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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Natal, Família, Amizades

Visitei Angola. De todas as viagens que tenho feito, esta foi a que mexeu mais comigo. Visitei o país que viu os meus nascer. Visitei o país que tinha medo de encontrar. Visitei uma realidade que me abalou de tal modo que ainda hoje não encontrei as palavras correctas para o descrever.
Desde que sobrevoava a costa, via de cima cores novas, o amanhecer de uma cidade desconhecida, apaixonei-me. Não engano ninguém, para quem vai numa primeira fase não deixa de ser um choque mas eu estava, de facto, preparada para o pior e cheguei a ser surpreendida pela positiva.

Eu não tinha noção da necessidade de conhecer este canto do mundo até lá estar. Conhecer família que se julgava perdida para sempre, abraçar família que nunca vi mas que senti instantaneamente o amor que existia. Abraçá-las pela primeira vez foi um momento tão afectuoso, tão completo que a única coisa que consegui fazer foi chorar. Apaixonei-me pelos primos que não conhecia, pela pureza das almas, pelo carinho com que fomos tratados.
Descobrir os locais, as belezas naturais e perceber que a eles só falta o acesso a melhores condições de saúde e de educação porque o resto, que é tanto, eles têm . Fez-me ter uma perspectiva muito diferente da vida. Não, não acho mesmo que em Portugal sejamos muito mais avançados como nos querem fazer acreditar. Temos casas e educação, é verdade e é claramente um beneficio incomparável mas há tanta coisa que lá ainda dão importância que aqui já está perdida que fiquei a questionar quem é, realmente, o evoluído.
Fiquei com vontade de conhecer o país de lés-a-lés após visitar a praia quase deserta, a cachoeira, ver os vestígios da guerra, encarar o pó tão típico. O encanto que foi ouvir as histórias da guerra e perceber o quanto esta danificou a mente dos meus tios que nela foram obrigados a participar… Perceber a bondade e a tristeza da minha tia mais velha que passou por tanto, perceber que a minha tia mais nova tem a genica, a humildade e a paciência da minha mãe. Perceber que eu partilho muito da personalidade do meu tio e tornou-se um dos que mais me marcou… Perceber que ali ficou um pedaço do meu coração, ali, onde nunca antes tinha estado e que me senti de imediato em casa no primeiro minuto.
Para sempre vou-me recordar da noite de consoada e de natal, com a lua como candeeiro a partilhar histórias e conhecimentos, encantada com a pureza e simplicidade do momento.
Sair de lá com o coração na boca porque a verdade é que não sei se teremos a hipótese de estarmos juntos… Saber e aguardar com toda a esperança do mundo que sim, isso irá acontecer.
O restante da viagem resume-se em estar com as amizades que me acompanham desde a minha adolescência. Foi bom cimentar e perceber que há, de facto, pessoas com quem tudo flui com naturalidade. Passagem de ano pacífica, a agradecer o ano fabuloso que tive e a desejar uma continuação de boas colheitas para 2016.
Foi a despedida que 2015 merecia, uma viagem que foi exactamente como era suposto ser, uma viagem perfeita.

Momento desabafo do dia

Acho que não estou preparada para esta mudança nas minhas amizades, em que algumas sedimentam-se e outras, que pensava inabaláveis, tremem que nem varas. O pior é que sinto que isto não se trata apenas de uma fase!
O tempo dirá se tenho razão.

E embora soe a menina mimada e egoísta

A verdade é que esperava mais de ti. Depois de 3 semanas sem qualquer notícia e uma vez mais ser necessária uma mensagem de minha parte, um “eh pá, sinto muito” ou “estás bem?” ou até um “Qualquer coisa estou aqui” teria bastado. Para mim um “os meus pêsames” não foram suficientes. Soaram-me a distanciamento e a verdade é que deixou-me triste. Poderá até ser impressão minha, drama meu, mas a verdade é que bem sabemos que quando estas sensações se começam a apoderar é porque algo de errado está a acontecer. Vou dar tempo ao tempo e deixar que me mostre a minha razão ou não. Afinal, para mim a amizade ou é para os bons e maus momentos, ou não é, deixando de ter razão para ser… A ver vamos!

