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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Outro ciclo

Términos, recomeços... Estes últimos meses isso me trouxeram. Como sempre imprevisibilidade a comandar o dia-a-dia. Férias a revisitar cantos de Portugal que amo. Depois de 12 anos regressei ao Gerês e isso foi um marco. Pensar desta forma deixou-me assustada com o passar apressado do tempo. Ainda assim, saber-me tão diferente, evoluída deixou-me feliz. Um passei-o que culminou nas aguas quentes a assistir o nascer da lua mais belo em muito tempo. Passar pelo Algarve, percorrer vários quilómetros, sempre em descoberta. Momentos apaixonados, momentos tristes, momentos muito alegres e mais alguns capítulos a escrever neste livrinho que é a minha vida. 
A vontade de regressar a esses dias já se instalou. É aguardar para que possamos repetir mais cedo do que pensamos.

Bate, bate, bate nas portinhas do céu

A cada vez que eu me ponho a pensar no último fim de semana surge um sorriso no meu rosto. Na sexta, ao entrar no autocarro, eu sabia que iria ser bom mas bolas… Foi tão melhor do que poderia ter imaginado.
Ao chegar, os 3 homens foram-me buscar, toca de cumprimentar de forma especial com prenda para começar bem a noite. Seguimos para cumprimentar a tia e jantar. Cumprimentar os segundos tios, preparar a caminha para os rapazes e seguir para os copos. Foi só rir principalmente por ver que o estado em que o T. se pôs. Como se não bastasse, ainda andou a martelar na cabeça de um dos putos que estava no bar (se a gaja quiser fazer um ménage, tu aceita, aproveita enquanto és novo)! Ouvir Pearl Jam, como não poderia deixar de ser, ficar na conversa até às 4h00 e seguir para casa para podermos descansar para a Boda.
Sábado 22, toca de acordar às 8h30 e ficar na paleta com a tia, preparar-me com o máximo de stress possível, despedir-me do T. Seguirmos caminho para a igreja, aperceber-me da péssima escolha para sapatos que eu fiz, graças a deus as botas que tinha como plano B. A emoção que tomou conta de nós ao vermos a entrada do noivo enquanto o coro cantava “Fix you”, comprovar que a noiva estava uma beleza que dava gosto, o momento de troca de olhares durante a sua entrada foi magnífico. Utilizar a capa de curso para a primeira surpresa a fazer aos noivos. Amei ver o sorriso com que o noivo estava, acho que nunca o vi tão feliz. O momento das fotografias, em que o grupo da desgraça teve de ser chamado pela noiva porque nenhum tinha percebido que já estava na hora. Ficará marcado na minha mente o momento de cortar o bolo, quando começou a chover a sério e tornou o momento fenomenal, ali acreditei que aqueles dois estavam, de facto, a ser abençoados.
Ficar a dançar e a cantar com os noivos até fecharmos o salão, perceber o quanto eles estavam apaixonados, ver o noivo a chorar pela segunda vez de emoção, ter o privilégio de testemunhar a quantidade de amor que se sentia naquela sala.
Voltar para casa às 5h00 da manhã, ficar na conversa até às 7h30. Preparar as tralhas, almoçar uma pizza enquanto se faziam planos para uma próxima reunião. Despedir-me e rumar a casa.
Poderia deixar mais detalhes mas estes bastam para me recordar de um dos melhores fins-de-semana que eu tive em 2016. Regressei de coração cheio e com uma prenda, assim vale a pena.

Fim de semana 5*

Sexta feira foi a reunião lá em casa. Cada vez mais aprecio estes momentos entre o pessoal, em local diferente que a terrinha. Confirma-se a velhice, era 00h00 e já estavamos todos rotos e com sono. Sábado foi o encontro com a N. e com a N., J. incluído. Um passeio de tarde, a comer crepes na Amorino (um dos melhores locais para gelados na capital) transformou-se num serão tardio, com a minha chegada à 01h00 a casa e que só não se prolongou porque não tinha levado carro. Há muito tempo que não me ria tanto, foi um verdadeiro prazer passar a tarde com as meninas. E apreciar as novas amizades qeu se vão fazendo. Quem diria, um acaso uniu-nos e agora, será para manter. Gosto disto, gosto mesmo.

AAAHHHH, as férias

Já acabaram e o regresso ao trabalho tem custado mais do que posso descrever. Não paro de pensar nos passeios de bicicleta, a pedalar por 45m pela terrinha, a subir e a descer, naquele cenário tão especial. Andar de kayak com as minhas pequenas, fazer stand up padle... É assim que gosto de praticar desporto, ao ar livre, sempre a desafiar os meus limites, a tentar superar-me. Soube-me bem, valeu a troca de horários de sono, com conversas tardias, estar às 2h da manhã na conversa como se fossem 20h00 tal o calor, rir-me com as minhas pestes como se não houvesse amanhã. Jantar constantemente às 22h00, alegremente, a aproveitar as conversas tolas que o pessoal ia tendo. Ficar encantada e de sorriso no rosto por receber uma resposta inesperada da minha crush de juventude (é para isto que temos o face, certo, para reencontrarmos amigos que a vida afastou). E o ter ido conhecer Aljezur em 3 dias?! A melhor coisa que poderia ter feito. Fiquei apaixonada. Fazer surf “à séria” (pena a minha lesão ao final do primeiro dia), conhecer pessoal novo, ficar alojada num dos melhores Hostels em que já estive, rir-me às gargalhadas com a nossa nova companheira, jantar aqueles manjares do céu, apanhar a bebedeira do ano (fiquei num tal estado que garante que a narda anual está feita), conversar com a minha N. sobre a vida e perceber porque ficámos tão próximas apesar de a sua relação ter acabado. Até as infindáveis horas para cima e para baixo, a conduzir e a ser conduzida, não fizeram mossa no meu humor. Agora é aguardar por mais 2 dias para a festa e pronto, darei por terminado o final do verão… Se bem que ainda tenho a sensação de que ainda muita água irá correr. Veremos.

