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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

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Madeira sempre mas em doses homeopáticas.

Para começar, o voo decorreu às mil maravilhas… Até chegar a ilha. Nunca na vida tive tanto medo durante uma aterragem!

“Chegada molhada, chegada abençoada” foi o que me passou pela cabeça ao sair do avião e tentar manter-me optimista em relação aos chuviscos e vento muito forte que se fazia sentir. E como não seria eu, logo nos primeiros momentos, toca de ter uma história para contar. Não é toda a gente que consegue enganar-se no transfere e QUASE ir parar a um hotel errado. Valeu ter dado conta antes de sair do aeroporto. Chegar ao apartamento e ter uma agradável surpresa, a vista maravilhosa que tínhamos sobre o mar deu para ir para a cama a sonhar com o melhor para os dias que se seguiriam.

De manhã, fui até ao centro da cidade e toca de apanhar o autocarro até ao aeroporto para ir buscar os meninos. A viagem de uma vida, tal o medo a cada curva mais apertada com a falésia mesmo ao lado. Depois de recolher o carro siga para pousar as tralhas, “pequenalmoçar” e fazermo-nos à estrada. A ideia era seguir até à Encumeada, para a levada do alecrim, mas depois de conseguirmos chegar ao topo ficámos a saber que a estrada estava fechada. Toca a mudar os planos todos e seguir para o Pico Ruivo. Fiz novamente a levada, desta vez as nuvens circundavam grande parte da ilha mas não na totalidade. Eles tiveram um cheiro do que é fazer uma caminhada deste tipo. Toca a descer, regresso ao Funchal para as compras e jantar. Depois de uma ida às ponchas, como o cansaço era algum para as meninas, toca a ir para casa, já os meninos foram à vida deles. O mais engraçado foi acordar a meio da noite a gritar, ainda hoje não entendo porquê (e não, não era um pesadelo).

De manhã, enquanto os putos recuperavam, eu pensava numa forma de ocupar o meu tempo. Decidimos do pé para a mão seguir para a praia na ponta de S. Lourenço, precisava partilhar com alguém a experiencia de estar ali. Primeiro ainda passámos pela igreja do Monte para que a N. pudesse conhecer. Já na praia ela confirmou o que eu já sabia, só lá estando para perceber. Apesar do vento de Norte, estávamos muito bem na praia, só regressámos porque o tempo era contado e o almoço fazia-se esperar. O mano adiantou o comer e seguimos para a zona norte da ilha, passando pela ponta do pargo e toda a estrada secundária. Demorámos uma eternidade para chegar a Porto Moniz e encontrar um tempo de caca. Regressámos ao Funchal já que na noite anterior tinham-nos falado de uma festa e decidimos experimentar. O melhor que poderíamos ter feito. Tal como há meses tinha comentado com a minha S., precisava mesmo de uma party com som “a sério”, não imaginava era que seria preciso ir à ilha para que isso acontece-se! Tivemos de sair para comprar as restantes coisas para o jantar. E que jantar, com direito a vista privilegiada do fogo de artifício e tudo. Saída para mais uma volta pela cidade e não aguentei como era suposto ir para seguir para a noite de copos.

Domingo era dia da caminhada a sério. Toca de subir ao Pico do Areeiro, passar pelos Balcões e seguir para as Queimadas. Comer antes de iniciar esta ultima levada e seguimos a pensar nas horas que viriam. Que levada maravilhosa, indiscritível! Fizemos o percurso, ida e volta em 2h50m. Ainda sobrou tempo para podermos usufruir da piscina e dos últimos raios de sol. Final do dia foi a degustar as comidas que tanta gente fala, provar polvo (não gostava), batata doce com mel, milho frito e espetadas de atum, beber umas ponchas (claro) e regressar para arrumar tudo.
Foi um bitter sweet feeling regressar a Lisboa com a mesma sensação de querer voltar à ilha, com as altas expectativas excedidas… Não entendo o porquê de me sentir tão atraída ao raio da ilha!

Fim de semana perfeito, o começo ideal para iniciar o verão de 2014.

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