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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Sobre as experiências

Durante a minha mais recente viagem deparei-me com algo que ouvia falar várias vezes mas que só agora entendi na sua plenitude. Aqui a experiência foi chave (aliás como sempre é) para que eu percebesse a estupidez de que por vezes nos deixamos levar.

Ora, ao visitar esse belo local chamado Wat Phnom quis aproveitar o momento da melhor forma possivel. Tentei nao me focar em tirar fotografias mas apreciar de facto os seus espaços, o silencio, o barulho dos animais, enfim, perceber os encantos de um templo com vários séculos. E qual não foi o meu espanto quando me apercebi que era a única a fazê-lo. Sim, a única que me lembrei de o fazer.

Fiz um pequeno experimento, num dos  locais mais requisitados para tirar a bela da selfie. Ora bem, sem exagero, a cada 10 segundos os actores mudavam mas a cena era a mesma: chegada, pose, foto tirada e partir para o próximo local. Ninguém, durante os 3minutos que tirei para verificar se a minha impressão era correcta, se deu ao trabalho de antes ou depois de tirar a foto olhar para o local, apreciá-lo. NINGUÉM!

Tempos estranhos estes.

Enfrentar medos

Estou a 24h de enfrentar um dos meus medos e ao mesmo tempo um dos meus maiores fascínios. Viajar sozinha. Vou para o outro lado do mundo, de mochila às costas para aprender mais. Aprender sobre a vida, sobre outras culturas, aprender sobre uma outra religião e acima de tudo, aprender sobre mim. Faltam 24h para entrar naquele avião e saber que vou a caminho de uma viagem que me vai transformar. Será impossível ser a mesma depois disto pelo simples facto de ser este o momento para serem tomadas “life-changing decisions”.
Vou regressar e dar início a uma fase de reboliço na minha vida, vou virá-la de cabeça para baixo para ter a certeza daquilo que deverá continuar a fazer parte e aquilo que deverá ser afastado para sempre. E ainda assim, com tudo isto, o medo está aqui. Desde esta manhã que uma sensação de medo se apoderou de mim, um nervoso miudinho que me lembra de todas as vozes contraditórias a esta viagem. E aqui tem sido um aplicar todos os exercícios que tenho vindo a aprender para silenciar este burburinho que me quer amedrontar.

Estou preparada, é agora, estou pronta para a maior loucura da minha vida até à data e sei que será um sucesso. Até ao meu regresso.

Faltam 10 dias

Ando tão orgulhosa de mim. Organizo viagens de sonho e nem sequer fico ansiosa pelo dia. Tinha de fazer um roteiro porque há muitos sitios que quero visitar, fiz a marcação do primeiro hotel porque chegar à 01h00 sei que só vou querer chegar e dormir. Marquei o voo que me levará ao sul do país e pouco mais. Tenho a certeza de que será mais uma viagem da minha vida, vai correr tudo bem. Estou contente por isso.

Natal, Família, Amizades

Visitei Angola. De todas as viagens que tenho feito, esta foi a que mexeu mais comigo. Visitei o país que viu os meus nascer. Visitei o país que tinha medo de encontrar. Visitei uma realidade que me abalou de tal modo que ainda hoje não encontrei as palavras correctas para o descrever.
Desde que sobrevoava a costa, via de cima cores novas, o amanhecer de uma cidade desconhecida, apaixonei-me. Não engano ninguém, para quem vai numa primeira fase não deixa de ser um choque mas eu estava, de facto, preparada para o pior e cheguei a ser surpreendida pela positiva.