O meu fim de semana foi melhor que o teu

A família veio em peso para o jantar de aniversário. Na sexta siga para copos com pessoal mais novo, e viva o cais e um bocado de música 80as e 90as. Até de manha, com um andamento que vai lá vai. PERFEITO!
Sábado com muito custo lá nos levantámos, depois de 4 horas de sono. Almoço que duram horas e enquanto metade foi ver o Benfica, a outra metade seguiu para curtir os trampolins. Um fartote, rimo-nos tanto que já nem forças tínhamos para saltar. As dores musculares e o cansaço começaram a aparecer. Isso e o lábio inchado, resultado de ter caído de boca no trampolim e trincado o lábio… e queimado a cara, but all is good, passar por água e seguir aos saltos. Vale muito a pena.
Saída, rumo ao restaurante com um atraso de hora e meia (os senhores do restaurante foram uns santos). Arranque para disco e chegada a casa tardia. Acordar com ainda mais dores musculares, despedidas e beijos. Nestes dias a única certeza é que nada bate o nosso seio familiar! Muito, muito amor.

Natal, Família, Amizades

Visitei Angola. De todas as viagens que tenho feito, esta foi a que mexeu mais comigo. Visitei o país que viu os meus nascer. Visitei o país que tinha medo de encontrar. Visitei uma realidade que me abalou de tal modo que ainda hoje não encontrei as palavras correctas para o descrever.
Desde que sobrevoava a costa, via de cima cores novas, o amanhecer de uma cidade desconhecida, apaixonei-me. Não engano ninguém, para quem vai numa primeira fase não deixa de ser um choque mas eu estava, de facto, preparada para o pior e cheguei a ser surpreendida pela positiva.

Eu não tinha noção da necessidade de conhecer este canto do mundo até lá estar. Conhecer família que se julgava perdida para sempre, abraçar família que nunca vi mas que senti instantaneamente o amor que existia. Abraçá-las pela primeira vez foi um momento tão afectuoso, tão completo que a única coisa que consegui fazer foi chorar. Apaixonei-me pelos primos que não conhecia, pela pureza das almas, pelo carinho com que fomos tratados.
Descobrir os locais, as belezas naturais e perceber que a eles só falta o acesso a melhores condições de saúde e de educação porque o resto, que é tanto, eles têm . Fez-me ter uma perspectiva muito diferente da vida. Não, não acho mesmo que em Portugal sejamos muito mais avançados como nos querem fazer acreditar. Temos casas e educação, é verdade e é claramente um beneficio incomparável mas há tanta coisa que lá ainda dão importância que aqui já está perdida que fiquei a questionar quem é, realmente, o evoluído.
Fiquei com vontade de conhecer o país de lés-a-lés após visitar a praia quase deserta, a cachoeira, ver os vestígios da guerra, encarar o pó tão típico. O encanto que foi ouvir as histórias da guerra e perceber o quanto esta danificou a mente dos meus tios que nela foram obrigados a participar… Perceber a bondade e a tristeza da minha tia mais velha que passou por tanto, perceber que a minha tia mais nova tem a genica, a humildade e a paciência da minha mãe. Perceber que eu partilho muito da personalidade do meu tio e tornou-se um dos que mais me marcou… Perceber que ali ficou um pedaço do meu coração, ali, onde nunca antes tinha estado e que me senti de imediato em casa no primeiro minuto.
Para sempre vou-me recordar da noite de consoada e de natal, com a lua como candeeiro a partilhar histórias e conhecimentos, encantada com a pureza e simplicidade do momento.
Sair de lá com o coração na boca porque a verdade é que não sei se teremos a hipótese de estarmos juntos… Saber e aguardar com toda a esperança do mundo que sim, isso irá acontecer.
O restante da viagem resume-se em estar com as amizades que me acompanham desde a minha adolescência. Foi bom cimentar e perceber que há, de facto, pessoas com quem tudo flui com naturalidade. Passagem de ano pacífica, a agradecer o ano fabuloso que tive e a desejar uma continuação de boas colheitas para 2016.
Foi a despedida que 2015 merecia, uma viagem que foi exactamente como era suposto ser, uma viagem perfeita.

O que eu gostei do museu da eletricidade

Por razões que nem eu sei explicar ou até entender, nunca tinha posto os pés neste museu! devo dizer que adorei, adorei adorei. Um must para crescidos e pequeninos. Ponto obrigatório em Lisboa para tardes de sol em que não se sabe bem o que fazer... Além de que é sempre mil vezes melhor a enfiar os putos no shopping. Eu quero voltar!

Comer, é só o que esta gente sabe fazer

E um encontro que deveria ter demorado 4h estendeu-se pela noite toda. Jantar regado a gargalhadas, seguido de borga até as 6h00, sem que ninguém se percebe-se ao certo como é que a noite tinha passado tão rápido. Repetir jantar em família e voltar a deitar-me já o dia ia alto. Acordar e preparar para almoço que durou a tarde toda. Como se não bastasse ainda fomos espreitar o “festival do hambúrguer” seguido de cocktails. Ainda deu para encerrar a noite com chocolate quente! Uma vez mais, momentos simples provam ser a melhor coisa do mundo.
Um fim-de-semana que deixa saudades, que prova que o bem mais precioso é o elo que existe. Um fim-de-semana repetir com igual vontade de dançar, de aproveitar o momento, de querer estar com quem se ama. Cansada fisicamente mas de recarregada no que a boas energias diz respeito. Claramente, o amor também alimenta.