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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

...

O dia em que descobrires a subtil diferença entre deixar ir por raiva, deixar ir porque achas que mereces algo melhor ou o deixar ir porque na verdade já não queres, nesse dia saberás o que é ser livre.
Quem me lê pensará que é tudo o mesmo mas não. Deixar ir por raiva é quando sentimos que dói mais do que faz bem. Infelizmente nesta fase, ainda gostamos, ainda amamos demasiado e a raiva ajuda apenas a dar o primeiro passo. O pior é que resulta numa recaída, resulta sempre (ou então és estupidamente teimoso/orgulhoso e ficas com algum recalque para o resto da vida). Já o deixar ir porque nos começamos a aperceber que realmente aquela pessoa não vale a pena, é um passo seguinte da mesma escada, já o fazes com um pouco mais de amor-próprio, já entendeste que ali não é o caminho. É a fase em que abres os olhos e avistas a possibilidade de trilhar um caminho mais teu. A chatice é que o sentimento continua lá, por mais que mascares, por mais que não o queiras ver, ainda lá está aquela sensação de que “ah, ao menos se ele mudasse…” e continuas em frente com uma vã esperança no “e se”. Até que há um dia, aquela manhã de sol e luz interior em que sentes que já não queres. Este não querer não é forçado, não é orgulhoso, muito menos é um não querer vingativo. É uma sensação pacífica de que não precisas mais daquela relação, objecto ou o que for, que te mantém ali agarrado, preso no tempo e que não te deixa evoluir. È o momento em que te soltas dessa âncora e segues em frente de verdade. Aproveita esse momento de libertação ao máximo, acredito ser dos poucos momentos realmente pacíficos que temos. Porque o apego, volta, volta sempre mais ali à frente. Só que a partir do momento em que descobres estas diferenças, sabes que desapegar da próxima vez será apenas uma questão de tempo… Cada vez menos tempo!

Pensa nisso

 

E tu, sabes se o que fazes é porque gostas, porque sentes que te preenche, porque é o teu caminho, porque sentes prazer real a cada movimento. Ou fazes porque “tem de ser”, porque é suposto mostrar aos outros de que és capaz, porque tens de provar ao mundo que também tu és perfeito/a?

Pois bem, só conseguimos abrir os olhos e responder a esta questão quando o “amanhã” chega. Achamos que podemos alcançar a felicidade pois “amanhã será quarta e quando quarta chegar poderei ser feliz”.

Chega a quarta e nada acontece ou pior, acontece aquilo que tínhamos estipulado mas verificamos que não nos preenche verdadeiramente… E deprimimos e voltamos a traçar metas de forma errada… E o ciclo estúpido recomeça...

 

E então, vais aprender a seguir a tua essência ou a seguir o que os outros acham que a tua essência deve ser?!

 

Talvez assim se construam relações com pés e cabeça

Aluados, devemos ser uma cambada de aluados...
Chegámos ao ponto de acreditar que a salvação está numa qualquer relação com o outro porque aprendemos, entre tantas outras coisas, que o “ viveram felizes para sempre”  começa com um casamento. Então apressamo-nos, queremos que um amigo passe a marido asap, para ter filhos mesmo que isso signifique uma família disfuncional. Uma relação de pessoas que se conheceram à um mês (um mês minha gente) só com muita sorte irá funcionar (e com funcionar digo prazerosa para ambos), mas contudo, já vem um rebento a caminho!!!
Enganados, estamos tão enganados nesta vida que não percebemos que aquilo que realmente interessa é irmo-nos adaptando ao que a vida é, para nós. Sermos fiéis ao nosso eu, mesmo que para isso precisemos de encetar uma dura jornada na descoberta desse eu. Dedicarmo-nos primeiro a nós, depois a nós e terceiro a nós e só depois, muito depois pensar nos outros. Sejam eles filhos, amantes ou amigos… Uns dirão egoísmo, eu começo a achar que é puro amor próprio. Se eu for fiel a mim, se eu me colocar em primeiro lugar, poderei desenvolver relações bem mais valiosas, bem mais preciosas e provavelmente muito mais bem estruturadas do que aquelas que vamos fazendo hoje em dia. Equilíbrio, desenvolver equilíbrio entre o "amar-me" e o"respeitar o próximo" para só assim aprender a construir uma relação..

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