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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

E agora?!

Durante todo este ano houveram vários objectivos traçados, e com certeza esta viagem era o culminar de todos eles. Agora que terminou, estou naquela fase de "o que se segue?", a fase de definir novos objectivos, de perseguir outros sonhos. Ficar uns dias em Stand-by para depois organizar a minha cabeça e seguir para novas etapas - ou assim espero!

 

Em relação ao fim de semana...

Levantar-me às 6h da manhã de sábado, fazer os km todos, começar o raid às tascas, morrer de uma dor de cabeça lixada que só me abandonou depois do jantar, ir buscar forças não sei de onde para seguir para a dança e, gritar e cantar em altos berros, perder a voz, às 5h da manhã, FINALMENTE, curtir aquele som brutal (é preciso sair de lisboa para ouvir música de jeito), beber a melhor  sangria de sempre, ver ex-colegas (e também uma ou outra crush que confirmam ainda estarem giros), figuras tristes!

E quando às 7h da matina, sem nenhum minuto de sono entrava no bus para regressar a casa, só pensava que valeu... Valeu mesmo a pena!

And then it was all over...

20h  da noite e aguardava-se a entrada no restaurante para o último jantar de curso como universitária!

Fui um pouco muito contrariada, não estava com grande vontade de ir! Mas a verdade é que melhor, dificilmente poderia ter corrido. Muita conversa (que nem por acaso começou na questão do casamento), muita risota, muita saudade demonstrada, muita rambóia. O curtir a noite em quase todos os bares aqui da terrinha, o ver moços giros (afinal há, andam escondidos mas há alguns) e terminar a noite com a perfeita “i will survive”.

Não dá para explicar a sensação (que ainda anda muito na fase de negação) de que tudo acabou. Estou safa…mal ou bem, já não tenho de me chatear com a conclusão da licenciatura.

Dúvidas surgem, mas isso agora não interessa nada!

Só não percebo a valente preguiça que tenho neste momento, sendo eu a verdadeira vergonha, e nem no último jantar apanho a valente narda (limito-me a comer como um alarve e a beber aguinha e cola)! Shame on me…

Se tudo correr bem, e se realmente voltar a terras lisboetas (oh, como quero) vou ter sempre de arranjar maneira para regressar e matar saudades…

Logo se vê o que se segue!

 



Esta semana

Não sei o que se passa, se há um excedente na população mundial e a natureza por si só quer equilibrar a coisa com tantos nascimentos, aniquilando uns tantos, ou então é o Sr. Deus que anda a recrutar pessoal, para uma qualquer festa, ou tarefa, sei lá!  A quantidade de pessoas que faleceram, vamos nós ainda a meio do ano, começa a ser um pouco preocupante!

Então no espaço de um mês, aqui por estes lados foi a loucura! A média de uma pessoa por semana. Mas tudo pessoal próximo. Porque sem aqueles que já eram conhecidos de vista, há sempre as histórias constantes de um e outro que resolveu por termo à vida. Até faz confusão.

O último a partir foi Saramago, assunto que não vou desenvolver, já muito se falou nisso.

Posto isto, irei falar brevemente da semana que passou.

No domingo imaginei-me a ter um colapso qualquer a meio da semana, tal a quantidade de trabalhos a serem feitos. Isso mais as chatices pessoais que quando aparecem, vêm em força.

Há momentos em que duvidamos de nós próprios, que deitamos por baixo até o nosso carácter. Foi preciso uma amiga me dar na cabeça e relembrar que de todos os meus defeitos, ser má amiga não é um deles. Precisava de um abraço, de amparo e mesmo a 300 e poucos km ela conseguiu proporcionar-me isso mesmo.

Já na quinta, após más noticias aqui por casa, uma porque foi assaltada, outra com problemas amorosos, e eu com o stress e raiva nos píncaros, resolvemos animar um pouco… E foi a loucura. Rimos, rimos e voltámos a rir, dançámos, cantámos, divertimo-nos como há muito não fazíamos. E lá pelas 5h30 de volta à cama que dia seguinte seria um dia comprido. Há responsabilidades a cumprir. E eu que já não funciono bem com as 8h mínimas para descansar, com 5h foi ainda mais díficil levantar e passar todo o santo dia a trabalhar, estudar, etc. Mas tudo se faz, haja vontade.

