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(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

(+) Uma maluca que julga ter juízo

Desabafos e bocados do que vou (vi)vendo...

Pelo tempo que tiver de ser

Ontem parei para pensar e analisar o quanto a vida é matreira. Depois de tentarmos tanto nos afastar um do outro, depois de provações imensas, depois de termos de lidar com a doença e a morte de perto ficou apenas uma certeza: Estamos juntos somente porque queremos estar juntos. E a partir daí tudo se tem dado, naturalmente, sem esforço. Temos começado a construir isto da melhor forma que sabemos. E sabe bem, verdadeiramente.

Complexo - Conjunto de coisas, circunstâncias ou atos ligados ou relacionados entre si.

Falo da dinâmica que alimenta o ego e a persona, as necessidades infantis, da que repete o trauma e o revisita, para que o complexo se resolva.”

Será que conseguirei algum dia resolver o meu complexo? Pergunto-me sinceramente.

Os sonhos recorrentes com pessoas específicas apontam na direcção deste mesmo problema, deste complexo que ficou e não consegui irradicar completamente. Diminuiu, mas ainda faz mossa. Misturei tudo e tenho de aprender a separar. Talvez seja essa a minha missão, a batalha que estava guardada para eu conseguir e libertar. Não é só o desafio de um novo país, uma nova língua, uma nova cultura. Este era um desafio que sabia que teria de enfrentar portanto, hora de arregaçar as mangas. Já sei que o caminho pode ser árduo mas há de facto luz, muita luz numa manhã soalheira depois da tempestade.

Não sei se serei capaz, muito menos sei qual o caminho a tomar para resolver o meu complexo. Mas como a Isabel bem escreve “ A única coisa que lhe interessa é alimentar-se.satisfeito o monstro, é lidar com a frustração. E rapidamente voltar às rotinas que nos mantêm do lado certo a força. As que nos conectam.”
 

Do ano de 2016

Cinco coisas a implementar:

  • Mudar hábitos alimentares. Não, não me sinto híper gorda, não me sinto mal com o meu corpo, não quero voltar a ser o pau de virar tripas que sempre fui. Simplesmente quero adoptar um estilo de vida mais saudável nesse campo porque eu como realmente muito açúcar. Quero diminuir a quantidade de carne ingerida, qualquer tipo de carne. Branca ou vermelha.Quero também começar a comer muito mais vegetais. Nos últimos meses a quantidade de fritos que tenho comido tornou-se pornográfica. Acho que estou completamente viciada em batatas fritas. Por fim, quero começar a fazer mais refeições em minha casa. Isto será o mais difícil já que o meu pecado é a preguiça. Ter a mãe a “obrigar-me” a ir lá jantar também não facilita em nada. A ver vamos.
  • Fazer uma das minhas viagens de sonho. Já se sabe, agora que lhe tomei o gosto é aproveitar e desde o final de Agosto que venho a desenvolver com mais vontade a decisão de fazer uma viagem sozinha. O destino está escolhido há muito, falta-me a coragem... E os dias de férias, não é fácil conciliar mas conseguirei.
  • Ter menos medo de dizer aquilo que penso. Aqui refiro-me à capacidade de ter muito poucas conversas de circunstância, para as quais não tenho jeito nem aptidão, e sim focar-me em falar sobre aquilo que realmente me vai na alma, por muito profundo, lunático ou irrelevante que possa parecer.
  • Exercício físico. Não quero matar-me em maratonas (já tive a minha cota-parte de corta-mato na escola), mas já que tenho a possibilidade de usufruir de um ginásio à borla, vou ver se começo a utilizá-lo 2 vezes por semana. De todas as coisas na lista, esta é a que menos me preocupa.

E foi isto que escrevi no final do ano passado. Lembro-me de escrever isto no final de 2015 de forma totalmente desprendida. Lembro-me de pensar que teria e publicar isto para que não me esquecesse de publicar e na hora H sempre havia algo que me fazia esquecer. Deixei ali de lado. Hoje, ao rever as coisas aqui no pc para limpar o que precisa ser limpo, deitar fora o que é lixo, encontrei o texto e sorri. Tirando a parte da utilização do ginásio (a ideia é muito bonita mas depois de 10H de trabalho a ultima coisa que apetece fazer é manter-me no edifício por mais 1h) a lista foi cumprida. Diminuí ligeiramente o consumo de açúcar (é o verdadeiro diabo, qual heroína, qual quê), já ando a limitar o consumo de carnes vermelhas para raramente e carnes brancas só de vez em quando. Deixei de beber leite, nos derivados apenas consumo manteiga (no pão é a melhor coisa do mundo), estou aos poucos a introduzir a utilização de massa/arroz integral e por aí vai. 
A minha viagem de sonho foi feita na Tailândia, sozinha, a fazer o que me desse na telha. A melhor experiência da minha vida, serviu para eu me focar, eu perceber qual a direcção a tomar par a minha vida agora. Foi fenomenal, maravilhoso, mesmo.
Por fim, quanto a dizer o que penso, os últimos 6 meses do ano provaram que é uma maneira de estar. Muitos me chamam agressiva porque não sei amaciar aquilo que digo, sou directa e curta e muitos não aprovam. Mas eu sinto-me melhor assim portanto, é para continuar.
Com isto, vou fazer uma lista para implementar em 2017. A ver se termino o ano a picar tudo o que pude alcançar como agora.

