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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Há noites assim

Ainda pensei em não o fazer, mas como este meu recanto é acima de tudo o meu diário, venho aqui deixar a minha noite de passagem de ano.
Conforme combinado ainda no verão, o T. Veio directamente da Holanda uma vez mais para que pudéssemos estar todos juntos.

Corrida para comprar coisas, andar de um lado para o outro, ajudas no processo de mudança de casa... Foi o caos, um real caos.  3 gajas a prepararem-se, 4 rapazes idem, enfim, stress. Mas assim que nos sentámos à mesa, soube que iria ser uma noite divertida. Acabar de comer, procurar um táxi (pela segunda vez confirmei que em noite de passagem de ano isto é uma missão impossível). Chegar ao destino a 15m da meia noite e aguardar pelos rapazes...
Este ano as 12 badaladas foram... Bem, não foram! Completamente descompassados, sem contagem decrescente correctamente feita, mas ainda desta forma, entrei com o pé direito. Houve o brinde da praxe, não comi as passas, mas pedi os meus desejos em silêncio, e comecei a preparar-me para o novo ano, foto da praxe todos vestidos a rigor (eu com um salto de 10cm, foi bonito. Estava poderosíssima, mas foi de rir). Até que, quando a minha linda me pede para a acompanhar, verifico que tinha vista para os fedetes e melhor, a música perfeita para a ocasião começa. Ouvir  “Set me free” naquela altura foi mágico. Começamos a juntarmo-nos e a dançar. O ambiente a aquecer e os descalabro também. Dancei, dancei muito, chorei de saudade, de tristeza, de bebedeira, a mais pura catarse.

Kizombei muito, umas passadas gostosas nuns bons Sembas  com o meu puto,  caramba, rimo-nos tanto que as lágrimas vieram-me aos olhos. Ver o meu irmão completamente bêbado, foi de chorar a rir. Saber que tenho ali o colo da minha Amiga, como sempre tive foi de facto retemperador! Ah e a versão de Balumuka de Beto de almeida virou frase da noite. A estupidez crónica fez com que eu conseguisse ter a certeza de que este ano será bem melhor... Caramba, com um prenúncio destes, o ano só poderá ser bom. Foi uma passagem de ano memorável, sem dúvida.

2012

A palavra que melhor o define é intensidade. 12 meses de raiva, paixao, saudade, desespero, ódio, amor, paz, inquietação, ansiedade e felicidade intensas…

Foi o ano que me obrigou a interiorizar que pura e infelizmente, há coisas que nós não dominamos, por mais que queiramos. A vida tem o seu ciclo e simplesmente devemos deixá-la correr e esperar que lá à frente sejamos recompensados. Apreendi isto da pior maneira.

No ano que acabou os momentos de dor foram demasiado intensos, tais como os de alegria. Foi o 8 e o 80, o tudo e o nada. Foi um ano com o sabor bem agridoce e que acima de tudo fez-me crescer, como sempre, mas de uma forma tão única… O admitir as minhas falhas, o procurar ajuda.
Mas o simples facto de o destino querer que se repetisse mais um encontro, o ter-me sido dada a possibilidade de acabar com as mágoas que os mal-entendidos criaram,  como o que havia acontecido com a mesma magia que nos caracteriza, a mesma cumplicidade, exactamente,  1 ano certo após termo-nos conhecido foi um pedaço de esperança que precisava!
E assim entro em 2013, não com grandes resoluções, apenas com muita esperança. Esperança de que irei ter a força necessária para enfrentar o que ainda virá e acreditar que o que vem, serão surpresas , das boas, muito boas!
Venha 2013..

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