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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

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Psicologia de algibeira!?

Hoje apetece-me escrever sobre a minha rebeldia recente para com a vida, o modo de vida.
Muito por acaso (e também pelo meu espírito crítico) vi-me obrigada a mudar atitudes ditas normais e abrir um pouco a mente. Já o vinha a fazer a alguns anos (crescimento?!) mas agora decidi deixar para trás a pele de cobra que me acompanhava, aquele resto que teimava em manter-se ali, deixei ir.

Desde pequenas que vamos ouvindo aquilo que se torna cliché, que até pensamos ser o correcto (se o dizem é porque é) e vamos emprenhando de ouvido a vida toda. Coisas que têm toda a pertinência de ser, tornam-se clichés. E tudo o que é cliché mais tarde ou mais cedo é desvalorizado. Conceitos que deveriam ser tidos mais em conta para a nossa sanidade, são descartados e tomados como uma garantia. No fundo, muito pouco de nós compreende o que aquilo significa. Escrevem-se mil e um textos, bonitinhos, com palavras floreadas, causa risota e sentimentalismos, mas a verdade é que são relevados, passados para segundo plano na hora de interiorizar, na hora de entender a fundo.

A questão do amor-próprio é uma delas… Caramba, desde sempre que ouvimos que o amor-próprio é a coisa mais importante. Pois é, tentem perguntar à geração a seguir a mim, o que é isso?! Caramba, perguntem a toda a minha geração ou à geração anterior.

Amor-próprio hoje em dia é confundido com vaidade. Vejo tanta mulher por aí que se acha a última bolacha do pacote, e no fundo vive numa tristeza que dá dó. Amor-próprio é tão difícil de conceber - por mentes constantemente influenciadas pela sociedade,  pela fabrica que é viver em sociedade hoje em dia – que ficam a achar que amor próprio é a necessidade de sentir-se melhor do que o outro. Aquela necessidade despropositada de provar algo a alguém, porque no fundo não sabem respeitar-se verdadeiramente. Não se amam.

 

Foi devido ao episódio de hoje que me pus a escrever este texto. A minha amiga A. lembrou-se de me enviar um link que prontamente abri. Qualquer coisa que ela envie com a palavra ME-DO eu corro para ver. Clico e encontro fotografias, morada, telefone, tudo. Primeiro pensei que algum namorado com dor de corno tinha-se dado ao trabalho de fazer aquele blog, mas depois percebi que não. Era uma puta mesmo, que resolve utilizar aquele meio para publicitar a sua ocupação e angariar clientes. Sorri pois as fotografias da senhora, para mim patetas, são interpretadas por outros como sensuais. Mesmo assim, no fundo pensei que se ela o faz por ela, se ela assume tão explicitamente o que faz da vida e sente-se feliz, sorte a dela. Não posso criticar, you go girl.

 

Por incrível que agora me pareça, tenho sido cada vez mais condescendente com aqueles que escolhem o seu caminho e assumem a sua vontade. Aprendi à lei da chapada da vida o que é isso de saber amar-me. De saber respeitar os meus sentimentos, aqueles mais profundos que, por vezes, até temos vergonha de partilhar com os mais chegados. Aprendi a olhar para dentro e discernir e seguir a minha vontade inata, regendo-me pelos meus valores. Só para exemplo, aprendi que se eu sou de me dar. Não tenho de me sentir culpada porque o outro acha que sou otária por dar tanto – dar amor, dar atenção, dar carinho... Só eu sei porque o faço, só eu sei o que sou e só tenho de me manter neste trilho. E não consigo mais apontar o dedo como antes fazia.

O meu intuito principal neste momento é satisfazer a mim. Pôr-me em primeiro lugar e não tem como isto dar errado. Quando os nossos valores não colidem com a ideia de respeito pelo próximo, quando estão virados para o certo, o conceito de egoísmo só tem a dar certo.

Apercebi-me que o meu amor-próprio fez com que me cansasse de levar a vida como os outros a vêem, vou tratar de escrever a minha própria história. E o amanhã a deus pertence.

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