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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Férias de 2015

Com o final das férias de verão percebi que já não me apetece deixar aqui o relato do que foi. E não é por não ser digno de memória, simplesmente já passou, já era. Foi bom, óptimo (e super cansativo, com níveis de stress máximo) mas já não sinto necessidade de explanar isso aqui. É uma fase minha diferente. Foram férias que deixam aquele gostinho a “quero mais”, onde saudades foram colmatadas e onde notícias várias comprovaram o ano de fecho que ciclo que eu sinto estar a ser.
Agora é o regresso a casa e aos dias de surf. Venham eles.

Fim de semana num correrio

Sexta feira, sair do ginásio, encontrá-los na estação e seguir para casa. Pequeno-almoço demorado, saboroso e relaxado. Chegada à praia para a aula de surf, aquecimento que me deixa de rastos, nevoeiro cerrado, braço deslocado e aproveitar para ir almoçar. Regresso à areia, convívio curto com amiga de infância, luzes sobre o que comprar para iniciar-me “à séria”, regresso a casa para preparar jantar. Cansaço extremo e mesmo assim arrastam-me para borga nocturna. Poncha para matar saudades, caipirinha da praxe e siga para a dança até à 6h da manhã, todo o tempo a ser completamente perseguida por “um apaixonado”. Chegada a casa às 7h30 não sem antes tomar o pequeno-almoço saboroso numa pastelaria. Acordar ainda muito cansada, preparar almoço em família, adormecer com cansaço, despedida, preparar todo para dia seguinte e finalmente dormir o sono reparador que merecia.

Soube bem, muito bem mas hoje estou toda rota por ter trocado os horários de sono…

Ocupada a realizar sonhos.

É como ando nos últimos tempos. Desta vez foi o surf. Não por moda, não por curiosidade mas por encanto. Já desde criança era fascinada com o desporto que por várias razões sempre foi impossível praticar. Até sábado. Primeira experiencia, num dia com vento forte para dar cabo de qualquer pessoa. Fiquei com o braço e o peito dorido tal como s costas mas não me lembro de estar tão feliz por sentir estas dores. O problema agora é a vontade de investir numa prancha, não são propriamente baratas. Com a prancha vem o fato e com o fato... Enfim, um sem fim de coisas a tratar. O que vale é que tudo se faz...

O agressivo Santo António

Não era suposto mas aconteceu. Tive o pressentimento à tarde e no final do dia confirmei. Foi mesmo uma noite inesquecível.
Bebi poncha (mas digna de ser chamada desse nome), fiz figuras tristes, dancei e cantei pimbalhada como tanto gosto. Divertimo-nos a sério. Apagar completamente, acordar para fazer o trajecto até casa, estender-me na cama enquanto pensava “finalmente”, apagar e a luz e… Pensava eu que só iria acordar no dia seguinte, pois claro. O estado foi tão agressivo que tive um ataque de sonambulismo! O que me ri (talvez para nao chorar), o que nos rimos com esta história, é que ser obrigada a correr pela minha rua em trajes menores tem muito que se lhe diga..
Não sei se para o ano há mais, só sei que igual a este jamais. Noite muito agressiva (e boua, mesmo boua).

Km. de felicidade

Portimao de fugida, jantar em Alvor, passeio por Lagos, também por Sagres e ainda deu para umas horas de Praia na Zambujeira. Conhecer gentes novas, fazer misturas inapropriadas, ter uma ressaca de caixão a cova, comer gelados maravilhosos e ainda dar um passeio de barco que faz as delícias de qualquer um.
Uma verdadeira escapadela bem aproveitada, um desejo de repetir...
Ainda sobrou tempo para jantar de gajas regado a sangria de espumante e muralhas, o que fez com que a palhaçada se alongasse até às 2h00 da manhã. Com parabenização às pressas e selfie digital incluída.
Um fim de semana daqueles que fazem valer bem a pena.

Expectativas diminutas, é esse o truque?

Passei a semana toda a pensar no que ai viria. O combinado era no fim de semana a família encontrar-se e almoçar juntos para seguir para o concerto. Tinha receio de que a avó fosse fazer o papel de menina mimada que tanto a caracteriza e fazer fita. A verdade? Não poderia ter sido melhor. Almoço a correr às mil maravilhas, muito sorriso, até o Benfica a golear para deixar o tio contente. Seguir para Lisboa e esperar, esperar muito pelo inicio do concerto. Muita palhaçada que tanto nos caracteriza, muitas filmagens para enviar para quem estava longe, embora sempre perto, muita dança.

