Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Enfrentar medos

Estou a 24h de enfrentar um dos meus medos e ao mesmo tempo um dos meus maiores fascínios. Viajar sozinha. Vou para o outro lado do mundo, de mochila às costas para aprender mais. Aprender sobre a vida, sobre outras culturas, aprender sobre uma outra religião e acima de tudo, aprender sobre mim. Faltam 24h para entrar naquele avião e saber que vou a caminho de uma viagem que me vai transformar. Será impossível ser a mesma depois disto pelo simples facto de ser este o momento para serem tomadas “life-changing decisions”.
Vou regressar e dar início a uma fase de reboliço na minha vida, vou virá-la de cabeça para baixo para ter a certeza daquilo que deverá continuar a fazer parte e aquilo que deverá ser afastado para sempre. E ainda assim, com tudo isto, o medo está aqui. Desde esta manhã que uma sensação de medo se apoderou de mim, um nervoso miudinho que me lembra de todas as vozes contraditórias a esta viagem. E aqui tem sido um aplicar todos os exercícios que tenho vindo a aprender para silenciar este burburinho que me quer amedrontar.

Estou preparada, é agora, estou pronta para a maior loucura da minha vida até à data e sei que será um sucesso. Até ao meu regresso.

Faltam 10 dias

Ando tão orgulhosa de mim. Organizo viagens de sonho e nem sequer fico ansiosa pelo dia. Tinha de fazer um roteiro porque há muitos sitios que quero visitar, fiz a marcação do primeiro hotel porque chegar à 01h00 sei que só vou querer chegar e dormir. Marquei o voo que me levará ao sul do país e pouco mais. Tenho a certeza de que será mais uma viagem da minha vida, vai correr tudo bem. Estou contente por isso.

Ocupada a realizar sonhos.

É como ando nos últimos tempos. Desta vez foi o surf. Não por moda, não por curiosidade mas por encanto. Já desde criança era fascinada com o desporto que por várias razões sempre foi impossível praticar. Até sábado. Primeira experiencia, num dia com vento forte para dar cabo de qualquer pessoa. Fiquei com o braço e o peito dorido tal como s costas mas não me lembro de estar tão feliz por sentir estas dores. O problema agora é a vontade de investir numa prancha, não são propriamente baratas. Com a prancha vem o fato e com o fato... Enfim, um sem fim de coisas a tratar. O que vale é que tudo se faz...

Uma viagem feita de pequenos grandes momentos.

O melhor de toda a minha viagem foi a sensação de surpresa a cada momento que passava. Desde o primeiro dia que sentíamos no coração aquela doce sensação de que já estava bom e ainda assim, fomos brindados todos os dias com pequenas delícias.
Descobertas mínimas, como a alegria de conseguir fugir do temporal à ultima, de apanhar o ultimo autocarro para casa, encontrar a barraquinha certa dos biquínis, ter uma bandeja de fruta a preço da chuva que nos deliciou, ser alvo do interesse de um belo francês, ser testemunha de uma banda de improviso com músicos excepcionais, encontrar estacionamento fácil num local difícil, escolher um champô ao calhas e ser o melhor da farmácia, encontrar biquínis a preço da chuva, apanhar o táxi no espaço de 20m quando corríamos o sério risco de esperar horas para voltar para casa, ver macaquinhos gulosos que vinham ter com os turistas à procura de comida, ter um barco de translado só para nós, ficar numa das pousadas mais belas da ilha, descobrir que a caminhada para a cachoeira afinal, ainda estava no inicio, descobrir que o regresso poderia ser feito de táxi boat, comer, por mero acaso, o melhor sacolé da viagem numa praia quase deserta, ver beija-flores ou colibris (e como são belos) a um passo de distância, ouvir macacos a grunhir ou lá que som foi aquele, enquanto andávamos pela floresta, tentar saltar um pequeno riacho sem sucesso, encontrar a prenda ideal para a mummy, esperar pelo ultimo dia para comprar a canga mais bela do mundo (e conseguir), comer a meio da noite umas espetadas e cocadas e tapioca de coco com leite condensado, rir com as histórias familiares, fazer uma caminhada difícil e conseguir chegar ao destino, comer pipocas e gelado no último minuto e ainda apanhar o voo no limite de tempo disponível.

Sei que para muitos isto acima são coisas banais, eu asseguro, foi o tempero que precisámos para ter as férias perfeitas.

...

Era para escrever como estou nervosa, impaciente, ansiosa e contente por faltar um dia para realizar este sonho de vida, irrealizável há alguns anos… Mas não seria verdade, estou calma, zen, sem grandes ansiedades. Não me reconheço. Tenho um voo de 13h00 pela frente e não fico minimamente excitadinha, não percebo. Acho que é tudo só e apenas negação, puro estado de negação.

É do caraças isto!

17

Não tenho escrito nem falado muito sobre a coisa porque, pura e simplesmente, ainda não assimilei. Pela primeira vez tenho uma viagem agendada e ao contrário de todas as outras, sem grandes planos definidos. Os locais de eleição estão apontados mas os detalhes foram postos de parte, não consigo estruturar a coisa como antes fazia, não dá! No meu meio vou fazendo a contagem decrescente e sorrio com eles a cada vez que o digo mas, no entanto, a emoção não me deixa assimilar o facto. Tenho a mala para fazer, compras para levar, coisas para organizar e pouco tempo para tal. Para contrariar esta incredulidade, ontem peguei numa caneta e comecei a escrever uma lista com as coisas indispensáveis e inclui o victan! Para prevenir vou munida dele, não vá ter um ataque de ansiedade durante o vôo.

Hoje de manhã, enquanto sentia o sol na cara sorri, senti a proximidade da data e acho que, pela primeira vez, tive a noção de que está para acontecer... 17 dias.

Vou realizar um sonho de infância e ainda não acredito!

Verdade que já passei horas incontáveis a organizar tudo o que deve ser organizado, a fazer pequenos roteiros porque há sempre locais imperdíveis. Também já entrei em contacto com algumas agências para que tudo possa correr pelo melhor mas tudo isto fiz em modo automático. No fundo, acho que ainda não estou propriamente ciente de que vou estar lá. E ainda aqui há uns anos achava que era uma cidade que eu não iria visitar, pelos diversos motivos.
Engraçadas as voltas que a vida consegue dar. O que antes era impossível tornou-se real com uma facilidade impensável. Agora é aguardar para ter uns dias de merecido descanso e felicidade.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D