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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Final de 2018

E o que eu qeuria realizou-se:

  • Out of the blue arranjei um trabalho que me torna feliz e me faz sentir motivada;
  • Consegui quitar todas as minhas dívidas ainda o ano não ia a meio;
  • Fiz viagens que não estavam programadas e fui genuinamente feliz;
  • Consegui manter sempre o meu optimismo;
  • Consegui juntar dinheiro para os meus projectos e ainda fazer todas as aventuras a que me propus;
  • A nossa relação evoluíu como por magia, sedimentada e completa;
  • Tenho os bilhetes preparados para a celebração do final do curso;
  • Tenho o projecto final quase completo e pronto para apresentar.


    Os momentos de dúvida foram tão infimos que ao olhar ara trás só posso agradecer por 2018 ter começado mal e acabado tão bem.  Sinto-me realizada, completa, feliz. De verdade. Venha 2019

 

Pelo tempo que tiver de ser

Ontem parei para pensar e analisar o quanto a vida é matreira. Depois de tentarmos tanto nos afastar um do outro, depois de provações imensas, depois de termos de lidar com a doença e a morte de perto ficou apenas uma certeza: Estamos juntos somente porque queremos estar juntos. E a partir daí tudo se tem dado, naturalmente, sem esforço. Temos começado a construir isto da melhor forma que sabemos. E sabe bem, verdadeiramente.

Complexo - Conjunto de coisas, circunstâncias ou atos ligados ou relacionados entre si.

Falo da dinâmica que alimenta o ego e a persona, as necessidades infantis, da que repete o trauma e o revisita, para que o complexo se resolva.”

Será que conseguirei algum dia resolver o meu complexo? Pergunto-me sinceramente.

Os sonhos recorrentes com pessoas específicas apontam na direcção deste mesmo problema, deste complexo que ficou e não consegui irradicar completamente. Diminuiu, mas ainda faz mossa. Misturei tudo e tenho de aprender a separar. Talvez seja essa a minha missão, a batalha que estava guardada para eu conseguir e libertar. Não é só o desafio de um novo país, uma nova língua, uma nova cultura. Este era um desafio que sabia que teria de enfrentar portanto, hora de arregaçar as mangas. Já sei que o caminho pode ser árduo mas há de facto luz, muita luz numa manhã soalheira depois da tempestade.

Não sei se serei capaz, muito menos sei qual o caminho a tomar para resolver o meu complexo. Mas como a Isabel bem escreve “ A única coisa que lhe interessa é alimentar-se.satisfeito o monstro, é lidar com a frustração. E rapidamente voltar às rotinas que nos mantêm do lado certo a força. As que nos conectam.”
 

Do ano de 2016

Cinco coisas a implementar:

  • Mudar hábitos alimentares. Não, não me sinto híper gorda, não me sinto mal com o meu corpo, não quero voltar a ser o pau de virar tripas que sempre fui. Simplesmente quero adoptar um estilo de vida mais saudável nesse campo porque eu como realmente muito açúcar. Quero diminuir a quantidade de carne ingerida, qualquer tipo de carne. Branca ou vermelha.Quero também começar a comer muito mais vegetais. Nos últimos meses a quantidade de fritos que tenho comido tornou-se pornográfica. Acho que estou completamente viciada em batatas fritas. Por fim, quero começar a fazer mais refeições em minha casa. Isto será o mais difícil já que o meu pecado é a preguiça. Ter a mãe a “obrigar-me” a ir lá jantar também não facilita em nada. A ver vamos.
  • Fazer uma das minhas viagens de sonho. Já se sabe, agora que lhe tomei o gosto é aproveitar e desde o final de Agosto que venho a desenvolver com mais vontade a decisão de fazer uma viagem sozinha. O destino está escolhido há muito, falta-me a coragem... E os dias de férias, não é fácil conciliar mas conseguirei.
  • Ter menos medo de dizer aquilo que penso. Aqui refiro-me à capacidade de ter muito poucas conversas de circunstância, para as quais não tenho jeito nem aptidão, e sim focar-me em falar sobre aquilo que realmente me vai na alma, por muito profundo, lunático ou irrelevante que possa parecer.
  • Exercício físico. Não quero matar-me em maratonas (já tive a minha cota-parte de corta-mato na escola), mas já que tenho a possibilidade de usufruir de um ginásio à borla, vou ver se começo a utilizá-lo 2 vezes por semana. De todas as coisas na lista, esta é a que menos me preocupa.

