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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Sobre as experiências

Durante a minha mais recente viagem deparei-me com algo que ouvia falar várias vezes mas que só agora entendi na sua plenitude. Aqui a experiência foi chave (aliás como sempre é) para que eu percebesse a estupidez de que por vezes nos deixamos levar.

Ora, ao visitar esse belo local chamado Wat Phnom quis aproveitar o momento da melhor forma possivel. Tentei nao me focar em tirar fotografias mas apreciar de facto os seus espaços, o silencio, o barulho dos animais, enfim, perceber os encantos de um templo com vários séculos. E qual não foi o meu espanto quando me apercebi que era a única a fazê-lo. Sim, a única que me lembrei de o fazer.

Fiz um pequeno experimento, num dos  locais mais requisitados para tirar a bela da selfie. Ora bem, sem exagero, a cada 10 segundos os actores mudavam mas a cena era a mesma: chegada, pose, foto tirada e partir para o próximo local. Ninguém, durante os 3minutos que tirei para verificar se a minha impressão era correcta, se deu ao trabalho de antes ou depois de tirar a foto olhar para o local, apreciá-lo. NINGUÉM!

Tempos estranhos estes.

A promisse of spring

Agora mesmo, ao regressar do trabalho, enquanto via o amanhecer maravilhoso com um sol vermelho e um céu em tons de rosa e roxo, pensava em como nao poderia ter um melhor indicador do mês de Maio que entra. Ontem choveu, trovejou, o céu parecia que ia desabar. Durante a noite um nevoeiro cerrado e agora uma manhã esplendorosa.
Maio será só boas surpresas.

E levar o casamento a sério, não?!

A proximidade dos 30 está a assustar-me. Não da forma que assusta à maioria dos que me rodeiam, como o ficar mais velha, perder as oportunidades da vida e tudo isso. Não nesse sentido. Os 30 assustam-me porque tenho uma forma de levar a vida com bagagem suficiente para perceber que já tenho uma opinião demasiado vincada sobre o que é isto de aqui estar.

Actualmente, as relações que vejo desenvolver estão na sua maioria no saco de relações sem amor.
Há companheirismo, amizade, carinho mas amor não posso acreditar. Quando vejo casamentos onde uma das partes trai vezes sem conta; quando vejo que uma das partes estrangula o livre-arbítrio da outra “porque tem de manter o controlo”; quando vejo casais onde não existe qualquer resquício de cumplicidade, perco totalmente a vontade de partilhar a vida com outro alguém. Continuo convicta de que, para um dos lados trair é porque não ama e aí ainda não houve quem me fizesse pensar o contrário. Pode ser que se apaixone por outro/a , isso é outra coisa, mas a traição, para mim, é acima de tudo o desrespeito.
Acredito que a maioria casa ainda apaixonado mas não deixa de ser, de certo modo, precipitado. Vejo que as relações começam numa brincadeira, crescem a partir daí, a paixão surge fazem-se planos para o futuro e pronto, a coisa fica mais para o apego entre duas pessoas do que real amor! O casamento porque tem de ser, porque sempre se quis casar ou porque a família assim impõe ou porque é esse o caminho que todos seguem, cedo começa a deteriorar-se. E depois do casamento siga para filhos, outra vez porque assim foi ensinado que tem de ser. E caramba, a maioria de nós quer realmente ver o ideal de família própria realizado. Vão definhando aos poucos porque quiseram permanecer no que era conveniente… no que era cómodo.

Não quero com isto dizer que não se deve arriscar, quero apenas transparecer que há muito boa gente que se ilude atrás do sonho de casamento e depois percebe que aquela pessoa não era a tal, nunca foi e, lá bem no fundo, sempre souberam. Muita gente que teve todos os indícios para não arriscar e mesmo assim deixa-se levar… O romantismo a isso obriga.

Hoje eu pondero tudo isto. Pondero a realização de um compromisso só porque sim. Pondero colocar no mundo uma criança para suprimir uma qualquer falta interior, ou pior e que também vejo muito, para calar a parte qeu quer muito ver realizado o sonho da paternidade. Actualmente, prefiro estar só e nunca vir a realizar um dos meus sonhos pessoais, a entrar para a esse grupo de pessoas que se iludem para pertencer a um círculo que vai-se a ver e até nem gostam.

 

Há aqui vários pequenos detalhes que nos levam para outros campos mas não me quis alongar. Este texto pode ser só tolices de alguém que cairá na esparrela amanhã, é o mais provável, mas é nisto que acredito, hoje. Amanhã posso mudar de ideias, quem sabe… Espero que não.

