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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Coisas

Gostaria de construir um qualquer negócio sem fins lucrativos, que pudesse ajudar uma comunidade. Gostaria de visitar a minha família afastada em angola, de fazer uma roadtrip europeia. Visitar os Açores. Voltar à Madeira. Visitar Roma, Florença, Veneza, Sicília, Nápoles. O Egipto e Jordânia. Visitar Paris e o Rio de Janeiro. A Grécia, meu deus a Grécia. Gostaria de visitar todas as Sés do país. Gostaria de fazer surf. Gostaria de fazer parapente e/ou salto tandem. Gostaria de voltar a sentir a adrenalina da primeira vez que se experimenta uma montanha russa a sério. Gostaria de fazer muito mais coisas, mas de momento estas foram as coisas que me surgiram. Tenho a vida inteira para fazer aquilo que desejo.

É impressão minha ou haverá por aí gentes a confundir os problemas?

O problema não é ser ou não a favor da co-adopção. Se assim fosse, mesmo que os nossos governantes queriduchos não concordem, bastaria que o povo que se queixa votasse a favor e pronto. Caso encerrado. O problema é existir um referendo a esta altura do campeonato (a meu ver por uma não questão, família é família independentemente da quantidade de pichas que educa a criança, já que o que interessa é o cérebro) mas não, vejo gente a falar mal de Portugal, argumentando que somos todos uns atrasadinhos mentais por pormos a questão em cima da mesa. Na pior das hipóteses, o timing para esta atitude é que é errada, existir referendo não me choca, aliás, numa democracia à seria até ficaria bem… Só isso sim!

O que é que eu fiz afinal no fim de semana que passou?!

Sábado parto com a banda sonora que escolhi para este dia e rumo ao 4 estrelas eleito. Vou devagar, sem necessidade de seguir qualquer horário. Chego ao hotel, faço check-in e entro num quarto  que desde o primeiro momento me fez as delícias. O resto do tempo foi a obedecer aquilo que o meu corpo pedia – cama, muita. Tinha uma sessão de Spa marcada, mas 1h30 antes da dita, toca de ir ver as vistas. Já que estava no meio do nada, conduzi até ao mar. enquanto a noite ia surgindo mais certezas de que tinha tomado a decisão certa eu ia tendo. Em relação a este momento e a tantas outras coisas. Regressei ao hotel, mudei de roupa e siga. Relaxe puro, nunca pensei que fosse gostar tanto. Acabar, beber o chá a que tinha direito, subir para o quarto e mais não fazer nenhum. Por alguma razão este fim de semana o trabalho seguiu-me pois a cada canal que colocava, lá apareciam os meus superiores… ouvi as entrevistas entretida. Conversas via telefone e chega perto da meia noite desligo o dito.
Claro que tinha de estranhar a cama, e à pala disso, 8h da manhã e eu de olho aberto. As 9h toca de ir comer, mais um bocado de spa e por volta das 12h saio do hotel com a sensação de estar como nova. Fui visitar o monumento, entretive-me sozinha, desci mais um pouco e ao aproximar-me novamente da capital, fiz um pequeno desvio para  umas comprinhas. Continuei o caminho, fui a um dos meus locais de eleição de sempre (que claro, estava fechado) e segui para casa. Tal como elas insistiram, lá foram a casa cantar-me os parabéns e por a conversa em dia um bocado. E pronto, entrei assim nos 28. Calma, muito calmamente que era o que eu precisava.

Afinal o número 28 é um número perfeito

 

Cá estão eles, os 28. Desde sempre acreditei que este numero, esta idade fosse especial. Não sei bem porquê, mas sempre gostei dela. Seria a idade ideal para ser mãe (a meu ver), é um ano em que definitivamente já não somos crianças, mas ainda temos uma jovialidade própria. É o começo do final dos 20 e eu sempre vi isso como algo positivo. Acredito que algo de muito bom se irá começar a definir agora na minha vida, está na hora disso. Será um ano de mais crescimento, mas acima de tudo, de ainda mais felicidade. Sei que sim.

Parabéns a mim.

Keep going

Que aprendizado tem sido esta jornada. Que riqueza a vida é, mesmo quando achamos que não. Estamos sempre, sempre a evoluir (ou pelo menos eu estou), vamos aprendendo com as situações e quando estas deixam de fazer sentido aparecem os desafios, as razões para sabermos passar à frente (e para mim, esta é uma das razões de viver – ultrapassá-los). Neste momento acredito que quando um problema aparece na nossa vida, o único intuito é fazer-nos mover, andar para a frente e progredir no caminho da vida para evitar cair no marasmo, no comodismo. Aprimorar o eu, descobrir novas facetas sobre aquilo que julgamos conhecer (a complexidade do eu é fantástica). Acredito que quando chegamos ao ponto de insatisfação tal que tudo nos incomoda, algo tem de ser mudado, apreendido em nós e as ferramentas para que essa mudança se dê são colocadas à nossa disposição, sempre!
Claro que andar iludida só irá prejudicar o processo, fará com que a evolução seja um retrocesso. Mas até isso contribui para o melhor, já que chega o ponto (chega sempre) em que vais querer acabar com ilusões e contribuir para tudo o que de bom poderás alcançar. Sou assim, menina de andar para a frente, não ficar retida só porque custa (custa sempre).
Disseram-me ontem que as lágrimas que deixava cair por medo, inseguranças, etc., eram o aliviar de uma energia habituada a habitar em mim, mas que as razões que levavam a tal tristeza já tinham passado, que eu já estava em passagem e que o alívio que senti logo a seguir era a prova disso. Sorri ao ler estas palavras, afinal a sensação era mesmo a de que “já passou”. E embora sabendo que não, ainda não passou totalmente, sei que o primeiro passo, aquele que é sempre o mais difícil de ter já foi dado (o segundo também). Agora é acreditar que o melhor está já aqui ao lado, é só virar a esquina. Não posso é esquecer-me de continuar a caminhar…

Ahhhhh, as coisas que já não faço

Ando triste, introspectiva, temerosa... Todas essas coisas chatas mas fujo a sete pés de músicas, textos ou qualquer informação que contribua para uma visão pessimista da coisa. Tenho evitado a todo o custo tudo o que seja depressivo, porque voltar ao ponto em que estive não é, de todo, um desejo meu.

Claro que por vezes fugir de uma destas situações é impossível, ou porque um amigo deu uma opinião que nos fez ver outro mundo ou porque aquela musica toca incessantemente sem que seja possível desligá-la que aí acho mesmo que é o universo a conspirar contra (?) nós.
Mas excepto estes casos, tenho fugido de tudo o que contribui para a minha tristeza. Se é bom ou mau, não sei, mas é o que de momento resulta para mim.

 

E ela diz-me que não, nem pensar..

Que no meu dia não posso ficar sozinha, que no mínimo, mesmo que não queira pagar um café a ela, aparece para um beijo agora não assinalar de todo é impensável.
Habituei mal os meus, desta vez em que optei por um retiro, por fugir de tudo e todos, que optei por ter um momento meu, só comigo, querem os ajuntamentos de sempre... Mas eu preciso deste momento, que começou no natal e espero que acabe com a entrada do novo ano. Quero voltar aos meus dias mais iluminados, cheios de fulgor e vida e para isso este meu fim de semana a um é mais do que necessário. Veremos como corre...

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