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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Páscoa em familia, páscoa feliz

Páscoa assim é outra coisa. Valeu a pena o cansaço que estas viagens agora me deixam no lombo, só pelo sorriso de orelha a orelha que ficou an minha avó.  Todos juntos, ali, só a familia, a comer e a beber que é aquilo que fazemos melhor, ouvir as histórias que sempre ouço, uma vez mais e ainda assim sorrir como se fosse da primeira vez. Visitar aqueles que já partiram, e sentir um nó no estômago por comprovar que ela já não está mais aqui. Passear pelo rio, ver como as cerdeiras estão lindas, constatar a beleza da primavera como há muito não me lembrava. Ter como momento alto deixar o meu pimpolo guiar o carro, momento esse em que nos fartámos de rir os dois, após uma aposta atabalhoada nossa.
O silêncio que se faz sentir, o ouvir o vento a bater nas árvores, os passaros a cantar, tudo isto serviu para recarregar as energias para mais uma etapa. São estes os momentos qe valem a pena.

Quando o pressentimento se transforma em realidade.

Dia 1

Ter a surpresa de no trabalho ter a possibilidade de sair mais cedo, pormo-nos a caminho numa viagem que pareceu interminável tal a ânsia de chegar. A chegada esperada e não me conter mal vi ao longe o meu M., antes de qualquer outra pessoa, cumprimentei-o num abraço longo e sincero. Conheci a namorada e segui para arrumar o que faltava. Apresentar o E. a todos e começar o descalabro. Caipirinhas, finos, vinhaça, foi tudo, a bela da mistura e às 3h da manhã já andávamos a dançar e a cantar como se não houvesse amanhã. Bom, por acaso foi uma das músicas que toda a gente cantou e dançou. Para não variar, a N. voltou a dar show como só ela sabe. Desta vez trouxe a irmã e como não poderia deixar de ser como toda e qualquer pessoa que tenha visitado a terrinha, querem voltar. 5h da manhã e siga pra casa, que o sábado iria ser longo.

 

Dia 2

Acordei cedo, ajudar a avó a cozinhar e seguir para dar um mergulho e apresentar o rio ao cunhado. Regressar, comer em família( mesa para trinta) o cunhado fascinado com a nossa Goldie locks, um ambiente que só nós sabemos.
Acabado o almoço que é sempre tardio, seguimos para o café e para o circuito de pontes no parque radical. A loucura!!! Para terminar slyde e o primo a fazer de macaco e subir em tempo recorde a parede de escalada. Como tínhamos caipirinhas para preparar, siga para cima para descascar os quilos de limas em conjunto, prepara a vestimenta para a noite, comer e seguir. No fundo ninguém estava realmente preparado para o que ai vinha.

Começa o grupo a tocar, o baile a encher, as caipirinhas a sair e é quando dou conta de estar tão “alegre” que mesmo após o torcer o pé de forma grave, sigo como se nada fosse e danço até de manhã (dançar/pular/ o que fosse).
Eleger um momento alto é difícil,  poder dançar com a minha avó os clássicos da terrinha, ouvir os nossos clássicos, voltar a sentir a amiga de infância como sempre foi, fazer de groupie do priminho enquanto este sorria com vontade às figuras tristes da sua família maluca, o momento de recuperar a pen com a Tacha de carro, o real atrofio com a maçaneta, o pedir 2m para descansar e perceber que com a minha família tal não é possível. Recuperar instantaneamente e dançar até às 5h da manhã, parar para conversar e rir, rir até doer a barriga e bochechas com a quantidade de palermices ditas. Comer as bifanas que tinham restado, falar sobre música e festivais de verão, meter-me com conhecidos da família, ficar ao lado do fogareiro e alguém lembrar-se de começar a tocar várias músicas. Ter a nítida sensação de que estava a presenciar um momento pleno de perfeição deixou-me quase que em transe. Olhar em volta, enquanto aguardávamos o nascer do sol, enquanto todos cantavam em uníssono,  com a vista espectacular que tínhamos, aconchegada no saco cama só me ocorreu o pensamento de que aquilo era o ponto mais alto que o verão poderia chegar, fiquei sem palavras. Mas enganei-me. Depois de muito esperar, lá saudámos os raios de sol  que tão arduamente esperámos e seguimos caminho para casa. 7h30 da manhã e íamos devagar a gargalhar e gozar com o facto de dali a 4h termos de estar na missa, firmes e hirtos, e fazer a procissão. Ainda deu para uma foto com a nova santa e ouvir a tia a fazer de banda até casa. Só quando me deitei apercebi de que não conseguia esticar o pé e vi como este estava inchado. Nada a fazer!