Hoje, terminar o que precisa ser concluído, que ainda são algumas coisas.. volto depois.

 

Falemos de educação

Em Portugal o facilitismo a nível educacional tem sido uma realidade gritante com o passar dos anos.

Lembro-me perfeitamente da extinção das provas globais no meu secundário (ou melhor, final deste, que eu ainda as tive de realizar). Lembro-me das questões suscitadas das horas passadas em sede de aula, e a necessidade de aumentar estas para os 90m em vez dos 50. Lembro-me ainda do surgimento de uma possibilidade de frequentar o ensino superior, mesmo que o secundário não estivesse concluído!

É, lembro-me de ouvir isto tudo e estar sempre a marimbar-me para o que decidiam!

Causava-me um pouco de espécie ficar tanto tempo na sala de aula… Oh se causava, que crime, pensava eu, andar o 9º ano tanto tempo “trancada” na sala de aula. Mas do resto achava muito bem. Naquela altura queria os facilitismos, achava piada e recordo ficar triste pela sua grande maioria não abranger a minha pessoa (só iriam entrar em vigor no ano imediatamente a seguir à minha passagem de ano).

 

E os anos passaram… e fui ganhando um pouco mais de juízo. Comecei a interiorizar que o que interessava mesmo era terminar as aulas com algo na bagagem, coisas para além das conversas de circunstância e das gargalhadas infinitas. Apercebi-me que para ser uma profissional competente, no mínimo tinha de ter conhecimentos, por muito pouco que me empenhasse a nível de estudo (nunca fui uma geek dos livros escolares) bastava-me (e ainda basta) uma aula atenta para assimilar grande parte da matéria. Claro que, caso me dedicasse umas horitas mais, teria notas fantásticas. Pena naquele tempo me contentar com pouco. Continuando…

 

Após terminar o secundário (e saltando alguns anitos que marcaram o começo dos problemas pessoais que deram azo a que me esquece-se do que realmente interessava), conclui que o melhor era realmente tirar um curso superior, um que gostasse. Não poderia terminar a minha formação apenas com um 12º ano na algibeira. Isto, se não me engano, com 20 anitos. E a verdade é que pensei seriamente em esperar mais três para poder entrar pelo programa maiores de 23 anos. Mas, lá está, já tinha algum juízo e toca de estudar uns bons meses para fazer as provas para entrar, afinal, já ia-me apercebendo que aquilo que sabe melhor é o que custa a obter. Como não é de difícil conclusão, claro que entrei no ensino superior.

 

Ora, toda esta conversa para explicar que, depois de todos estes anos fico perplexa com as erradas opções tomadas sucessivamente a nível educacional. Sei que não sou a única que não acha minimamente normal continuarem a passar meninos sistematicamente de ano só porque… Olha, porque sim. Já que o 9º ano é a escolaridade mínima e é, vamos lá passar os meninos até mais não. E como se isto já não bastasse, toca de aumentar a escolaridade mínima até ao 12º! Esquecem-se é de confirmar se estes mesmos meninos têm minimamente instrução para…

É isso e a realização de exames do mais simples, a roçar o “chamem-me estúpido/ignorante-prá-vida tipo de exame” que hoje em dia se realiza. Não segui químicas e físicas, e infelizmente tive o azar de, tanto no 5º ano como no 7º, ter tido professoras que foram a maior nulidade da minha vida escolar. Conclusão, bases de matemática, chapéu, nicles, não há. Mas ao ver, aqui a uns tempos um exame de matemática, se não me engano do 10º ano, juro que o realizava na maior das descontracções. Penso existir aqui algo de verdadeiramente errado não?!

E agora, o caso mais flagrante: O de passarem crianças do 8º para o 10º ano... apenas com um exame! Digamos que uma versão do maiores de 23 adaptado.

Tudo uma real fantochada, na minha modéstia opinião.

Tudo isto para que hajam estatísticas apontadas pelo governo a indicar uma melhoria significativa a nível de ensino? (Melhoria forjada, mas ficam todos felizes.) Enfim…

 

 

E já que vou escalando a escolaridade, falo da implementação do Bolonha.