A vida corre-me bem?!

Ora vejamos, tenho tido a hipótese de realizar todos os sonhos a que me proponho, o trabalho continua a correr bem, os planos de última hora vão alegrando os meus dias e raramente sinto menos falta daquele “algo” que sempre esteve presente!

Tenho tentado perceber o que me continua a agradar e a afastar do que, e de quem, me desagrada ou não acrescenta nada de bom à minha vida, continuando, no entanto, a desejar uma vida feliz a quem seguiu por um caminho longe do meu.

Vou tentando melhorar características muito próprias e por vezes incompreensíveis para os outros ainda assim aceitando-as, até porque fazem parte da minha essência.
No fundo, vou-me permitindo ser quem eu sou, sem sentimentos de culpa ou de inferioridade e isso só pode ser bom.

Se a vida têm-me corrido bem? Após tudo isto, só posso ter certeza de que sim, com a certeza de que ainda pode melhorar!

E tudo porque vi aquele casal no carro, a dormir

Vi o casal a descansar, como eu ja fiz outras vezes depois de longas horas de condução e pus-me a pensar na saudade que tenho de fazer outra viagem do genero!
Já me perguntei se o meu gosto/paixão pela condução é a minha vontade inconsciente de fugir de algo.  Ou então, se é a minha vontade de encontrar a todo o momento algo novo, neste caso, paisagens. Partir, gosto bastante e começo a ficar viciada nesse sentimento. Não é na expectativa da viagem em si, hoje em dia já não é isso, mas sim o momento de saber que a partir dali, algo novo irá acontecer a cada segundo, alerta-me melhor para o momento presente.

Ainda agora regressei e já quero voltar a repetir uma qualquer façanha. Não sei porquê, este desejo de partir e descobrir cada vez tem sido maior… É como se estivesse, de facto, à procura de algo e/ou alguém... O contraditório é ser num momento em que me sinto tão ligada a mim mesma!

Enfim, pode ser que na próxima partida eu encontre o que procuro...

E tu? Já deste a louca?

Esta expressão brasileira é perfeita. Dar a louca é tudo o que precisamos de vez em quando para manter a sanidade. Quando estamos fartos de viver segundo as regras alheias e convenções sociais, o dar a louca é o verdadeiro grito de liberdade, de amor-próprio. Eu já dei a louca, já me vi perante aquele momento em que gritei a plenos pulmões "que se foda o mundo, o que interessa mesmo sou eu". Sim, porque quando a minha vida acabar, por muito que possa haver quem sinta a minha falta, a maior lesada serei eu. Tenho a certeza de que se as pessoas tivessem menos medo de serem elas mesmas, dariam a louca muito mais vezes, iria virar moda.

Experimenta dar a louca para perceberes o quão libertador é... Vale a pena.

Mudar a perspectiva

Falava agora mesmo com a minha amiga do coração sobre a fase em que me encontro. Tentava, em vão, explicar que não é porque não tenho um anel na minha mão que aquilo que eu sinto (e que sinto que sentem por mim) deixe de ser válido. Tentava explicar que estou numa posição diferente na minha vida e que não estou cega de amor.

Apercebi-me durante o discurso que estou mais forte, mais segura, mais eu. E tornou-se claro como a mudança de perspectiva em relação à vida pode alterar profundamente uma pessoa.
Claro que toda esta jornada não teria sequer iniciado se não fossem as sessões de terapia. Precisei dessa base para melhor me perceber, melhor identificar (e separar) os traumas que eu tenho e melhorar a minha auto-estima. Apercebi-me que a vontade de querer conhecer-me e respeitar os meus sentimentos pode abrir um novo leque de emoções. Deixei de ver toda e qualquer relação com o outro por fora, e sim aquilo que eu queria realmente daquela pessoa. Em relação a família, amigos e amor. Hoje em dia noto que me afastei (ou venho a afastar) de algumas pessoas de forma muito natural. Não me apetece fazer o frete de estar com alguém, não estou, deixo-me de preocupar tanto com o “certo” ou “não fica bem”.

 

Em relação ao amor, tudo isto tomou uma nova amplitude. Paro, ouço o meu coração e faço poucas perguntas simples:


Ele respeita-te?

Ele gosta de ti?

Ele demonstra-o?

Ele faz-te feliz?

