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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Finalmente

Então cá vou eu coloca os pontos nos i's e também utilizar este meu canto para aquilo que foi criado!

Vou falar claramente do que me afligia por estas largas semanas, (não de tudo, mas de partes).

De há uns tempos a esta parte que a minha relação pautava-se por altos e baixos… Mais baixos que altos infelizmente.

Todos os dias, ou quase, implicávamos um com o outro, nem que fosse uma pequena coisa. Se estávamos uma hora no maior amor, na hora seguinte era às turras. E o porquê, nenhum de nós sabia descrever em concreto! Andávamos assim, apesar de todas as noites dormirmos agarrados e sentirmos que ainda sentíamos amor à nossa volta.

Foi preciso alguma insistência minha para finalmente falarmos sobe o que nos doía e a verdade é que nenhuma relação irá funcionar em pleno quando as partes são tão diferentes! Só se uma das partes ceder e perder-se pelo caminho em função do outro, e isso, nunca iria aceitar. Eu não cedo, sou demasiado mau feitio para, depois de tudo o que já passei (e que me levou a moldar o ser que sou), perder-me nem que seja por uma causa tão bela como o amor. Temos pena, mas não sou nada assim. Adiante…

Durante a conversa decidimos não estragar uma potencial super amizade em tentativas vãs de fazer com que dê certo! O acordo então ficou por ai, gostamos demasiado um do outro para cortarmos relações permanentes, portanto, sermos apenas amigos terá de servir.

E digo desde já, NUNCA acreditei muito em ex-namorados que se tornam amigos, mas desta vez pareceu-me (a nós) que seria o mais acertado!

O problema de toda esta questão, para mim, recaí na fraca auto-estima que me foi deixada. Nunca fui uma menina cujo ego estivesse sempre nas alturas, pelo contrário... Mas ao ir crescendo habituei-me a balançar todos os meus defeitos e qualidades. Aprendi que por mais belas que as pessoas possam ser exteriormente, ninguém é perfeito. Aprendi, por exemplo (e graças a uma colega do ciclo), que posso não ter o cabelo lindo como gostaria, ou os olhos cor de avelã que sempre desejei, mas se calhar tenho o corpo que mil raparigas matariam por ter. Desde então que venho a desenvolver esta ideia comigo própria, revelando os meus pontos fortes, não me focando somente nos fracos. Lidar com os segundos apenas serve para eu continuar a rebaixar-me, a sentir-me inferior e estagnar em certos aspectos da vida. Resolvi dar a volta, pensar positivo e seguir em frente.

E tem funcionado até aqui. É verdade que tenho dias maus, dias muito maus mesmo, mas quem não os tem?!

A diferença é que desta vez (e também parte da razão de ter escolhido desistir desta relação) foi exactamente esse meu pedaço que me foi roubado, essa minha capacidade de acreditar em mim e naquilo que eu sei que valho.

Não é fácil ouvir certas coisas da boca de outros, coisas que até sabemos ser verdade, que sabermos estar ali, mas também que são características tão próprias que não há maneira de alterar. Não é fácil começarmos a deixar-nos levar ao ponto de ponderarmos aquilo que valemos como namoradas, como amigas, como pessoas. E sabendo eu perfeitamente de todas as péssimas características que marcam o meu EU, (desde a autoridade marcada, à teimosia, ao ser dona da razão, “and so on”) encontrei-me num verdadeiro dilema, que agora acredito que ultrapassado. Para isso foram precisas palavras de uma verdadeira amiga para conseguirem acalmar o meu espírito em momentos de real desespero, chamando-me à razão.

Não tem sido fácil desde então, voltar a juntar esses pedacinhos desfeitos e reerguer-me. Aliás, nunca é fácil este levantar e sacudir o pó. E nesta minha tentativa de me colocar em pé e alcançar alguma altivez, vou deixando para trás tudo aquilo que já não me serve. Acho que faz parte, ou pelo menos faz parte de mim, recomeçar a abandonar tudo aquilo que tem vindo a provar não ser digno de fazer parte da minha vida. O limpar a casa, ou neste caso, o coração. Isso aplicasse ao amor em todas as suas formas.

Hoje apercebi-me que estou preparada para seguir apenas com o que vale a pena, o despojar aquele que não merece o seu lugar no meu coração não é fácil, é provável que custe a resolver, espero bem que doa, que haja uma hipótese de resolução… Porque se não doer, é porque há muito deveria ter deixado o lugar vago para quem realmente se importe!

 

*para o caso de haver quem se pergunte, este texto, especialmente a última parte, tem vários destinatários...

 

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