 

Quis o destino que eu não frequentasse o ensino superior antes de passar por outras... chamemos-lhe experiências. Ao entrar, deparei-me com uma nova fase, em que o mais importante seria implementar correctamente o processo de Bolonha. Não percebia o zum zum que tantos criaram. “Para que Portugal se igualasse aos congéneres europeus, teriam de se fazer alguns ajustes a nível académico” - Ok, Concordo. Na minha óptica (simplista para estas coisas) o processo é algo que, sinceramente até era necessário.

 

Claro que poderia perguntar aos tios se, no tempo deles as licenciaturas que duravam 5 anos eram, na sua totalidade das horas, bem aplicadas. Poderia perguntar, mas estou apenas a tentar fazer passar o meu ponto de vista e não desenvolver uma tese. Dizia então…

 

Para mim, a real preocupação de Bolonha recai não na preocupação com o grau académico, o título ou duração do mesmo (porque também aqui a duração não é sinónimo de qualidade), mas que esta seja substituída pela preocupação com os conhecimentos e as competências obtidas, verdadeiras razões de ser dos processos de ensino/aprendizagem.

Portanto, não aceito minimamente que me julguem porque me formei (ou estou quase, quase formada) num período de tempo inferior àqueles que saíram um ano mais cedo. Tive a grande sorte de “cair” numa academia cujo director, coordenador(a) de curso e a grande maioria dos docentes, preocupam-se primeiro, em aplicar correctamente o processo, preocupando-se apenas com a possibilidade de libertar para o mercado gente capaz de desenvolver as competências pelas quais esteve a batalhar durante anos (sim, só os 3). Para isso ser possível, houve ajustes necessários para que não se perde-se o essencial. E desenganem-se, não afirmo que é um ajuste fácil, nem muito menos que o que se aprendia em 5 anos é o mesmo que em 3, não é.

Somente o encurtamento desse tempo obriga a que haja uma reorganização do processo formativo em torno de novos valores. Sendo o principal, a meu ver, a constante necessidade de envolver todos os agentes implicados no processo de formação, e não só os professores a debitarem matéria, e alunos a decorar essa mesma matéria em exames (saber aplicá-la que é bom, “tá quieto”).

Se este é bem aplicado actualmente? Apenas posso falar da minha própria experiência, que é mais do que positiva. Não me falem em facilitismos apenas porque o processo de Bolonha entrou em vigor. Facilitismos existem quando, à pala deste, docentes e dirigentes aproveitam para se esgueirar às suas funções, e desrespeitem todo e qualquer aluno que queria ver a sua formação acreditada. E é claro que existirão sempre aqueles cujo único intuito rege-se somente por ter algum prestígio, e ganhar o seu.

Durante estes 3 pequenos anos vi-me rodeada de gente com vontade de aplicar, e aplicar muito bem o dito. Lá está, ainda há gente com vontade de fazer BEM FEITO.

E acredito que este sim, seja o espírito que falta em muita universidade/escola portuguesa.

 

 



And then it was all over...

 

A semana que fechou foi simplesmente divinal! Não há qualquer palavra que consiga descrever por completo o sentimento que fica depois de tudo isto. Mas first things first.

 

 

Na segunda, últimos preparativos para a festa… Enviam-se os últimos emails, fazem-se os últimos pedidos aos fornecedores… confirmam-se os horários de trabalho de cada um!

Na terça, após um dia super atarefado, preparo-me e trajo-me a rigor para a mais bela serenata da minha vida! E só quando chamaram os finalistas é que cai em mim e apercebi-me que o fim de um ciclo chegou… e chorei. Chorei qual menina desamparada, com o coração nas mãos por saber que daqui a uns meses vou ter de deixar esta vida de lado! Chorei agarrada à minha vera, soluçando sem parar durante grande parte da serenata. Só acalmei quando foi hora de benzer a capa da afilhada. E primeiro brinde da noite, um gole de vinho do porto. Siga para a tenda, primeiro dia de trabalho… e que trabalho. Isto de andar a servir no bar, diz que cansa, e não é pouco. Muita galhofa, muitas fotos e sorriso, curtir tributo a nirvana e metal logo de seguida. Muito confirmar se estava tudo bem, muito andar de um lado para o outro... até que se olha para o relógio, vislumbramos o sol a nascer e concluímos que uma noite já passou. Casa, dormir umas horas (poucas) para preparar o dia seguinte.

As noites de quarta e quinta, ligeiramente mais softs (no que diz respeito à música porque o trabalho era sempre a dar). Jantar com os tios, curtir a actuação e lá vem o homem do burrito!