 

Dia 3

Acordar as 11h20, saltar da cama porque pensávamos estar atrasadas para a missa, comer a sopinha de manhã (descobri que não há nada melhor para a minha ressaca) descer e constatar que a missa ainda não tinha começado. Difícil foi manter-me em pé com as dores que estava a sentir, enquanto o sono se ia apoderando de mim. Lá a sopa começou a  fazer efeito e os sintomas começaram a dissipar. Pude desfrutar em pleno de uma missa na capela que eu tanto gosto, cheia como já há muitos anos não acontecia. Fazer a procissão e dar-me conta de que era a primeira da minha vida, ali.
Regressar para preparar o almoço e começar a contagem decrescente para o final. Seguimos para o ultimo ajuntamento no café/recinto do verão 2013. Como se não bastasse o cansaço, o facto de estarmos todos abatidos por vir embora não ajudou muito. Tirar algumas fotos, despedir do pessoal e chorar, chorar muito na hora de despedir do primo e da tia!
Só aí me apercebi de que acabou o verão, que terei de esperar pelo menos mais um ano para repetir a palhaçada. Particularmente, este ano as despedidas custaram, custaram muito.

Tive a viagem de regresso para desapegar-me destes momentos.

 

Tinha a certeza de que seria fenomenal, que seria um fim de semana memorável, as expectativas eram elevadas, as estrelas estavam alinhadas para que assim o fosse. Não estava era preparada para que as expectativas fossem ultrapassadas!

A sensação de que estes momentos irão acompanhar-nos durante toda a vida, de que não se repetem, aquece a alma. E se a explosão de felicidade foi uma demonstração de amor fica a certeza de que o amor reside nas coisas simples.
B. verão 2013 deixa saudade.

Do carnaval

Hoje ao entrar no autocarro de sempre, durante o percurso de sempre entrou aquela linda menina de sempre. Ela deve andar pelos 6 ou 7 anos.  É mesmo bonita e simpática e, principalmente, bem educada  (a característica que mais valorizo numa criança). Essa menina tem um sorriso mesmo doce. Daqueles sorrisos que só as crianças têm. Hoje esse sorriso estava ainda melhor. Notava-se a alegria dessa menina ao envergar uma fatiota de índia, até alguma vaidade. Ela sabia estar bonita, e o comentário e atenção de uma conhecida fez com que essa mesma vaidade se evidenciasse. Talvez por ser um dos seus sonhos, interpretar as índias que vê nos filmes, ou então por ter a oportunidade de ser como que uma versão da Pocahontas. Ou então o simples gosto de poder utilizar algo além da roupa vulgar de todos os dias. Não sei o motivo de tal alegria, apenas sei que hoje, aquela menina, fez-me lembrar a minha infância e a felicidade que era existir um dia em que poderia mascarar-me, quer fosse de princesa, de bailarina, ou de dama antiga (a minha melhor fatiota de sempre). Lembrei-me desses momentos da escola em que aguardávamos pacientemente a hora de ir desfilar pela localidade. Isso e passar o resto do dia a fantasiar um pouco mais, como sempre, mas desta vez vestida a preceito. O que interessava é que era um dia diferente, alegre. Com o passar do tempo o gosto pelo carnaval tem vido a diminuir, voltei a mascarar-me meia dúzia de vezes, pregava algumas partidas apenas e só a quem estivesse na mesma onda do que eu, amigos e colegas de escola. Falo de balões de água e pouco mais, nunca gostei, por exemplo, de atirar ovos como via fazer, até porque sempre me ensinaram a não brincar com comida e para mim aquilo era um ultraje. Nunca levei à letra a expressão “é carnaval ninguém leva a mal” porque apesar de tudo sempre tive muito presente a ideia de respeito para com o próximo, e claro que há aqueles que disto se esquecem, faz parte!

Continuei a crescer e noto que cada vez mais me passa ao lado. Mas não desgosto. É uma festa, mais uma desculpa para as pessoas se soltarem e esquecerem das chatices do dia à dia. Se faz parte a ideia de disfarçar-se de algo, sem que para isso seja julgado por terceiros, porque não?! Essa vontade de fantasiar nunca nos abandona, está impressa e se há um dia, um local, ou um momento em que tal possa ser exposto, porque não?