Eu não tinha noção da necessidade de conhecer este canto do mundo até lá estar. Conhecer família que se julgava perdida para sempre, abraçar família que nunca vi mas que senti instantaneamente o amor que existia. Abraçá-las pela primeira vez foi um momento tão afectuoso, tão completo que a única coisa que consegui fazer foi chorar. Apaixonei-me pelos primos que não conhecia, pela pureza das almas, pelo carinho com que fomos tratados.
Descobrir os locais, as belezas naturais e perceber que a eles só falta o acesso a melhores condições de saúde e de educação porque o resto, que é tanto, eles têm . Fez-me ter uma perspectiva muito diferente da vida. Não, não acho mesmo que em Portugal sejamos muito mais avançados como nos querem fazer acreditar. Temos casas e educação, é verdade e é claramente um beneficio incomparável mas há tanta coisa que lá ainda dão importância que aqui já está perdida que fiquei a questionar quem é, realmente, o evoluído.
Fiquei com vontade de conhecer o país de lés-a-lés após visitar a praia quase deserta, a cachoeira, ver os vestígios da guerra, encarar o pó tão típico. O encanto que foi ouvir as histórias da guerra e perceber o quanto esta danificou a mente dos meus tios que nela foram obrigados a participar… Perceber a bondade e a tristeza da minha tia mais velha que passou por tanto, perceber que a minha tia mais nova tem a genica, a humildade e a paciência da minha mãe. Perceber que eu partilho muito da personalidade do meu tio e tornou-se um dos que mais me marcou… Perceber que ali ficou um pedaço do meu coração, ali, onde nunca antes tinha estado e que me senti de imediato em casa no primeiro minuto.
Para sempre vou-me recordar da noite de consoada e de natal, com a lua como candeeiro a partilhar histórias e conhecimentos, encantada com a pureza e simplicidade do momento.
Sair de lá com o coração na boca porque a verdade é que não sei se teremos a hipótese de estarmos juntos… Saber e aguardar com toda a esperança do mundo que sim, isso irá acontecer.
O restante da viagem resume-se em estar com as amizades que me acompanham desde a minha adolescência. Foi bom cimentar e perceber que há, de facto, pessoas com quem tudo flui com naturalidade. Passagem de ano pacífica, a agradecer o ano fabuloso que tive e a desejar uma continuação de boas colheitas para 2016.
Foi a despedida que 2015 merecia, uma viagem que foi exactamente como era suposto ser, uma viagem perfeita.

Feliz Natal

Tenho a certeza que a viagem me fará mudar. Vou regressar outra depois disto, sinto-o tão certo...
Começa a cair a ficha, até aqui limitei-me a organizar a viagem mas não me estava a perceber do que ela acarreta!
Prevejo dias de sentimentos intensos, muita emoção. Comecei assim o ano e assim vou terminar.
2015 foi espetacular e só desejo que 2016 continue a ser esta sucessão de bons acontecimentos.

Km. de felicidade

Portimao de fugida, jantar em Alvor, passeio por Lagos, também por Sagres e ainda deu para umas horas de Praia na Zambujeira. Conhecer gentes novas, fazer misturas inapropriadas, ter uma ressaca de caixão a cova, comer gelados maravilhosos e ainda dar um passeio de barco que faz as delícias de qualquer um.
Uma verdadeira escapadela bem aproveitada, um desejo de repetir...
Ainda sobrou tempo para jantar de gajas regado a sangria de espumante e muralhas, o que fez com que a palhaçada se alongasse até às 2h00 da manhã. Com parabenização às pressas e selfie digital incluída.
Um fim de semana daqueles que fazem valer bem a pena.

Uma viagem feita de pequenos grandes momentos.

O melhor de toda a minha viagem foi a sensação de surpresa a cada momento que passava. Desde o primeiro dia que sentíamos no coração aquela doce sensação de que já estava bom e ainda assim, fomos brindados todos os dias com pequenas delícias.
Descobertas mínimas, como a alegria de conseguir fugir do temporal à ultima, de apanhar o ultimo autocarro para casa, encontrar a barraquinha certa dos biquínis, ter uma bandeja de fruta a preço da chuva que nos deliciou, ser alvo do interesse de um belo francês, ser testemunha de uma banda de improviso com músicos excepcionais, encontrar estacionamento fácil num local difícil, escolher um champô ao calhas e ser o melhor da farmácia, encontrar biquínis a preço da chuva, apanhar o táxi no espaço de 20m quando corríamos o sério risco de esperar horas para voltar para casa, ver macaquinhos gulosos que vinham ter com os turistas à procura de comida, ter um barco de translado só para nós, ficar numa das pousadas mais belas da ilha, descobrir que a caminhada para a cachoeira afinal, ainda estava no inicio, descobrir que o regresso poderia ser feito de táxi boat, comer, por mero acaso, o melhor sacolé da viagem numa praia quase deserta, ver beija-flores ou colibris (e como são belos) a um passo de distância, ouvir macacos a grunhir ou lá que som foi aquele, enquanto andávamos pela floresta, tentar saltar um pequeno riacho sem sucesso, encontrar a prenda ideal para a mummy, esperar pelo ultimo dia para comprar a canga mais bela do mundo (e conseguir), comer a meio da noite umas espetadas e cocadas e tapioca de coco com leite condensado, rir com as histórias familiares, fazer uma caminhada difícil e conseguir chegar ao destino, comer pipocas e gelado no último minuto e ainda apanhar o voo no limite de tempo disponível.

Sei que para muitos isto acima são coisas banais, eu asseguro, foi o tempero que precisámos para ter as férias perfeitas.

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