 

Entra um dos dias mais aguardados, 6ª. Sabíamos que este seria um dia para estar atento, e a verdade é que parecíamos poucos para dar conta do serviço. O spot estava atestado… Dealema seguido de Carlos Manaça foi qualquer coisa de fenomenal… Então quando o sr. lembra-se de terminar o set da noite com knights of the jaguar… Jasus, foi a loucura! Foi curtir a noite toda, apesar de às 7h da manha, como não poderia deixar de ser, lá houve confusão… Tudo controlado. Eu e a minha Laurinha sentámo-nos ao sol, todos na conversa. Que bem que se estava, apesar dos bichos que andavam a rondar! Já com uma soneira descomunal, devido às várias horas que devíamos à cama, ainda se passou a manhã entre ir à policia, preparar surpresas e aguardar que a família me viesse buscar. Nem uma hora completa de sono tive direito, siga pró paraíso e almoçar alegremente com os meus… e que bom é (é sempre). À noite, de volta para tenda, depois de auto-intitular o meu dia de folga para curtir pearl band convenientemente… e o que eu cantei! Muito bons os meninos, sim senhora. Já com um andamento engraçado, devido à meia dúzia de copos, agarrava-me aos meus engenheiros enquanto cantávamos as letras em coro!

 

Já com a antena 3 party zone acalmei uma beca… não sou menina de directas e foi de todo impossível aguentar mais do que as 5h da manhã. Viajem para casa de família, para almoçarmos todos juntos e voltar a trajar para a bênção das fitas…

E aqui sim, ao aperceber-me do orgulho da família, do carinho dos profs, foi arrebatador mais mil litros de água que correram pelos olhos. Ler as fitas durante a missa não dá bom resultado se a ideia é não chorar. Que emocionados que estávamos (quase todos). Os abraços aos docentes e colegas, as palavras proferidas, tudo servia de pretexto para mais uma lágrima. E Siga para o jantar no restaurante, a loucura. Agora percebo porque sou assim, tenho a família mais louca do mundo… muito se brindou, muito se comeu, muito se festejou… Abdiquei do desejo de ver as tunas só para que fosse com eles para casa, brindar e rir mais um pouco! Pára-se pelo caminho e canta-se os parabéns à minha linda, afinal já era meia-noite! Depois do brinde, 2h da manhã e cama, que o corpo não aguentava mais.

Oito horas da manhã obrigados a levantar e com muito custo pego no carro rumo a Lamego. Mal chego a casa, durmo ate as 14h, hora do desfile… E que desfile! A completa loucura… disse que não poderia acabar a minha semana sem apanhar a descomunal bebedeira… e consegui. Verdade que de estômago vazio não era propriamente uma tarefa difícil. Ainda deu para ficar encharcada, rebolar e molhar-me na fonte, tudo em grupo como é hábito. Muitos abraços, muitas figuras tristes e calha à madrinha e colegas de trazerem a bêbeda a casa!

Depois de tudo isto, apercebi-me que de todas as chatices que tive de passar, todos os momentos de tristeza que estes 3 anos acartaram, valeram bem a pena. Saiu daqui com a mala bem mais cheia. São as pessoas que levo no coração, os bons momentos que passei, a aprendizagem que colhi… Tudo serviu mesmo para que crescesse bem mais como pessoa.

 

Agora mais do que nunca acredito que tudo acontece por uma razão. E é como a minha Prof. escreveu na minha fita:

“Os maiores obstáculos da vida só são colocados àqueles que os conseguem superar*”…

E como não é de todo possível regressar no tempo, sigo com as melhores memórias no peito.

Definitivamente Lamego é nosso até morrer!!!



 

* "a vida só coloca à prova aqueles que tem forçapara vencer" era assim a frase correcta!

 

Deus sabe o trabalho que tem dado...

Mas está ai... Vale a pena quando, apesar das inúmeras dificuldades financeiras, fazemos um cartaz assim...

Quando há vontade...

 

 

Agora fixe, fixe era termos uma boa adesão do pessoal.
Bora lá curtir a última festinha durante o percurso académico!?
Vá que está toda a gente convidada, que nós precisamos de ajudas, sim.
Volto depois, que ainda há muito pra fazer.

 

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