Com tudo isto, digo que não abomino o carnaval. Dificilmente vejo-me a fazê-lo, e a sua maior razão é a de que este me recorda dos tempos em que eu tinha um sorriso igual ao daquela menina do autocarro...

Espero realmente que dure e dure e dure e dure e dure

Chegou o tão esperado fim de semana do casamento. Fazia algum tempo que não ia a um. O interessante deste é que foi o da minha mea... O casamento daquela que dizia a peito cheio que nunca se iria casar... Pois não, e muito menos com o melhor amigo!

A história destes dois só comprova que a vida é demasiado irónica para fazermos troça dela. Mas falava no fim de semana e na correria que este foi.

Sexta feira, sair do trabalho, fazer-me à estrada na viagem de despedida do meu descapotável... Meu querido peugeot, já ficou na terrinha sem mim (snif snif). Viagem feita nas calmas, sempre na conversa, muito bom).

Sábado, acordar, gozar um pouco do silêncio que aquele rio me proporciona, respirar ar puro, e relaxar completamente. Levar o primo à piscina (que está cada vez maior) e jantar com a família.

 

Domingo, o que posso apontar:

- Nunca jamais em tempo algum imaginei que fosse ficar emocionada ao ver uma noiva (quase me vieram as lágrimas aos olhos quando a vi sair do carro... LINDA)!

- Caipirinha quando não se está à espera sabe mesmo bem (então com a brasa que estava...)

- Os olhares cúmplices e enamorados dos noivos deixaram-me enternecida.

- Chamei bem mais a atenção do que gostaria (comentário de um amigo "estás com um pernão")

- Tirar fotos com os noivos com máquina própria e em posições patéticas é muito mais engraçado, aconselho vivamente.

E...

... Depois da noitada fenomenal de sexta pra sábado ficar a noite de festa toda a trabalhar... E achar que o trabalho para ajudar a festa foi algo que me soube mesmo bem (mesmo aturar os bimbalhões bêbados da praxe). E aturar (e compactuar) com as ideias mirabolantes de uma tia completamente k.o. do álcool de aguentar até vermos o nascer do sol. E dar conselhos às tantas da noite a primas no auge da adolescência, sabendo que não vão ser seguidos. E jogar matrecos e marcar golos. E servir dezenas de caipirinhas maravilhosas, demorando anos para conseguir consumir a minha. E sentir um frio desgraçado por causa do orvalho que se fazia sentir a partir das 5h da manhã. E relembrar (ou ouvir quem relembrava) os vários momentos de quem aqui viveu toda a sua infância. E termos mais risos e gargalhadas até as 7h da manhã. E visualizar o nascer do dia à medida que o sol ia iluminando toda a paisagem à nossa frente. E estar no único local a ser iluminado por último. E sentir o sol a aparecer por detrás dos montes... E ter todos estes momentos com as algumas das pessoas que mais amo no mundo.

Noite maravilhosa esta, sem dúvida.

Indescritível.

 

Ah, e tudo isto com Bob Marley como música de fundo. 5 estrelas

And then it was all over...

20h  da noite e aguardava-se a entrada no restaurante para o último jantar de curso como universitária!

Fui um pouco muito contrariada, não estava com grande vontade de ir! Mas a verdade é que melhor, dificilmente poderia ter corrido. Muita conversa (que nem por acaso começou na questão do casamento), muita risota, muita saudade demonstrada, muita rambóia. O curtir a noite em quase todos os bares aqui da terrinha, o ver moços giros (afinal há, andam escondidos mas há alguns) e terminar a noite com a perfeita “i will survive”.

Não dá para explicar a sensação (que ainda anda muito na fase de negação) de que tudo acabou. Estou safa…mal ou bem, já não tenho de me chatear com a conclusão da licenciatura.

Dúvidas surgem, mas isso agora não interessa nada!

Só não percebo a valente preguiça que tenho neste momento, sendo eu a verdadeira vergonha, e nem no último jantar apanho a valente narda (limito-me a comer como um alarve e a beber aguinha e cola)! Shame on me…

Se tudo correr bem, e se realmente voltar a terras lisboetas (oh, como quero) vou ter sempre de arranjar maneira para regressar e matar saudades…

Logo se vê o que se segue!

 



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