponente o Central Park. Só aí senti mesmo que havia chegado! Aterrar, ter a primeira experiência do que é o transito em NY – maus, maus condutores é o que digo -  chegar ao hotel, jantar e dormir.

 

Dia 2

Jet Lag é fucked! Depois de cerca de 4h de sono, desperto. Como eram apenas 2h30 da manhã, lá tentei voltar a dormir, com sucesso até as 5h30. Levantei-me e decidi caminhar pelos arredores. Vi Queens a acordar, devagar, uma caminhada de quase 1h fantástica.

Voltar ao hotel, acordar os outros, primeiro pequeno almoço naquele que seria o nosso cantinho matinal o resto da semana. Partir para o centro de Manhattan, de metro. Primeira paragem. E é aqui, assim que saímos da estação de metro que tive o primeiro real choque... Ver Times Square pela primeira vez foi daquelas sensações que nunca mais irei esquecer. A melhor palavra para descrever é mesmo “overwhelming”, porque foi mesmo assim que me senti... Os prédios gigantes, os táxis, eu estava realmente ali. Depois de 5m de silêncio entre os 3, começaram as fotos e siga para Central Park. Buscar as bicicletas e passear por todo o parque. Delicioso.

15h, procurar o que comer pelas ruas. A escolha, Hallal, comida israelita, sentados no meio da rua enquanto mirávamos o Hilton, que viria a ser o local escolhido para ir ao wc. Brutal.

Andar mais um pouco, avistar o “LOVE” fotos, mais fotos. Descer a 5ª Avenida, avistar a St. Patricks e todas as lojas de topo, entrar novamente no metro, dirigirmo-nos para a brooklin bridge. avistar a Câmara Municipal, começar a caminhar até metade da Ponte. Um dos meus locais favoritos, sem dúvida. Ter um vislumbre ao longe (bem longe) da senhora liberdade a vista da baixa. Maravilhoso. Comer um gelado, dar uma volta pela zona do ground zero, apanhar o metro e regressar ao hotel. Palmilhar assim cansa e não é pouco.

 

Dia 3

Visita à Senhora Liberdade. Enquanto aguardávamos ans interminaveis filas, divertia-me com os esquilos que iam passando pelo parque, nunca os tinha visto. Andar de ferry, ter a primeira imagem da cidade vista do rio, tirar 500 fotos à senhora (fotogénica a moça) ver a Barbie Liberdade e não me calar com o facto, apanhar o ferry de regresso e passear mais um pouco pela cidade. O ponto escolhido, Chinatown, Little Italy, Soho, Top  of the rock ao anoitecer, que vista meu deus, QUE VISTA!

Jantar pelo Times Square, a ver táxis passar e demasiados ecrãs a piscar, gente, muita gente ali concentrada e hotel.

Ciúmes doentios

Relações possessivas não são o meu forte. De facto, não consigo perceber as relações que são mantidas à base do “não falarás com ninguém do sexo oposto para além de mim”. Não consigo entender pessoas que proíbem o cônjuge de manter relações de amizade que já existiam antes da própria relação amorosa. Não entendo as pessoas que são assim, que não sabem e por muitas vezes não querem  confiar.
Do muito pouco que sei sobre relações amorosas é que nenhuma irá correr bem sem o mínimo de confiança. Estrangular-se o outro com desconfianças despropositada então é o cúmulo.

Cada um sabe de si, e eu espero sinceramente que a vida não me coloque na frente um “amor” desse género. Mas não consigo evitar ficar perplexa quando vejo pessoas afastarem-se de amizades apenas porque não têm a coragem de terminar uma relação, relação essa que assumem já não existir, uma relação morta, apenas para não se chatearem ou não criarem tumultos, ui se fico!

E agora?!

Durante todo este ano houveram vários objectivos traçados, e com certeza esta viagem era o culminar de todos eles. Agora que terminou, estou naquela fase de "o que se segue?", a fase de definir novos objectivos, de perseguir outros sonhos. Ficar uns dias em Stand-by para depois organizar a minha cabeça e seguir para novas etapas - ou assim espero!

 

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