Dia de férias não é sinónimo de descanso

Segunda -feira, pensava eu que iria descansar para a caminha já que essa era a intenção quando pedi o dia no trabalho, recuperar... estava bem enganada. Siga para Oriente, almoço entre "família" para aproveitar que a grande maioria está toda na cidade. Não sem antes felicitá-lo numa conversa que facilmente me recordou o porquê de ter sido especial! Siga para esplanada e ver o jogo da selecção no parque Eduardo VII. Chegada tardia a casa e aí sim, cair na cama e aterrar em 3 tempos...

Do pé para a mão é melhor

No final de mais um dia de trabalho, deu-me para  ligar para ela. Combinámos um encontro e depois de eu ter deixado a cozinha limpa e arrumada, como estava mesmo a precisar, resolvi ir ao seu encontro. Depois de um jantar em que se resumiram os últimos 4 anos da vida familiar, partimos às compras e seguimos para o Hotel. Mais conversa, agora com temas mais alargados, ficámos a falar até às tantas da madrugada. Acordar cedo, preparar-me muito l-e-n-t-a-m-e-n-t-e, descer para o pequeno almoço e vir para o trabalho como se não fosse nada!

Maravilhoso, simplesmente divinal começar o dia desta forma. Apesar das pouquíssimas horas de sono, sinto-me revigorada…

Gosto disto

De combinar um jantar do pé para a mão com um amigo porque já não estávamos juntos há um ano, de virarmos uma jarra de 2L de Sangria, de comermos um gelado maravilhoso, de me rir que nem uma tola com o "brainfreeze" que o moço sentiu. De colocar a conversa em dia e reparar que um ano mudou-me mas também mudou a ele. Cresceu.

Foi bom.

Acho que me repito.. Mas não faz mal

Olho à minha volta e as minhas amizades ora estão apenas preocupadas em pagar contas, ora em casar e ter filhos! Ora, cada um sabe de si e dos seus projectos de vida. Mas começa a fazer-me uma confusão dos diabos apontarem-me o dedo quando eu digo que vou passear, viajar ou então quando tenho planos que envolvem sair, dançar e beber ou jantar fora a meio da semana. Não poucas vezes olham para mim como se eu fosse uma troglodita esbanjadora, e dizem-me com aquela cara de sofrimento quando eu convido para algo “ah pois, não tenho dinheiro”. Entendo que vocês fizeram a vossa escolha, mas não olhem para mim como se eu tivesse ganho no euromilhões. Não tenho culpa de gerir tremendamente bem o meu salário. Não tenho culpa de optar por ter dinheiro para pequenas viagens ou desejos de ultima hora em detrimento de um carro novo, XPTO, ou do último modelo de smartphone (já não posso com as maças à minha volta). Aliás, o meu computador é o mesmo desde há 13 anos e enquanto der para formatar e comprar um ou outro componente, irá ser o mesmo.  As opções que fazemos são isso mesmo, não hajam como se fossem uns coitadinhos porque a vossa vida não é mais do que trabalhar para pagar contas. Foi a vossa escolha, deal with it.

Isto poderia passar-me ao lado se não fosse a cara de infelicidade de uma ou outra pessoa que trago no coração. Por alguma razão vejo espelhado naquela cara o descontentamento com certas situações na sua vida e em nada posso fazer para ajudar. Deixo andar (cada vez mais afastada, é um facto!) na esperança de que as nossas vidas continuem a estar cruzadas.

Agora, não me apontem o dedo por eu ter escolhido aproveitar a vida antes de me dedicar a outros sonhos que sei que me irão condicionar para sempre.

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