E ontem foi dia de sustos e gargalhadas

Sério que seria preciso chegar aos 30 anos para apanhar sustos como os de ontem? Não bastava as minhas pancadas usuais sobre a coisa tenho o azar de ver a acontecer logo nestas condições! Agora é esperar para ver o que vai acontecer de futuro, acho que foi a desculpa que eu precisava para me afastar de uma situação que já percebi não ser a correcta para mim. veremos o que a vida me fará fazer mas estou convicta de ter sido só um susto.

AAAHHHH, as férias

Já acabaram e o regresso ao trabalho tem custado mais do que posso descrever. Não paro de pensar nos passeios de bicicleta, a pedalar por 45m pela terrinha, a subir e a descer, naquele cenário tão especial. Andar de kayak com as minhas pequenas, fazer stand up padle... É assim que gosto de praticar desporto, ao ar livre, sempre a desafiar os meus limites, a tentar superar-me. Soube-me bem, valeu a troca de horários de sono, com conversas tardias, estar às 2h da manhã na conversa como se fossem 20h00 tal o calor, rir-me com as minhas pestes como se não houvesse amanhã. Jantar constantemente às 22h00, alegremente, a aproveitar as conversas tolas que o pessoal ia tendo. Ficar encantada e de sorriso no rosto por receber uma resposta inesperada da minha crush de juventude (é para isto que temos o face, certo, para reencontrarmos amigos que a vida afastou). E o ter ido conhecer Aljezur em 3 dias?! A melhor coisa que poderia ter feito. Fiquei apaixonada. Fazer surf “à séria” (pena a minha lesão ao final do primeiro dia), conhecer pessoal novo, ficar alojada num dos melhores Hostels em que já estive, rir-me às gargalhadas com a nossa nova companheira, jantar aqueles manjares do céu, apanhar a bebedeira do ano (fiquei num tal estado que garante que a narda anual está feita), conversar com a minha N. sobre a vida e perceber porque ficámos tão próximas apesar de a sua relação ter acabado. Até as infindáveis horas para cima e para baixo, a conduzir e a ser conduzida, não fizeram mossa no meu humor. Agora é aguardar por mais 2 dias para a festa e pronto, darei por terminado o final do verão… Se bem que ainda tenho a sensação de que ainda muita água irá correr. Veremos.

Diferenças

E percebes que a piada ali é o à-vontade que existe, com o não te importares com o que vá pensar. É o seres autêntica vezes mil, goste ou não goste. É perceber que queres e mereces mais, tão mais do que aquilo. É entender que esta atitude leva a um momento de descontracção sincero e nada bate isso. É perceber que a cumplicidade poderia ser muito maior mas a característica de entrega que também faz parte da amizade não é universal. É entender que aquilo que mais almejas é poder ter este sentimento aliado à paixão. E relembrar que sim, este é o caminho certo para ti.

Colocar os pontos nos i's

Passei a maior parte dos 29 sozinha. Isto é, sem nenhum envolvimento amoroso. Não me tinha dado conta de que isto aconteceu por opção até começar a escrever estas palavras. Apesar de muitos à minha volta me questionarem e brincarem sobre eu arranjar alguém, no inicio do ano, e eu responder que sim, que estava para breve, a verdade é que a curto prazo eu sabia que estava melhor sozinha. Eu precisava ficar sozinha! Precisava digerir a informação e todos os acontecimentos dos últimos 3 anos. E sem querer, esta pausa serviu para saborear melhor aquilo que eu tenho de momento. Foi um ano em que me entreguei aos chamados pequenos prazeres… Pequenos que, para mim, são os maiores. Nunca antes me senti tão próxima da família. Talvez a partida dela me tenha impelido a esta posição, talvez seja da maturidade, mas só agora sinto o que é realmente apreciar os meus, enquanto ainda aqui estamos reunidos. E a quantidade de almoços, jantares e ajuntamentos… Insana. A minha agenda bombou como nunca antes, disso não me posso queixar. Foi um ano em que entendi com uma clareza, nunca antes tida, atitudes de terceiros. Onde segredos foram descobertos, onde eu perdoei de coração quem não teve coragem para ser verdadeiro (ou pelo menos, inteiro, só mostrando aquilo que convinha). Foi um ano em que entendi que estou em paz caso o meu destino não seja absolutamente nada daquilo com que sonhei em tempos. Percebi que isto de viver é uma jornada, uma descoberta muito maior do que acordar, pagar contas, arranjar dinheiro e parir. Percebi que toda a minha vida via este processo da forma errada. Estando num emprego “perfeito” para uma grande maioria à minha volta, percebi que o meu futuro não passará por isto. Não sei quanto tempo mais vou-me deixando ficar mas estabeleci um limite. Os 29 ensinaram-me a amar-me, a valorizar-me e, principalmente, a não assentar por algo que não corresponda ao mesmo nível em que me encontro. Ah, também aprendi o significado, o valor, do casamento!

Não sei o que o futuro me reserva, não quero fazer grandes planos onde todo o meu destino está traçado. Apontei apenas numa direcção e tenho a certeza de que é a melhor escolha... E se não for, bem, só tenho de apontar numa direcção diferente sempre que bem entender.