 

E uso apenas isto como base para a pergunta definitiva:

 

É isso que quero?

 

Invariavelmente, a resposta tem sido sim. A partir daí, se me apetece ligar, não quero saber o que ele vá achar, o que o mundo irá achar, ligo. Se me apetece pedir mimo, peço. Se quero beijá-lo, beijo. A única preocupação é saber se ele quer. Como sei que sim (até agora tem sido) não preciso de mais nenhuma outra questão que me vá derrubar e deixar no limbo da incerteza, do medo e da insegurança. Aprendi a abraçar as condições de sermos obrigados a viver a vários quilómetros de distância, sem confirmações de quando nos vemos ou como.
Deixo-me ir nesta maré, enquanto não começarem a surgir questões que me façam ver que já não vale a pena.

Para isso a minha postura mudou de forma simples. Ouvir-me! Afasto os burburinhos dos outros, as imposições dos outros, os traumas ou certezas alheias e deixo fluir aquilo que o meu coração realmente quer. E tem dado certo, muito certo.

Geralmente, quando penso numa das minhas inseguranças, em vez de sair a espingardar comentários (geralmente baseados em ilações erradas) penso no que estará em falta em mim para que eu haja de tal forma (isto claro, quando o outro lado nada fez para que me sinta tão incomodada). Outro exemplo que posso dar é, ao invés de chorar “porque ele não me responde à mensagem”, pensar no porquê de eu necessitar assim tanto que essa mensagem chegue?! Será que esse sentimento de segurança terá mesmo de partir dele, ou de mim própria?!

A diferença é olhar para dentro e a partir daí melhorar-me a cada dia.

No fundo, acho que toda esta experiência de vivermos um amor é apenas e só a descoberta de nós mesmos. Se assim quisermos, podemos ir descortinando aquilo que nos faz bem, que nos sabe bem e afastar tudo o que sobra - O resto, é resto. Claro que o bom senso também terá de ser usado, mas no fundo a ideia é esta, ouvir-me. Geralmente tenho sempre razão.

Psicologia de algibeira!?

Hoje apetece-me escrever sobre a minha rebeldia recente para com a vida, o modo de vida.
Muito por acaso (e também pelo meu espírito crítico) vi-me obrigada a mudar atitudes ditas normais e abrir um pouco a mente. Já o vinha a fazer a alguns anos (crescimento?!) mas agora decidi deixar para trás a pele de cobra que me acompanhava, aquele resto que teimava em manter-se ali, deixei ir.

Desde pequenas que vamos ouvindo aquilo que se torna cliché, que até pensamos ser o correcto (se o dizem é porque é) e vamos emprenhando de ouvido a vida toda. Coisas que têm toda a pertinência de ser, tornam-se clichés. E tudo o que é cliché mais tarde ou mais cedo é desvalorizado. Conceitos que deveriam ser tidos mais em conta para a nossa sanidade, são descartados e tomados como uma garantia. No fundo, muito pouco de nós compreende o que aquilo significa. Escrevem-se mil e um textos, bonitinhos, com palavras floreadas, causa risota e sentimentalismos, mas a verdade é que são relevados, passados para segundo plano na hora de interiorizar, na hora de entender a fundo.

A questão do amor-próprio é uma delas… Caramba, desde sempre que ouvimos que o amor-próprio é a coisa mais importante. Pois é, tentem perguntar à geração a seguir a mim, o que é isso?! Caramba, perguntem a toda a minha geração ou à geração anterior.

Amor-próprio hoje em dia é confundido com vaidade. Vejo tanta mulher por aí que se acha a última bolacha do pacote, e no fundo vive numa tristeza que dá dó. Amor-próprio é tão difícil de conceber - por mentes constantemente influenciadas pela sociedade,  pela fabrica que é viver em sociedade hoje em dia – que ficam a achar que amor próprio é a necessidade de sentir-se melhor do que o outro. Aquela necessidade despropositada de provar algo a alguém, porque no fundo não sabem respeitar-se verdadeiramente. Não se amam.

 

Foi devido ao episódio de hoje que me pus a escrever este texto. A minha amiga A. lembrou-se de me enviar um link que prontamente abri. Qualquer coisa que ela envie com a palavra ME-DO eu corro para ver. Clico e encontro fotografias, morada, telefone, tudo. Primeiro pensei que algum namorado com dor de corno tinha-se dado ao trabalho de fazer aquele blog, mas depois percebi que não. Era uma puta mesmo, que resolve utilizar aquele meio para publicitar a sua ocupação e angariar clientes. Sorri pois as fotografias da senhora, para mim patetas, são interpretadas por outros como sensuais. Mesmo assim, no fundo pensei que se ela o faz por ela, se ela assume tão explicitamente o que faz da vida e sente-se feliz, sorte a dela. Não posso criticar, you go girl.