Por acaso não imaginava poder presenciar um concerto de Kassav, foi fenomenal. São mesmo senhores da música, dos que hoje em dia não se vêem por aí. A Ary não ficou atrás, entretém e é isso que hoje se pede de um artista ao vivo. Chegada a casa e ainda deu para falar-se via facetime para a tia que choramingava não poder ter estado presente mas que tinha ouvido tudo como se estivesse presente.
Dia seguinte foi momento churrascada, como o bom tempo pede, e embora desfalcados não foi menos acolhedor.
É bom ter estes momentos e confirmar aquilo que realmente importa. Os laços familiares, fortalecidos. Assim, viver vale a pena!

...

 

E em segundos sou transportada para aquela noite quente, onde começou a acusar forte e feito o cansaço de uma semana animada, após comer umas espetadinhas de carne, comer uma cocada e descobrir histórias familiares que me fizeram rir, após mais uns momentos de riso regados a muita caipirinha e eu ouço música da boa, como há muito não ouvia e diferente de tudo o que actualmente estava na moda. Lembro-me da sensação de ter mais um momento perfeito no meio de tantos que aquela viagem me havia proporcionado. lembro-me perfeitamente da sensação de paz enquanto olhava para a TV a tentar identificar quem estava a possibilitar-me tão boa banda sonora aquele momento... Quando li O'Rappa reconheci o nome.
Vou guardar esse momento no meu coração, sem dúvida. Tal como a banda, a acompanhar daqui para a frente.

Páscoa em familia, páscoa feliz

Páscoa assim é outra coisa. Valeu a pena o cansaço que estas viagens agora me deixam no lombo, só pelo sorriso de orelha a orelha que ficou an minha avó.  Todos juntos, ali, só a familia, a comer e a beber que é aquilo que fazemos melhor, ouvir as histórias que sempre ouço, uma vez mais e ainda assim sorrir como se fosse da primeira vez. Visitar aqueles que já partiram, e sentir um nó no estômago por comprovar que ela já não está mais aqui. Passear pelo rio, ver como as cerdeiras estão lindas, constatar a beleza da primavera como há muito não me lembrava. Ter como momento alto deixar o meu pimpolo guiar o carro, momento esse em que nos fartámos de rir os dois, após uma aposta atabalhoada nossa.
O silêncio que se faz sentir, o ouvir o vento a bater nas árvores, os passaros a cantar, tudo isto serviu para recarregar as energias para mais uma etapa. São estes os momentos qe valem a pena.

Uma viagem feita de pequenos grandes momentos.

O melhor de toda a minha viagem foi a sensação de surpresa a cada momento que passava. Desde o primeiro dia que sentíamos no coração aquela doce sensação de que já estava bom e ainda assim, fomos brindados todos os dias com pequenas delícias.
Descobertas mínimas, como a alegria de conseguir fugir do temporal à ultima, de apanhar o ultimo autocarro para casa, encontrar a barraquinha certa dos biquínis, ter uma bandeja de fruta a preço da chuva que nos deliciou, ser alvo do interesse de um belo francês, ser testemunha de uma banda de improviso com músicos excepcionais, encontrar estacionamento fácil num local difícil, escolher um champô ao calhas e ser o melhor da farmácia, encontrar biquínis a preço da chuva, apanhar o táxi no espaço de 20m quando corríamos o sério risco de esperar horas para voltar para casa, ver macaquinhos gulosos que vinham ter com os turistas à procura de comida, ter um barco de translado só para nós, ficar numa das pousadas mais belas da ilha, descobrir que a caminhada para a cachoeira afinal, ainda estava no inicio, descobrir que o regresso poderia ser feito de táxi boat, comer, por mero acaso, o melhor sacolé da viagem numa praia quase deserta, ver beija-flores ou colibris (e como são belos) a um passo de distância, ouvir macacos a grunhir ou lá que som foi aquele, enquanto andávamos pela floresta, tentar saltar um pequeno riacho sem sucesso, encontrar a prenda ideal para a mummy, esperar pelo ultimo dia para comprar a canga mais bela do mundo (e conseguir), comer a meio da noite umas espetadas e cocadas e tapioca de coco com leite condensado, rir com as histórias familiares, fazer uma caminhada difícil e conseguir chegar ao destino, comer pipocas e gelado no último minuto e ainda apanhar o voo no limite de tempo disponível.

Sei que para muitos isto acima são coisas banais, eu asseguro, foi o tempero que precisámos para ter as férias perfeitas.

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