E foi isto que escrevi no final do ano passado. Lembro-me de escrever isto no final de 2015 de forma totalmente desprendida. Lembro-me de pensar que teria e publicar isto para que não me esquecesse de publicar e na hora H sempre havia algo que me fazia esquecer. Deixei ali de lado. Hoje, ao rever as coisas aqui no pc para limpar o que precisa ser limpo, deitar fora o que é lixo, encontrei o texto e sorri. Tirando a parte da utilização do ginásio (a ideia é muito bonita mas depois de 10H de trabalho a ultima coisa que apetece fazer é manter-me no edifício por mais 1h) a lista foi cumprida. Diminuí ligeiramente o consumo de açúcar (é o verdadeiro diabo, qual heroína, qual quê), já ando a limitar o consumo de carnes vermelhas para raramente e carnes brancas só de vez em quando. Deixei de beber leite, nos derivados apenas consumo manteiga (no pão é a melhor coisa do mundo), estou aos poucos a introduzir a utilização de massa/arroz integral e por aí vai. 
A minha viagem de sonho foi feita na Tailândia, sozinha, a fazer o que me desse na telha. A melhor experiência da minha vida, serviu para eu me focar, eu perceber qual a direcção a tomar par a minha vida agora. Foi fenomenal, maravilhoso, mesmo.
Por fim, quanto a dizer o que penso, os últimos 6 meses do ano provaram que é uma maneira de estar. Muitos me chamam agressiva porque não sei amaciar aquilo que digo, sou directa e curta e muitos não aprovam. Mas eu sinto-me melhor assim portanto, é para continuar.
Com isto, vou fazer uma lista para implementar em 2017. A ver se termino o ano a picar tudo o que pude alcançar como agora.

E ontem foi dia de sustos e gargalhadas

Sério que seria preciso chegar aos 30 anos para apanhar sustos como os de ontem? Não bastava as minhas pancadas usuais sobre a coisa tenho o azar de ver a acontecer logo nestas condições! Agora é esperar para ver o que vai acontecer de futuro, acho que foi a desculpa que eu precisava para me afastar de uma situação que já percebi não ser a correcta para mim. veremos o que a vida me fará fazer mas estou convicta de ter sido só um susto.

AAAHHHH, as férias

Já acabaram e o regresso ao trabalho tem custado mais do que posso descrever. Não paro de pensar nos passeios de bicicleta, a pedalar por 45m pela terrinha, a subir e a descer, naquele cenário tão especial. Andar de kayak com as minhas pequenas, fazer stand up padle... É assim que gosto de praticar desporto, ao ar livre, sempre a desafiar os meus limites, a tentar superar-me. Soube-me bem, valeu a troca de horários de sono, com conversas tardias, estar às 2h da manhã na conversa como se fossem 20h00 tal o calor, rir-me com as minhas pestes como se não houvesse amanhã. Jantar constantemente às 22h00, alegremente, a aproveitar as conversas tolas que o pessoal ia tendo. Ficar encantada e de sorriso no rosto por receber uma resposta inesperada da minha crush de juventude (é para isto que temos o face, certo, para reencontrarmos amigos que a vida afastou). E o ter ido conhecer Aljezur em 3 dias?! A melhor coisa que poderia ter feito. Fiquei apaixonada. Fazer surf “à séria” (pena a minha lesão ao final do primeiro dia), conhecer pessoal novo, ficar alojada num dos melhores Hostels em que já estive, rir-me às gargalhadas com a nossa nova companheira, jantar aqueles manjares do céu, apanhar a bebedeira do ano (fiquei num tal estado que garante que a narda anual está feita), conversar com a minha N. sobre a vida e perceber porque ficámos tão próximas apesar de a sua relação ter acabado. Até as infindáveis horas para cima e para baixo, a conduzir e a ser conduzida, não fizeram mossa no meu humor. Agora é aguardar por mais 2 dias para a festa e pronto, darei por terminado o final do verão… Se bem que ainda tenho a sensação de que ainda muita água irá correr. Veremos.

Diferenças

E percebes que a piada ali é o à-vontade que existe, com o não te importares com o que vá pensar. É o seres autêntica vezes mil, goste ou não goste. É perceber que queres e mereces mais, tão mais do que aquilo. É entender que esta atitude leva a um momento de descontracção sincero e nada bate isso. É perceber que a cumplicidade poderia ser muito maior mas a característica de entrega que também faz parte da amizade não é universal. É entender que aquilo que mais almejas é poder ter este sentimento aliado à paixão. E relembrar que sim, este é o caminho certo para ti.