 

Por incrível que agora me pareça, tenho sido cada vez mais condescendente com aqueles que escolhem o seu caminho e assumem a sua vontade. Aprendi à lei da chapada da vida o que é isso de saber amar-me. De saber respeitar os meus sentimentos, aqueles mais profundos que, por vezes, até temos vergonha de partilhar com os mais chegados. Aprendi a olhar para dentro e discernir e seguir a minha vontade inata, regendo-me pelos meus valores. Só para exemplo, aprendi que se eu sou de me dar. Não tenho de me sentir culpada porque o outro acha que sou otária por dar tanto – dar amor, dar atenção, dar carinho... Só eu sei porque o faço, só eu sei o que sou e só tenho de me manter neste trilho. E não consigo mais apontar o dedo como antes fazia.

O meu intuito principal neste momento é satisfazer a mim. Pôr-me em primeiro lugar e não tem como isto dar errado. Quando os nossos valores não colidem com a ideia de respeito pelo próximo, quando estão virados para o certo, o conceito de egoísmo só tem a dar certo.

Apercebi-me que o meu amor-próprio fez com que me cansasse de levar a vida como os outros a vêem, vou tratar de escrever a minha própria história. E o amanhã a deus pertence.

O frio também faz parte

 

Aprendi a apreciar a beleza de dias frios como os de hoje... A sua singularidade, a falta que me faz, assinalando a estação em que me encontro. O frio, que me deixa aconchegar na cama cheia de cobertores. O frio que me recorda, não poucas vezes, de como o coração se encontra quente!

 

Sou repetitiva

Quem lê este espaço já se deve ter dado conta disso mesmo. Repito pensamentos, sentimentos e frases com alguma frequência. Afinal são a minha essência. Daí que reler alguns pontos deste espaço torna-se engraçado até para mim. Apesar de tudo, as minhas convicções e sonhos são os mesmos, e de há uns anos a esta parte, cimentaram-se ainda mais.

Peço o mesmo sempre, não sei o que pedir que seja melhor, os meus desejos são tão repetitivos. Contudo, hoje apercebi-me de algo que me faz ponderar na minha crença no destino. Aquele pedaço de nós que quer acreditar em algo maior, pois não consegue arranjar justificação válida, é posto à prova. Reparamos que, talvez, as pessoas colidam  e até encaixem, porque é assim que deve de ser, é assim que é suposto. Num mundo hipotético, quem sabe e a história de dois (ou mais) seres entrelaçarem as suas vidas, seja obrigatório. Para crescimento a vários níveis. A dor que daí possa advir, o amor, a consciencialização até do próprio individuo, tanta e tanta coisa. E penso também que, nos desígnios que ninguém entende,  haja um momento em que te cruzas com AQUELA pessoa, e que, apesar de tudo, ainda não seja a vossa hora.

Essa ideia mais romântica até da vida, por vezes,  é procurada por mim e qual não é o meu espanto, quando verifico ao olhar para trás situações que fortalecem estes devaneios. Desde o ínicio, e apesar dos sentimentos serem dos mais sinceros de parte a parte, o destino sempre arranjou maneira de nos manter afastados. Como ele diz, “a vida encarregou-se de nos afastar à força”.  Ora por insegurança, ora por saúde, ora por questões profissionais... Caramba, se o conceito de destino for real, por alguma razão ele mostrou e demonstrou que “eu e ele” não era suposto ter acontecido, não naquela altura. E nós escutámo-lo. Custou, mas teve de ser, e o pior é que agora olho para trás e apercebo-me que foi realmente o melhor!
O caminho trilhado o ano que passou foi uma forma de me permitir vislumbrar novos horizontes, perceber que a jornada que julgava acabada ainda ia a meio, que tinha questões por resolver, desta vez mais profundas do que eu sequer me poderia recordar.
A vida tem meandros singulares  e embora eu viva neste momento curiosa com o que ainda aí possa vir, a verdade é que, cada vez mais e com cada vez menos resistências (ao contrário do que tem sido até aqui), deixo-me embalar e  faço como o outro apregoava na sua música “deixa a vida me levar”!

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