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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Outro ciclo

Términos, recomeços... Estes últimos meses isso me trouxeram. Como sempre imprevisibilidade a comandar o dia-a-dia. Férias a revisitar cantos de Portugal que amo. Depois de 12 anos regressei ao Gerês e isso foi um marco. Pensar desta forma deixou-me assustada com o passar apressado do tempo. Ainda assim, saber-me tão diferente, evoluída deixou-me feliz. Um passei-o que culminou nas aguas quentes a assistir o nascer da lua mais belo em muito tempo. Passar pelo Algarve, percorrer vários quilómetros, sempre em descoberta. Momentos apaixonados, momentos tristes, momentos muito alegres e mais alguns capítulos a escrever neste livrinho que é a minha vida. 
A vontade de regressar a esses dias já se instalou. É aguardar para que possamos repetir mais cedo do que pensamos.

Do ano de 2016

Cinco coisas a implementar:

  • Mudar hábitos alimentares. Não, não me sinto híper gorda, não me sinto mal com o meu corpo, não quero voltar a ser o pau de virar tripas que sempre fui. Simplesmente quero adoptar um estilo de vida mais saudável nesse campo porque eu como realmente muito açúcar. Quero diminuir a quantidade de carne ingerida, qualquer tipo de carne. Branca ou vermelha.Quero também começar a comer muito mais vegetais. Nos últimos meses a quantidade de fritos que tenho comido tornou-se pornográfica. Acho que estou completamente viciada em batatas fritas. Por fim, quero começar a fazer mais refeições em minha casa. Isto será o mais difícil já que o meu pecado é a preguiça. Ter a mãe a “obrigar-me” a ir lá jantar também não facilita em nada. A ver vamos.
  • Fazer uma das minhas viagens de sonho. Já se sabe, agora que lhe tomei o gosto é aproveitar e desde o final de Agosto que venho a desenvolver com mais vontade a decisão de fazer uma viagem sozinha. O destino está escolhido há muito, falta-me a coragem... E os dias de férias, não é fácil conciliar mas conseguirei.
  • Ter menos medo de dizer aquilo que penso. Aqui refiro-me à capacidade de ter muito poucas conversas de circunstância, para as quais não tenho jeito nem aptidão, e sim focar-me em falar sobre aquilo que realmente me vai na alma, por muito profundo, lunático ou irrelevante que possa parecer.
  • Exercício físico. Não quero matar-me em maratonas (já tive a minha cota-parte de corta-mato na escola), mas já que tenho a possibilidade de usufruir de um ginásio à borla, vou ver se começo a utilizá-lo 2 vezes por semana. De todas as coisas na lista, esta é a que menos me preocupa.

E foi isto que escrevi no final do ano passado. Lembro-me de escrever isto no final de 2015 de forma totalmente desprendida. Lembro-me de pensar que teria e publicar isto para que não me esquecesse de publicar e na hora H sempre havia algo que me fazia esquecer. Deixei ali de lado. Hoje, ao rever as coisas aqui no pc para limpar o que precisa ser limpo, deitar fora o que é lixo, encontrei o texto e sorri. Tirando a parte da utilização do ginásio (a ideia é muito bonita mas depois de 10H de trabalho a ultima coisa que apetece fazer é manter-me no edifício por mais 1h) a lista foi cumprida. Diminuí ligeiramente o consumo de açúcar (é o verdadeiro diabo, qual heroína, qual quê), já ando a limitar o consumo de carnes vermelhas para raramente e carnes brancas só de vez em quando. Deixei de beber leite, nos derivados apenas consumo manteiga (no pão é a melhor coisa do mundo), estou aos poucos a introduzir a utilização de massa/arroz integral e por aí vai. 
A minha viagem de sonho foi feita na Tailândia, sozinha, a fazer o que me desse na telha. A melhor experiência da minha vida, serviu para eu me focar, eu perceber qual a direcção a tomar par a minha vida agora. Foi fenomenal, maravilhoso, mesmo.
Por fim, quanto a dizer o que penso, os últimos 6 meses do ano provaram que é uma maneira de estar. Muitos me chamam agressiva porque não sei amaciar aquilo que digo, sou directa e curta e muitos não aprovam. Mas eu sinto-me melhor assim portanto, é para continuar.
Com isto, vou fazer uma lista para implementar em 2017. A ver se termino o ano a picar tudo o que pude alcançar como agora.

Uma chapada bem dada

Detachment (O substituto)

Não tinha, sequer, ouvido falar deste filme. No meio de tanto lixo que polula pelos cinemas acabei afastando-me de qualquer tentativa de história contada porque sentia que nada me preenchia. Até que, completamente, sem querer encontrei-o e devo dizer que era mesmo isto que precisava.
Um abre olhos para a sociedade em que vivemos, destruída na sua base criando este ciclo vicioso de tristeza, falsidade e destruição. E tudo porque procuramos algo que nos complete sem sequer pensarmos que aquilo que nos destrói é a distância que temos de nós mesmos… Tanto para analisar, tanto para pensar que é um óptimo acordar. Triste, elucidativo, brilhante.

Das coisas que me deixam mesmo feliz

Eh pá... Descobri como fazer um chocolate quente em casa que me vai fazer poupar uns bons trocos.
Partilhei com a A. para que ela me pudesse confirmar se era da minha cabeça ou se, de facto, tinha descoberto a 8 maravilha culinária da minha vida. Fica cremoso, guloso e suave, eh pá, só de escrever começo a salivar. Como é óbvio, ela confirmou e agora tem sido a loucura para eu conseguir me segurar e não fazer a receita todo o santo dia.